Posts em outubro 2010

CASCADURA e Marka Diabo

domingo, 31 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Toda boa parceria nasce da identificação mútua. E é assim com CASCADURA e Marka Diabo!

Marka Diabo é uma empresa nascida da cabeça efervescente do músico gaúcho Nino Lee (ex-membro da banda Maria do Relento), com a proposta de oferecer estilo e diversão através de camisetas. Há cinco anos, a ideia pegou e o Brasil inteiro conhece o vasto acervo e os excelentes serviços dessa empresa.

Conheci o Nino ainda em 2005, quando acompanhava os amigos da Cachorro Grande a um show deles em Porto Alegre. A Marka Diabo acabara de ser fundada e começava a engrenar lá no Sul. Logo tomaria o Brasil.

Segui acompanhando o crescimento da MD por esse tempo e acabei me reaproximando através do amigo comum: Thedy Corrêa (Nenhum de Nós). Entre uma conversa e outra, eu e Nino descobrimos muitas ideias em comum. Daí surgiu o convite para nos tornarmos parceiros.

O CASCADURA agora se dispõe a levar a Marka Diabo consigo e, em breve, ela disponibilizará estampas exclusivas da banda.

Fábio Cascadura veste Marka Diabo

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Um instante, Maestro!

quinta-feira, 21 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Nos encontramos no estúdio t: eu, andré t, Thiago Trad, Jô Estrada e o maestro Letieres Leite. Ainda que muito tenha se falado dele nos últimos meses, vamos contar um pouco sobre de quem se trata: Letieres Leite é um saxofonista experimentado, já estudou na Europa e lá também trabalhou como arranjador, professor e músico.

Letieres Leite, Thiago Trad e Fábio Cascadura

Letieres Leite, Thiago Trad e Fábio Cascadura

Recentemente, alcançou notoriedade como o idealizador do projeto Orkestra Rumpilezz, trabalho onde reconduz o jazz às estruturas rítmicas do candomblé, de onde originalmente o primeiro veio. Com esse trabalho, tem conquistado reconhecimento de crítica e público, além de prêmios relevantes, como o Prêmio de Música Brasileira (um dos quatro já conquistados nesse ano de 2010, pelo lançamento do álbum de estreia: “Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz”. Ainda esse mês, concorre ao Prêmio Bravo). Além disso, ele é membro da banda da cantora Ivete Sangalo.

Ano passado, ele participou da gravação da faixa “Maldito Mambo”, do disco “Chá Chá Chá”, dos nossos amigos Retrofoguetes. Essa associação gerou uma verdadeira obra de arte. “Maldito Mambo”, de cara, conquistou o IV Festival Educadora FM de Música, na categoria Melhor Arranjo, e com todos os méritos.

Poucas semanas depois da premiação, encontrei-o na porta da Boomerangue (casa de shows do Rio Vermelho, recentemente fechada), era um show dos Retrofoguetes. Dei-lhe os parabéns pela conquista do prêmio e mais ainda pelo resultado atingido naquele mambo. Ele efusivamente agradeceu e disse: “Vocês estão na minha ‘lista negra’!”. Ou seja, éramos os próximos…

O trabalho da Rumpilezz me pegou em cheio, como o fez com a maioria das pessoas que conheço, interessadas em boa música. As texturas dos sopros, metais e palhetas, inseridos na flutuação rítmica dos toques cerimoniais do candomblé, afirmavam o óbvio de uma forma completamente nova, para nós brasileiros e para o resto do mundo. Assim como “Frascos, Comprimidos e Compressas”, de Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta; “Maçalê”, de Tiganá Santana; além do já citado “Chá Chá Chá”, dos Retrofoguetes, “Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz” é um disco que muito inspira a concepção e o desenrolar desse “Aleluia”, que ora estamos construindo. É um verdadeiro desenrolar de um novelo.

Sabendo do desejo do maestro Letieres em trabalhar dentro da nossa realidade e realmente enamorado do conceito da Rumpilezz, estudando os arquétipos da cultura afro-brasileira, manifestados como orixás/voduns/iquices, debrucei-me sobre uma composição baseada em um dos toques litúrgicos do culto afro. Ela, na verdade, faz parte de um bloco de canções, que foram desenvolvidas a partir do mesmo sistema de audição de determinado toque, observação de seu uso no processo cerimonial (dança, arquétipo, movimento, elemento natural ao qual é associado etc.) e aplicação dentro do conceito ao qual o “Aleluia” está atrelado. Tudo está muito ligado. Ao menos para mim, tudo faz muito sentido. Saberei o quanto funcionará e se todo o esforço valeu a pena quando vocês as escutarem…

Foi para mostrar essa composição ao maestro que nos reunimos. Ele chegou acompanhado de seu filho, Lucas, com 14 anos e já introduzido no mundo da música. Escutamos meia dúzia das bases que já temos, para que ele tivesse uma percepção da nossa pretensão com o disco que estamos a fazer. Ele parece ter aprovado o que lhe mostramos.

Daí, o apresentamos à canção a ele destinada para arranjar. Letieres sacou tudo de chofre quais as emoções a serem provocadas. Traduziu-nos inclusive alguns pontos que não havíamos percebidos. Entendidos, estabelecemos prazos e ficamos de nos reencontrar para mais uma rodada de ideias e histórias.

Inteligente e culto, Letieres interpretou todas as intenções estrategicamente dispostas na canção, que será a primeira experiência do CASCADURA em outra língua que não o português, justamente porque a palavra será mero acessório para o entendimento do que nela estará contido, mas esse é outro assunto… Será uma grande aventura artística trafegar nesse terreno ao lado desse cara.

Thiago Trad, Letieres Leite, Fábio Cascadura, Jô Estrada e andré t

Thiago Trad, Letieres Leite, Fábio Cascadura, Jô Estrada e andré t

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“Meu Precioso”, da Vivendo do Ócio

segunda-feira, 18 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Quando esteve conosco no estúdio, para gravar a sua participação na canção “O Delator”, do Aleluia, Jajá Cardoso falou que estava para sair um novo clipe da Vivendo do Ócio.

Ele tinha nos contado que o vídeo foi gravado em Londres, onde estiveram há alguns meses para um show no Brazilian Day, sob a direção do talentoso Rafael Kent, fotógrafo que começa a se destacar dirigindo vídeos.

Falou também da sua satisfação em ter realizado esse projeto e que, a despeito do pouco tempo para a captura das imagens, o resultado estava ficando bom.

Bem, eles acabaram de disponibilizar esse clipe na internet e nós temos que concordar que ficou lindão!

Parabéns aos amigos da Vivendo do Ócio, ao chapa Rafael Kent pelo resultado excelente. Um vídeo que dá gosto de ver, com uma trilha que dá gosto escutar!

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Foxtrot

segunda-feira, 18 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Fábio Cascadura e Foxtrot [Foto por Ricardo Ferro]

Fábio Cascadura e Foxtrot (Foto por Ricardo Ferro)

Para a realização das gravações do Aleluia, o CASCADURA tem contado com a preciosa parceria da Foxtrot, loja de instrumentos musicais de Salvador, ponto de encontro de músicos, amadores e profissionais, e que há bastante tempo é referência no que diz respeito à apresentação das novidades desse mercado na cidade.

O CASCADURA sente-se honrado com esta parceria, já que não é de hoje a nossa identificação com o trabalho da loja. Assim, agradecemos esse apoio, pois é fundamental para o desenvolvimento de novas ideias em nossa música.

Outras novidades sobre essa parceira, logo mais, aqui mesmo…

Thiago Trad e Foxtrot [Foto por Ricardo Ferro]

Thiago Trad e Foxtrot (Foto por Ricardo Ferro)

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Um mestre entre nós!

quinta-feira, 14 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Tivemos a grande alegria de receber na gravação do Aleluia a participação de um músico excepcional: Gabi Guedes.

Gabi GuedesPercussionista experimentado, já tocou com gente como Jimmy Cliff, com quem excursionou pelo mundo, e hoje é considerado uma referência no que diz respeito aos toques cerimoniais do candomblé. Não por acaso, Mestre Gabi Guedes é membro da badalada Orkestra Rumpilezz, que tem no comando o maestro Letieres Leite.

Trazendo todo seu conhecimento e sua habilidade com atabaques, agogô e outros instrumentos de percussão, ele contribuiu em três faixas.

Essas composições foram pensadas e escritas para experimentar uma ligação mais íntima entre as influências do CASCADURA e toques originais do culto afrobrasileiro. Nelas, teremos ao mesmo tempo rock, blues, rhythm’n’blues, soul, reagge, jazz… Porque tudo isso na verdade vem de um lugar só. Uma mesma raiz.

Aqui, o CASCADURA agradece a contribuição ímpar de Gabi Guedes, que executou de modo magistral seus instrumentos e ajudou-nos, como um guia, a esclarecer certas nuances musicais daquilo pretendíamos.

andré t, Fábio Cascadura, Gabi Guedes e Thiago Trad

andré t, Fábio Cascadura, Gabi Guedes e Thiago Trad

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CASCADURA + produtor andré t

sexta-feira, 08 outubro 2010 - postado por andré t

Há bastante tempo temos conversado sobre o próximo disco do CASCADURA e o que ele deveria ser ou não ser. Curioso, pois nunca passamos tanto tempo desenvolvendo conceitos.

Um pouco da nossa história (CASCADURA + produtor andré t):
Começamos a trabalhar juntos quase dez anos atrás, com um EP que se transformou no disco “Vivendo em Grande Estilo” (lançado em 2004). Entramos no estúdio e fizemos o álbum: simples assim!

Alguns anos depois, com a banda reduzida a Fábio e Thiago, chamamos Jô Estrada para a função de coprodutor (acumulada à de guitarrista) e gravamos o “Bogary”. Nesse disco, tivemos um tempo de preparação de conceitos: dois ou três cafés na casa de Jô (onde lutávamos para convencer Fábio a deixar “Adeus, Solidão” no disco), divididos entre inúmeras discussões sobre a música dos Beatles, Beach Boys, os artistas da Atlantic e os causos do nosso grande amigo Alvaro Tattoo!

No estúdio, o trabalho foi muito simples: Fábio tocava a música no violão, nós conversávamos um pouco sobre o que fazer (bem pouco mesmo) e Thiago sentava na bateria, muitas vezes sem nem saber a estrutura completa da música! E o trabalho fluiu…

Resolvemos continuar com esse grupo para o Aleluia; além de trabalharmos bem juntos, ao ponto de muitas vezes não precisar falar absolutamente nada e todos entenderem, somos muito amigos fora do trabalho e conversamos sobre tudo.

Desta vez, as coisas estão um tanto diferentes. Uma coisa aconteceu paralela e coincidentemente a todos: uma “redescoberta” da nossa casa. Da minha parte, passei pouco mais de dois meses entre São Paulo e Rio no ano passado, gravando e mixando o disco “Chiaroscuro”, de Pitty, e, ao mesmo tempo que foi um trabalho recompensador, entre amigos muito queridos, não via a hora de voltar para casa, e ouvir o sotaque que é peculiar a Salvador.

Essa “redescoberta” fez muito desse conceito do Aleluia. Que tal olhar para a cidade em que vivemos e reinterpretar nossa música e nossa maneira de apresentá-la? Que tal quebrar alguns paradigmas e mudar quase que completamente nosso modus operandi? Que tal não fazer um “Bogary 2, A Volta”? Que tal fazer algo que nos estimule e nos desafie, para que possamos fazer algo melhor do que tudo que já fizemos antes?…

Ao mesmo tempo que olhamos para a nossa cidade e para as nossas raízes, olhamos também para as raízes desse tal de rock’n'roll, um certo rhythm’n'blues que veio justamente dos filhos e netos dos escravos (alguma coincidência aqui?). Voltamos a falar da Atlantic (ouçam Atlantic Rhythm’n'Blues, coletânea fantástica), como conversei com Fábio num dos nossos primeiros encontros, onde descobrimos nosso amor mútuo pela música de Ray Charles (aliás, eu poderia passar horas falando só dele), Aretha Franklin, Otis Redding etc.

Mas e o disco? Simplesmente estamos dando um tratamento único para cada música. O normal e mais rápido numa gravação, como Fábio já explicou, é montar a estrutura e fazer todas as baterias e baixos juntos, numa só sentada! No Aleluia, estamos fazendo questão de trabalhar cada música de uma maneira particular, muitas vezes com instrumentação muito diferente entre uma e outra.

Thiago, por exemplo, está experimentando gravar com vários kits de bateria diferentes, com afinações e técnicas de gravação que nunca tentamos antes. E não é que ele está tocando melhor do que nunca? Acho que esse desafio, entre os quais tocar algumas coisas de uma maneira muito suave, o está fazendo buscar qualidades que ele nem sabia que tinha! Além do mais, agora vemos nosso baterista tocando percussão erudita. Ao mesmo tempo, ele, um paulistano-soteropolitano, é um dos primeiros a falar do tal do sotaque de Salvador.

Num próximo texto, falarei um pouco mais sobre o processo de gravação e suas peculiaridades. Agora estou ansioso pela próxima sessão, onde deveremos ter uma visita ilustríssima!

Ah, Ray Charles…
Trinta anos atrás, quando começava a tocar piano, chegava da escola e procurava algo diferente para ouvir, dentre os discos do meu pai. Descobri um disco duplo com uma capa escura com um perfil de uma pessoa. Era um disco ao vivo do Ray Charles. Pronto! Depois disso, todos os dias chegava correndo em casa, punha o disco no “três-em-um” e tentava tocar que nem ele. Ainda não consegui…

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Fábio Cascadura no Festival DoSol

domingo, 03 outubro 2010 - postado por assessoria de imprensa

O Festival DoSol, um dos mais importantes do país, que acontece há dez anos em Natal/RN, anunciou sua grade para este ano. Dentre as atrações, está o show de lançamento da banda paulistana Vespas Mandarinas, formada por ex e atuais membros de bandas como Ludov, Forgotten Boys e Banzé!, que vai contar com a participação de Fábio Cascadura.

O convite surgiu a partir do curador do Festival, Anderson Foca, que assistiu a um ensaio dos Vespas, onde eles tocaram a canção “O Centro do Universo”, do álbum Bogary, do CASCADURA. Ali, o produtor potiguar imaginou, em um show, a “união dos mais talentosos compositores de rock do Brasil”: Mauro Motoki (Ludov), Thadeu Meneghini (ex-Banzé!), Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys) e o cantor do CASCADURA, Fábio.

Para essa apresentação especial, serão ensaiadas canções do disco de estreia do Vespas Mandarinas, prestes a ser lançado (e que também tem a participação de Fábio Cascadura na parceria de composição com Chuck Hipolitho na canção “Cuide dela”, e cantando na música “O Inimigo”, da qual também participam outros ícones do rock brasileiro como Pitty, Fabrício Nobre e Khoala, do Hateen), e músicas do CASCADURA.

O show acontece na segunda noite do Festival, dia 6 de novembro.

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