Posts em abril 2011

Gravação “Aleluia”: percussão e piano (EMUS)

quinta-feira, 28 abril 2011 - postado por assessoria de imprensa

Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí…

Filmado e editado por Léo Monteiro.

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Ronei Jorge II

segunda-feira, 25 abril 2011 - postado por fabiocascadura

A curiosidade

No começo dos anos 1990, em Salvador, um disco lançado pelo Bazar Musical Discos, selo da loja de instrumentos musicais de mesmo nome, localizada no Orixás Center (Politeama, Centro de Salvador), trazia os primeiros registros de algumas das bandas mais atuantes na cidade naquele período.

Kama Sutra e Meio Homem, com sua sonoridade particular, me causaram estranheza e espanto no primeiro momento. Os Úteros em Fúria fizeram jus à fama que os precedia e me conquistaram sem grandes esforços com seu hard rock suingado e sua atitude rock’n’roll. Já a quarta banda me causou curiosidade…

A Mutter Marie fazia um som bem diferente e tinha letras que identifiquei como “dadaístas”. Havia pouco, tinha lido “O que é Dadaísmo” (eu acho que era esse o nome do livreto) e o rótulo foi o que melhor se encaixou, a meu ver, àquelas composições. “Biombo Falante” ficou em minha memória e decidi não perdê-los de vista. A interpretação “desesperada” do cantor daquele grupo, que ainda vi em um show, no Clube Cruz Vermelha, em 1993, só fez a curiosidade aumentar.

A constatação

Tempos depois, em 1998, soube que uma banda chamada Saci Tric se apresentaria no então recém-fundado Theatro XVIII, no Pelourinho. Combinei comigo mesmo de ir assistir ao show.

Morava perto do Centro Histórico, onde fica o Pelourinho, e, lá chegando, acabei indo com outros amigos para um bar onde acabou acontecendo um outro show e acabei perdendo a entrada para a apresentação do Saci Tric. Não lembro direito como isso tudo aconteceu, só sei que não fui e deixei pra lá: outras oportunidades viriam.

O grupo lançou um disco, gravado naquele show. Adquiri um exemplar e constatei que ali havia boas canções e um compositor inspirado em estágio de maturação. A música “Canal 100” era a mais atraente pra mim, pelo tema, pela estrutura. Ainda hoje, é uma das minhas favoritas do legado de bandas de rock forjadas na Bahia. Mesmo algum tempo depois, já em 2003, cantarolava essa canção e, em São Paulo, morando com o CASCADURA do “Vivendo em Grande Estilo”, ouvia o disco “Saci Tric Ao Vivo no Theatro XVIII”, e Martin sempre chegava perto de mim e gritava: “Mas eu vou torcer até o fim!”.

O disco foi gravado por andré t.

A redenção

Voltei de São Paulo para Salvador em 2006, para gravar o “Bogary” e certo de que o CASCADURA se dissolveria logo depois disso… Encontrei na cidade uma banda atraindo a atenção das pessoas com um som meio jazz, meio rock e com muito de música brasileira. O cantor era o mesmo que formara aqueles outros dois grupos que conhecera nos anos 1990.

Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta entraram direto para o topo das bandas mais bacanas que conheci. Num show que eles fizeram na Boomerangue (extinta casa do Rio Vermelho), eles apresentaram uma música chamada “Aquela Dança”, um ijexá tocado com formação de rock que me fez os aplaudir. Ganhei um CD (a música fora lançada como single), com uma capa bem bolada (simulando um manual de passos de dança), e o toquei em casa e em outras oportunidades para que as pessoas os conhecessem.

Porém, me rendi de vez e irremediavelmente ao talento do grupo e de seu compositor quando eles lançaram o álbum “Frascos Comprimidos Compressas” (disponível para download lá no site deles), uma obra prima! Um disco mais que notável e que me fez pensar para bem mais além da música que estava emulando. O trabalho é completo, bem cuidado e tem dispositivo anticaretice sem ser pretensioso. Um exemplo que quero seguir.

A parceria

No comecinho da estruturação das composições para o “Aleluia”, pensei em chamar Ronei Jorge para colaborar conosco. Chamei! Já amigos, tivemos uma aproximação muito cuidadosa e crescente. Fiquei imensamente feliz quando ele topou construir a música que havia pensado em parceria.

Apresentei a ele uma canção baseada nos meus argumentos de Soul Music americana, mas explicitei que ela se comunicaria, via origem comum (assim, falando a grosso modo), com o samba. Queria essa ponte e de modo diferente do que outros (Jorge Ben?) já fizeram… As vozes seriam o link. Mandei-lhe a melodia e pedi uma letra.

Havia nas bases um quê de apaixonamento, um romantismo. Mas lhe sugeri que podíamos viajar em algo menos constante. Por conta de um solfejo meu, balbuciando umas poucas palavras, chegamos à ideia de uma narrativa catastrófica, apocalíptica… Decidimos que seria sobre o fim do mundo. Um fim do mundo com cores soteropolitanas, de muito som, desamparo e desespero, confusão… Como o Carnaval! Esse arremate veio dele, o que ficou muito bem resolvido, em minha opinião.

Depois de dois encontros, a estrutura da letra estava pronta, tendo nela não somente minhas impressões, mas, enfim, a marca diletante de Ronei, agora e enfim, meu parceiro!

Marcamos, com algum atraso, uma sessão para deixarmos essa combinação registrada em “Aleluia”. Não poderia fazê-lo sozinho: chamamos Ronei para também cantar no disco.

Numa sexta-feira (olha ela aí!), nos juntamos: eu, Thiago Trad, andré t, Jô Estrada e nosso convidado, Ronei Jorge. Depois de mostrar o que tínhamos preparado no álbum até ali (tendo dele um retorno muito carinhoso sobre o trabalho em curso), escutamos a canção que já chamávamos de “Dava pra Ver”. Combinamos o que faríamos, a parte reservada a cada um de nós, e partimos para a ação.

O que vem à tona é o clima de alegria em juntarmos essas peças da música, esse time. O ambiente descontraído, leve, animado. Ronei, acho que já citei, é dos melhores contadores de histórias. Se nos encontramos, sempre fazemos aquela revisão dos anos passados, lembramos de fatos que vimos em comum, de lugares diferentes, cada qual em sua ótica. Ele sempre conta disso de um modo muito especial, de novo, engraçado, divertido. É um mestre na retórica. Os Trapalhões lhe fizeram muito bem!

Daqui a uns meses, quando estiver escutando o “Aleluia” e passar pela canção “Dava pra Ver”, saiba que aquilo foi feito com muito humor, muito bom humor. Numa sexta-feira de descontração, em que estávamos muito à vontade, felizes, e em que Ronei nos brindou com sua incrível presença, seu talento inconteste e suas histórias ricas e coloridas, que, de tão bem narradas, quase davam pra se ver… Como lá nos 90, no show do Clube Cruz Vermelha, já dava pra ver…

P.S.: Não sei se as pessoas sabem, mas Ronei Jorge tem o mesmo nome que seu pai. Assim, quando ele morava com os pais e alguém ligava pra lá perguntando por ele, ouvia-se: “O pai ou o filho?”. Por isso o título.

Vale também dizer que Ronei Jorge agora está produzindo um trabalho solo, e já tem uma música nova disponível no MySpace dele.

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Passa em Volta – Martin e Eduardo

quarta-feira, 20 abril 2011 - postado por assessoria de imprensa

Eles vestem nossa camisa.
E nós sempre vestimos a deles.
Martin e Eduardo, em “Passa em Volta”.

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Solove e Maurão

terça-feira, 19 abril 2011 - postado por fabiocascadura

De grão em grão, o Aleluia vai ganhando cada vez mais cara de disco, de obra completa. Para tanto, além de mim, Thiago Trad, andré t, Jô Estrada e Dudu Txai, que, no estúdio, em sessões esparsas, vamos dando nossa contribuição à sua existência, contamos com colaborações inestimáveis a esse processo.

Já citamos aqui: Letieres Leite e a sua Orkestra Rumpilezz, o arranjador Paulo Rios Filho, Siba, dentre outros. Nesta semana que se foi, tivemos a presença de dois outros caras que são marca e presença da música da Bahia. Por viés diversos, chegaram ao Aleluia, a onda que o CASCADURA vem empurrando.

O primeiro é o multi-instrumentista, compositor, produtor e arranjador Jorge Salas Solovera. Alguns carinhosamente o chamam de Solove! Somos amigos de muito tempo. Admiro o cara na guitarra, e não tem quem não o admire por isso – e pelo muito mais que faz na música e na vida.

Tímido e muito reservado, Solovera é dono também de um timbre de voz único. Havíamos o convidado para escrever dois arranjos para o disco, e sobre isso falaremos em outro post aqui. Desta vez, o que ele trouxe foi algo muito especial: para “Os Reis Católicos”, nos cedeu sua voz inconfundível e seu sotaque (Solovera é baiano de adoção, mas nasceu no Chile e domina, logicamente, sua língua pátria). Numa sentença breve e que se repete algumas vezes na canção, ele fez o arremate final. Nas palavras de Jô: “Era o que faltava pra música… E veio como eu imaginava!”. Eu concordo.

Na mesma noite, recebemos a presença de um dos maiores expoentes do ato de cantar rock: Mauro Pithon. Com um currículo extraordinário, fundador da legendária banda Úteros em Fúria (grupo que foi ponto de partida para um rock que hoje pode existir na Bahia), tendo depois do fim dessa formado a Sangria e atualmente com a Bestiário, que está com um disco em gestação, Maurão canta com as tripas, sabe? Não sabe? Procure saber… Deixa cantor malvado qualquer ficar pequenininho.

Em uma música-desafio que decidimos pôr no “Aleluia”, que trata do “intrometido”, do “piru” (como costumam chamar aqui), ele mandou sua interpretação gutural (ainda se usa esse termo?) com tamanha facilidade que cheguei a lhe perguntar: “E aí, man?! Como é que faz depois de cantar assim?!”. Ao que ele respondeu: “Toma uma cerveja, man!”.

Um brinde a esses caras!

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19 anos de CASCADURA!

segunda-feira, 18 abril 2011 - postado por fabiocascadura

O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém.
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento…

Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época chamávamos de Silvano), Marcos “Paquinho” Oliveira e Marcelo Sarrafi. Exceto pelo primeiro, com quem tive a ideia de montar a banda, perdi o contato com eles… Mas, ao longo do percurso, outros tantos colaboradores vieram, escreveram seus nomes, construíram em conjunto uma obra e tanto dentro do panorama da música da Bahia e, posso dizer, do Brasil.

Somos um grupo que existe pela música e nada mais nos interessa de verdade. Nutrimos os mais diversos desejos no correr desse tempo e muitos objetivos foram alcançados. Poder contar com o apreço de gente que admiramos há muito, nos tornando amigos deles, poder contar com o interesse, o carinho de tantos fãs é um prêmio indelével: temos que agradecer…

Não há como não lembrar de gente como Ricardo “Flash” Alves (guitarrista que, dentre outras coisas, nos trouxe “Rodas nos Asfalto” e “Adeus, Solidão”), Paulinho Oliveira (de “Mesmo Sem Merecer”, meu grande parceiro), seu irmão Ivan Oliveira (tecladista e baixista), Toni Oliveira (que não é irmão dos dois anteriores, mas que conceituou muito do que fizemos nos primeiros 10 anos da história da banda), o inimitável Alex Pochat, Candido Sotto (que teve duas passagens pela banda, sempre deixando sua marca), Martin Mendonça (hoje é só “o Martin” e todo mundo na música sabe de quem se está falando… ele é único!), Jean-Louis Franco (batera do “#1”), Maurício Braga (batera do “Entre!”)… Lá se foram Yuri Bonebreaker, LF, Mauro Tahin… Um monte de gente que fez do CASCADURA um algo mais. Eu deixo aqui minha grande homenagem e meu agradecimento ao que cada um deles imprimiu nessa trajetória. São parte dessa história toda.

Muita gente passou pela banda, subindo aos palcos e tantos outros atuaram “atrás das cortinas”, fazendo o nome circular: Nestor Madrid, que acreditou num disco que queríamos e conduziu-nos aos nossos desejados primeiros registros fonográficos. Edson Rodrigues, o Ed Rey, que tanto tempo nos conduziu e nos fez seguir… Dimitri, Paula Berbert, Ricardo Ferro… Poxa! São muitos! Agradeço à todos.

Hoje, como ontem, eu e Thiago Trad contamos com a colaboração de andré t, Jô Estrada, Dudu Txai. Caras que, faz um tempo, são parte de uma colagem que vai dando forma a um capítulo à parte do CASCADURA. O “Aleluia” vem aí.

Um amigo me perguntou se poderia esperar mais um “grande disco”. Nossos discos são grandes? Pra mim também são… Só respondi a ele que esperava não decepcionar ninguém, não me esforçaria para decepcionar ninguém… Mas o “Aleluia” contará a sua própria história e terá a avaliação de quem quer que o escute.

Chegar aos 19 anos de carreira é uma façanha! Ainda mais no Brasil… na Bahia…
Não cansei e já não vejo a hora de abraçar os 20 anos!
21 de abril de 2011: feliz aniversário para o CASCADURA!

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E VAMOS COMEMORAR!

Para celebrar, nós vamos, em parceria com o Portal Cascadura, sortear 3 kits CASCADURA (DVD Efeito Bogary + CD Bogary + camiseta da banda).

Quem quiser participar, tem que seguir @CascaduraRock e @PortalCascadura no Twitter e dar um RT na seguinte frase: No aniversário do @CascaduraRock, o @PortalCascadura sorteará 3 kits com DVD + CD + Camiseta. http://kingo.to/yPo Dê RT e concorra!

O resultado sai no dia do aniversário da banda, 21 de abril.

Boa sorte!

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Um guia na rabeca

domingo, 10 abril 2011 - postado por fabiocascadura

Já falamos aqui da música “Colombo” (inclusive postamos um vídeo da gravação), das implicações dela fazer parte do Aleluia e do diálogo que ela estabelece com outras músicas, como “Os Reis Católicos”.

Bom, há pouco recebemos no estúdio a colaboração de um músico que muito admiramos e que veio a Salvador única e exclusivamente para deixar sua contribuição e sua marca em “Colombo”: Siba Veloso!

Siba é pernambucano, de Recife. Apareceu para a música brasileira através de seu antigo grupo, Mestre Ambrósio. Em paralelo a outros expoentes (como o também pernambucano Antonio Nóbrega), trouxe à baila um instrumento muito antigo, seminal, que estava, vamos dizer, relegado a uma discrição um tanto maior do que ele realmente merecia: a rabeca.

O Mestre Ambrósio conquistou espaço por seu modo particular de articular cultura popular nordestina e elementos da música pop moderna, numa dose equilibrada e mostrando novas possibilidades para ambos os recursos. Os vi tocar ao vivo no Abril pro Rock, lá em Recife, em 1995, quando da participação do (Dr.) CASCADURA nesse famoso festival. Excursionaram o mundo e, mais adiante, interromperam sua trajetória. Siba então foi morar na Zona da Mata de Pernambuco, e lá formou o grupo Siba e a Fuloresta, com o qual, até bem pouco tempo, vinha trabalhando. Na companhia de verdadeiros mestres da cultura popular da região, ele cantava e dava vazão a recitais de poemas populares.

Hoje ele prepara um novo projeto, em que retorna ao seu instrumento de origem: a guitarra. Bom, mas ele veio para tocar a rabeca! Logo em sua chegada, o cercamos transbordando de curiosidade sobre o instrumento, sua tecnologia, sua execução e sobre aquele que o executaria… Siba nos deu uma noção ampla sobre todos esses detalhes e mais: tocou!

Tocando, ele mostra a tamanha intimidade com aquele instrumento medieval, desenvolvido na Europa (mais ainda na Península ibérica) a partir da influência moura (islâmica): eram os tempos das Cruzadas. “Vixe! Faz tempo que não toco rabeca… Tenho me dedicado mais ao estudo da guitarra para o meu novo projeto…”, disse isso em contraposição àquela demonstração de destreza com a rabeca no colo.

Falamos da canção e ele, em um lance só, entendeu. Discorremos sobre isso ou aquilo que ela poderia ser, mas Siba é preciso e culto, inteligente. Num espaço muito breve de tempo, deu à música muito mais do que imaginávamos que seria. Ficou sensacional!

Nordeste brasileiro, Península Ibérica, Norte da África, Salvador Medieval… Pelas mãos de Siba, através dos sons que tirava da rabeca, tínhamos uma aula de geografia histórica… Nos perdemos e nos achamos naqueles instantes dentro do estúdio! O guia era Siba Veloso.

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Os Reis Católicos

segunda-feira, 04 abril 2011 - postado por fabiocascadura

Há uns dias, escrevi um texto chamado “Os Reis Católicos”, falando da música que tem este título e que estará no repertório do Aleluia. Depois de escrito, numa madrugada de insônia, guardei-o. Cheguei a enviá-lo depois para ser postado aqui no A Ponte, mas, relendo, desgostei dele… Assim, confesso, abandonei a abordagem e retomei o tema nesse texto que você lê agora. Vamos lá.

OS REIS CATÓLICOS
É somente uma canção do amor romântico. Ambientada no momento de namoro entre duas figuras que tomei emprestada da história das Grandes Navegações: os Reis de Espanha, Isabel de Castela e Ferdinando de Aragão.

Foi esse casal que, em seu reinado, possibilitou a partida do navegador Cristovão Colombo em direção ao oeste, por via marítima, para tentar alcançar as Índias, numa corrida disputada com o rival Reino de Portugal. Essa corrida, Portugal venceria circunavegando a África (todo mundo aprendeu isso no ginásio). Mas a Espanha não ficaria por baixo e chegaria às Américas! (Que tem esse nome, e não Colômbia, por conta de um joguete do destino… “Procure saber…”)

Dispus-me a, através da liberdade poética, falar pela boca de um apaixonado Ferdinando (que não sei se o era. Casamentos dentro da monarquia serviam para formar laços políticos. Amor é coisa de livro…) das “novas” trazidas por mensageiros, que contavam que o “genovês ruivo” haveria chegado a um “jardim”, que era deles agora e do qual eles poderiam desfrutar “sem que lá tenhamos que por os pés”.

Mas quem vivia nesse pedaço de chão? Esse jardim? Era deserto? Não. Não era… E ainda precisaria de muitos braços para erguer o que fosse necessário… Bom… É uma canção de amor e, nas palavras do amante à amada, tudo são flores!

Para gravar a base do seu arranjo, andré t concordou em elaborar uma formação básica e muito suave e, para completar, convidamos novamente nosso amigo Paulo Rios Filho, que já havia magistralmente elaborado o arranjo para uma pequena orquestra em “A Verdadeira”. A ideia era que ele nos trouxesse a trompa, instrumento sinfônico identificado com o clima monárquico, antigo, medieval… Sua abordagem nos surpreendeu novamente. Ele entendeu a temática e fez aquele som, nos transportando para a justa paisagem onde haver-se-ia acontecido essa imaginária “corte” de D. Ferdinando à sua Isabel…

Resta-nos mostrar um pouco disso aqui:

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