Posts em outubro 2011

CASCADURA Private Hell’s Club pega fogo nesta sexta-feira

segunda-feira, 17 outubro 2011 - postado por assessoria de imprensa

Banda revive seu adorado “inferninho particular” no Farol do Rio Vermelho

Clima aquecido, noitada de agito, êxtase na plateia, música e diversão: é esta a proposta do CASCADURA Private Hell’s Club, uma autêntica festa de rock para curtir, dançar, se esbaldar. Lançado em 2007 e com 15 bem-sucedidas edições realizadas desde então, trata-se do projeto da banda CASCADURA mais adorado e pedido pelo seu público, que faz um show à parte cada vez que o “inferninho particular” se monta em Salvador. Agora, nesta sexta-feira, 21 de outubro, o Private Hell é revivido no Farol do Rio Vermelho, que abre suas portas às 22 horas. O ingresso custa R$ 20.

O CASCADURA Private Hell’s Club tornou-se um clássico da noite soteropolitana e se consagrou como o mais entusiasmante formato das festas do grupo, apresentando o que há de mais quente no repertório da carreira, em especial canções dos discos Bogary e Vivendo em Grande Estilo. A ordem é conceber um “inferno privado”, onde quase tudo é permitido, no melhor estilo sociedade alternativa, em que ninguém tem de ser julgado – uma espécie de terreno em que o rock, a boa música, o movimento da cena independente soteropolitana e a diversão extrema se encontram com total força e liberdade.

“O Private Hell rende um frisson incrível! Lembro-me de cenas impagáveis: gente que enlouquecia ao som desta ou daquela canção, cantando aos berros, gente que se conhecia ali, começava amizade, namoro, gente que teve a primeira experiência num show de rock… Foram shows incríveis e vamos de novo fazer valer as boas memórias deste evento!”, afirma Fábio Cascadura, vocalista e guitarrista do grupo. Ao lado dele, estarão Thiago Trad (bateria), Du Txai (que vem acompanhando o CASCADURA em diversos projetos, assumindo o baixo) e Jô Estrada (coprodutor do Bogary e do futuro novo disco do CASCADURA, o Aleluia, empunhando guitarra).

Depois do Cascadura das Antigas (show de reunião da formação dos anos 1990) e do Laboratório Acústico (repertório em versões desplugadas), o Private é o terceiro projeto na retomada de shows do CASCADURA e dá continuidade à movimentação de volta definitiva da banda aos palcos, que logo acontecerá, depois da finalização do seu quinto álbum: o esperado Aleluia.

SERVIÇO
CASCADURA Private Hell’s Club
Quando: 21 de outubro (sexta-feira), a partir das 22 horas
Onde: Farol do Rio Vermelho (Rua Odilon dos Santos, 224 – Rio Vermelho)
Quanto: R$ 20

Bookmark and Share

Já era hora: CAPA!

terça-feira, 11 outubro 2011 - postado por fabiocascadura

Hummm… Quanto tempo sem vir postar algo aqui! Pois é… Mas não é por falta de assunto, e sim de tempo! Nesse período, foi uma viagem de descanso com a amada, alguns shows do CASCADURA retornando aos palcos e muita coisa do “Aleluia”. Fora o corre-corre de sempre…

Chego agora para falar do trabalho que vem sendo realizado por algumas pessoas muito talentosas e que, apesar de não demandarem diretamente um fazer musical, darão muito para a identidade do nosso novo disco: a capa!

Já falei aqui que a ilustração dessa parte do “Aleluia” foi feita pela talentosíssima dupla de artistas visuais Izolag e Ananda Nahu. Mais especificamente disse de como chegamos até eles e como eles se dispuseram a vir a Salvador construir um painel onde estaria estampada a imagem que constará na capa do álbum.

Citei apenas, mas não descrevi o que de fato foi feito por eles. Então! Eles pintaram um belo painel de lona (a ideia inicial era reciclarmos lona de caminhão usada, o que mostrou-se pouco eficiente, devido ao peso do material e indisponibilidade dos profissionais da estrada em se desfazer de certas quantidades dessas lonas) com a técnica que os notabilizou mundo afora: o stencil.

São formas e expressões que pulam em cores, dando uma mensagem significativa daqui que, através da música, buscamos apresentar nesse novo lançamento. Para nós, o “Aleluia” está para além de uma obra musical e eles entenderam isso. Tomara que nosso objetivo maior seja atingido e os que se dispuserem a escutar e debater com o resultado final entendam isso.

Feita a ilustração, chamamos para dirigir a construção do que será a embalagem do disco aquele em quem confiamos mais no que diz respeito à arte visual: o designer Ricardo Ferro. Ferro é mais que designer. Parece um clichê, mas não é. E deixe-me explicar.

Minha relação, de amizade e artística, com ele, começou no final dos anos 1980. Éramos estudantes da antiga Escola Técnica (no Barbalho) e com amigos comuns que nos apresentaram. Dividíamos o gosto pelo rock dos anos 50, pela poesia, pelo cinema juvenil daquela época e pelo cinema de todos os tempos. Ricardo é de um humor constante e uma alma rica com inteligência ligeira. Nos tempos da nossa adolescência, chegamos a tentar reunir isso tudo num fanzine que naufragou no seu primeiro número. Chamava-se BOP e seu maior mérito era que quem desenhava era o Ricardo Ferro. Nunca escondi que o achava um dos meus desenhistas favoritos. Mas, ao menos naquele tempo, ele rejeitava esses louros, que sempre julgou excessivos: modesto! Sou e sempre fui fã dele.

Nesse momento, chegamos a ter uma convivência cotidiana (por conta da escola também) e nominamos o grupo do qual fazíamos parte, com outros tantos colegas, como Joe (ex-CASCADURA e hoje com a Pitty), de Ugly Boys and The Moondogs. Queríamos ter uma espécie de “gang cultural”. Daí a criação de um fanzine, de uma banda (Os Feios) e tudo o mais.

Ferro se encanta pela música. Está sempre com a música. Quis cantar e não deu, quis a guitarra e ela ficou num canto qualquer de seu depósito. Ficaram uma ou duas canções que escrevemos em parceria, das quais nem lembro direito como são e que o próprio Joe deve lembrar melhor que qualquer um de nós.

Bem, nossa amizade seguiu, mesmo quando ele foi morar em outro estado por quase dez anos. Muito por conta dele, que sempre procurou me manter em contato. Amável, Ricardo Ferro é um amigo que sabe ser amigo. Eu tenho sorte. Pois é esse cara, que na verdade tem muitas outras qualidades e talentos, que vem dirigir a arte para capa do “Aleluia”.

No que tange as suas múltiplas habilidades, lembro de quando ele me contou que estava fotografando e me mostrou seus primeiros estudos nessa matéria: era coisa de gente grande! Sabe a capa do DVD Efeito Bogary? Foi ele quem fotografou e dirigiu. Aquilo é uma construção inteira do cara, com uma ou outra sugestão minha… Sabe o “galinho” do Bogary?… Ricardo Ferro Design! Agora, você que conhece, diga que nunca ficou espantando com a qualidade do desenho…

Demos a ele a lona pintada por Izolag e Ananda. Convidamos, com a aprovação dele, o renomado fotógrafo Ricardo Prado. Numa tarde, os dois, assessorados pelo produtor Jorginho Falcão, que faz a assistência geral de produção executiva desse trabalho, fotografaram as “chapas” para a confecção da capa do “Aleluia”. E tenho tudo documentado pelo habilidoso Léo Monteiro para um making of.

Ainda não vi nada, não sei muito… Mas sei que mãos valiosas, corações apaixonados pelas artes e mentes brilhantes farão jus à nossa intenção de dar beleza e reflexão a quem se deparar com esse disco.

Bookmark and Share
  • Links

  • Arquivos