Posts em maio 2012

Gedson Meira (Lontra) ouviu o Aleluia e…

quarta-feira, 30 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Acompanhei todo o processo de criação do álbum pelo blog A Ponte e também estava ansioso para conhecê-lo. Após o download, ouvi o Aleluia algumas vezes. Ficou claro que a banda mudou de patamar e fez um discasso, um álbum duplo! Álbum duplo é coisa de gente grande, de quem tem cacife. Os Beatles só fizeram um, os Stones, em estúdio, também. Procuro nos cantos da memória um álbum duplo do rock brasileiro, e me vem um grande vazio…. Este é um ‘Exile on Main Street baiano’. Tem de tudo ali: Rock, Blues, Yeah Yeah Yeahs, arranjos de coral, sopros, até instrumentação típica de música clássica, punk rock, influências bastante explícitas de Led Zeppelin, Beatles, Stones, e mesmo Pink Floyd, mesclados com muita percussão baiana típica do candomblé. Em alguns momentos lembra a antiga banda baiana Catapulta.

O trabalho passa ao largo da música baiana carnavalesca de fácil consumo. Chama atenção a qualidade das composições, que são ótimas, sem, no entanto, tentarem ser explicitamente hits radiofônicos fáceis. São boas por si só, pela temática, pela poética, pela qualidade melódica e também qualidade técnica dos arranjos e gravações. Nada é gratuito e nada é óbvio.

Falar individualmente das faixas seria longo e inadequado, pois este é um álbum conceito, em que tudo se liga e o sentido maior aparece ao longo do trabalho, e não em cada canção individual. Mas o álbum tem muitas faixas com excelente qualidade radiofônica sim.

O trabalho de percussão é um capítulo à parte, em que a tradição percussiva baiana se une ao rock moderno. O disco é também uma ode de amor à Salvador moderna, esta Salvador sofrida de enormes contrastes e de péssimos gestores no passado recente. Não é a Salvador dos cartões postais e dos turistas e muito menos a do Carnaval, mas sim a cidade real onde vive um povo sofrido que luta para superar séculos de privações e a sempre presente sombra da escravidão.

Enfim, é um disco para ser degustado aos poucos, ao longo de semanas ou meses. A cada audição, descobre-se um detalhe escondido. O quarteto que compõe o núcleo duro deste trabalho (Fábio, o baterista Thiago Trad, o guitarrista Jô Estrada e o produtor andré t) se superou. Os inúmeros convidados se saíram muito bem, e deram ainda mais brilho ao trabalho pelas preciosas e precisas contribuições. Duvido que alguém lance no Brasil no resto do ano de 2012 um disco de rock melhor. Já é o disco do ano!!!!”

Gedson Meira (Lontra), de Camaçari/BA.
(Ele também faz música. Ouça aqui.)

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Papos de Aleluia – nº 3

terça-feira, 29 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

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Luciano Marins ouviu o Aleluia e…

segunda-feira, 28 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Toda vez que ouço Aleluia, acabo me emocionando. Eu ouço e o vício vai aumentando. Salvador e os soteropolitanos mereciam um álbum como esse, não desprezando as outras cidades deste Brasil. A espera foi grande e ele superou todas as minhas expectativas. Começando pela capa, os elementos artísticos que a compõem, o encarte, passando pelas brilhantes participações musicais, pela atitude em acrescentar outros instrumentos, pelas letras que traduzem nossa cidade e pelo cuidado em todos os detalhes dessa obra-prima, tornando-a rica e prazerosa. É um grande orgulho para a música feita na Bahia!

O que mais me impressiona é ver que algumas músicas não seriam ‘aceitas’ pela maioria das rádios soteropolitanas, por fugirem dos padrões exigidos por parte do público alvo e do sistema que reina nas emissoras, mas elas fazem o maior sucesso na boca da galera e com o público que ouve o disco. A prova de que uma banda espetacular não precisa de rádio para fazer sucesso e espalhar o seu trabalho pelo país.

Só que eu preciso confessar uma coisa. Aleluia é tão bom, que eu ainda não cheguei ao disco 2. Estou ainda apreciando e mergulhando nas primeiras onze faixas. Imprimi parte do encarte para ir acompanhando e fazendo as minhas interpretações.

Luciano Marins imprimiu seu próprio encarte do CD

Claro que já escutei o álbum por completo, mas estou viciado no primeiro e sem pressa de chegar ao segundo. As minhas preferidas são ‘Simples Como A Vida’, ‘A Mulher de Roxo’, ‘Resumindo’, ‘Chorosa’ e ‘Colombo’. Enquanto eu não chego da forma que quero na segunda parte do Aleluia, vou me emocionando com sua primeira parte e esperando o show de lançamento.”

Luciano Marins, de Salvador/BA.

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Monique Fonseca ouviu o Aleluia e…

domingo, 27 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Estava muito ansiosa para poder baixar o novo álbum do CASCADURA, o Aleluia. Chegada a data tão esperada para a liberação para download, ouvi o Aleluia e continuo a ouvi-lo, é viciante… O que mais me chamou atenção em relação aos CDs anteriores é a presença forte dos instrumentos de percussão, achei essa mistura muito bacana e logo associei esse som a nossa Salvador! O Aleluia é a própria Salvador, cantada com amor, paixão, batuques, realidade e muito rock original, ‘This city burns on fire!’. As músicas do Aleluia são fascinantes, melodias, letras, particularidades: ‘Lá Ele!’… As participações de Pitty, Orkestra Rumpilezz, Ronei Jorge e outros artistas só vieram a abrilhantar ainda mais esse álbum. Curti todas as músicas, mas já tenho minhas preferidas: ‘A Mulher de Roxo’, ‘Uma Lenda do Fogo’, ‘O Cordeiro’. Parabéns para a banda Cascadura, o Aleluia é um belo trabalho, SUCESSO para vocês!!!!”

Monique Fonseca, de Salvador/BA.

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CASCADURA no Programa Mosaico Baiano (TV Bahia/Globo)

sábado, 26 maio 2012 - postado por fabiocascadura

Neste sábado, foi ao ar o programa Mosaico Baiano, da TV Bahia (Rede Globo), com o CASCADURA.
A entrevistadora Silvinha Resende conversou com Fábio e Thiago sobre a trajetória de 20 anos do grupo, a sua obra e, em especial, sobre o lançamento do novo álbum, “Aleluia”.

Quem não pôde assistir, clica pra ver.

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Amanda Jacinto ouviu o Aleluia e…

sexta-feira, 25 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Explicar detalhadamente tudo o que senti ouvindo o Aleluia é impossível. A cada música, a cada batuque, a cada letra é uma sensação diferente, uma lembrança boa. Velho, no CD eu consigo perceber cada parte da cidade de algum jeito. Escuto o álbum TODO dia, não importa horário ou local, e toda vez que ouço sinto as músicas de forma diferente, tenho outras interpretações, é foda demais.

As letras e melodias se ajustam de forma incrível. As participações estão excelentes. ‘A Mulher de Roxo’ com a Pitty é perfeita, se encaixou direitinho. Ronei, com sua voz inconfundível, em ‘Dava Pra Ver’ é de emocionar. Com certeza são duas das minhas preferidas, como também ‘Soteropolitana’ que é maravilhosa em tudo, ‘O Delator’, ‘Lá Ele!’ (que nome massa, rei. Rs) e várias outras que me fazem querer sair cantando, gritando por aí.

O encarte do CD também está lindo demais. As cores, as imagens, tudo lindo. Valeu muito a pena esperar pelo Aleluia, velho. O Cascadura é uma das poucas bandas que curto que consegue se renovar a cada álbum. Sem medo de ousar, experimentar e fazem isso com muita competência. Pago pau mesmo.”

Amanda Jacinto, de Salvador/BA.

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Alan Félix ouviu o Aleluia e…

quinta-feira, 24 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Cara, estava ouvindo Aleluia. E falo que o Cascadura foi feliz nesse álbum em dois aspectos. O primeiro desenvolver um CD conceitual sobre a cidade de Salvador, com seus imaginários, problemas sócio-econômicos, e seus traumas históricos que rompem cicatrizes na cidade e na sua população. O segundo aspecto é uma inovação rítmica ou musical ao mesclar rock com cânticos afro-brasileiro das religiões de matriz africana, um diálogo que necessitava na música baiana, e em especial no rock baiano. Essa mescla de ritmos cria uma singularidade que aproxima o CD Aleluia do movimento manguebeat na criação ou composição de uma estética inovadora na música brasileira.”

Alan Félix, de Salvador/BA.

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Papos de Aleluia – nº 2

quarta-feira, 23 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

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Ícaro Araújo ouviu o Aleluia e…

terça-feira, 22 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

“Poderia formar um texto enorme falando sobre o que senti em cada parte de cada música, mas é muito difícil escrever o que só sentimos por dentro, uma das últimas frases, da última música, resume bem o Aleluia, ‘nem começa e já terminou’, começa com a mesma voracidade, sutileza e detalhes que termina. Os arranjos, as participações, os coros, GENTE, os coros estão sensacionais, dá vontade de cantar todos eles de vez.

Mas o que realmente me impressionou foi a perfeita junção entre letras e melodias, retrato vivo de Salvador, uns batuques que nuca imaginaria ouvir num disco de rock, sensacional! A arte, CARALHO, Izolag e Ananda jogaram super bem com as cores, esse painel queima nosso olhar!

Mas, sabe, em pouco tempo e ouvindo muito o disco, dá pra formar uma opinião completa sobre, durmo ouvindo, acordo ouvindo, principalmente ‘Uma Lenda do Fogo’ como despertador e depois de algumas pesquisas já não mais me pergunto o que é ‘calor de arcabuz’, rs. Mas sempre temos as preferidas, e por coincidência ou não, ‘Aleluia’ e ‘Cantem: Aleluia!’ são minhas preferidas, começando e terminando bem. Mas não poderia deixar de falar de ‘O Rei do Olhar’ e ‘Sonho de Garoto’, que me surpreenderam de cara, grito, canto todo o momento, ‘pra outros é o Rei do Olhar’! E Ronei em ‘Dava pra Ver’? QUE LETRA! Nós temos tempo livre pra falar sobre ele por um bom tempo, tempo esse muito bom.

Ícaro Araújo, de Pataíba/BA.

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A caligrafia do Aleluia

sexta-feira, 18 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

Este texto foi escrito pelo designer Ricardo Ferro, o diretor de arte da capa e encarte do Aleluia – que, aliás, estão também disponíveis no download do disco (é só baixar que você leva as músicas e tudo mais junto).

A imagem acima é mais do que simbólica. É a minha versão da obra Aleluia da banda Cascadura.

Vou explicar. Quando Fábio Cascadura veio me contar do novo disco (duplo) que estava gravando e me convidou para fazer a direção de arte, eu vi nas palavras dele a realização de uma ideia que já vinha sendo maturada há tempos. Mas não sabia como ela estava sendo realizada. Então, eu não tinha muita referência a não ser o painel grafitado por Izolag e Ananda e algumas incursões minhas ao estúdio de andré t, quando presenciei algumas sessões de gravação. Mas a ideia toda era para mim um grande rascunho.

Tempos depois, a banda publicou a primeira música do disco, Colombo. Aquela rabeca (espécie de violino rústico medieval) que abre a canção foi o mote necessário para guiar parte do meu trabalho. O disco fala da cidade de Salvador, suas origens, suas idiossincrasias. E assim seria difícil deixar de relatar a convivência entre o velho e o novo, a cidade histórica e a cidade moderna. Decidi, então, que trataria todo o texto do disco, incluindo letras e fichas técnicas, da forma mais antiga que eu possuía: tinta e pena caligráfica de metal. Transcreveria todo o texto à mão. Os ajustes de imagem, a parte digital (não se pode mais fugir dela) e arte-final seriam feitas com outra caneta: a da minha mesa digitalizadora.

E é isso: fiz a foto para mostrar a pena caligráfica de metal, de raízes medievais (*), e a caneta digital, lado a lado. Ambas conviveram muito bem durante todo o trabalho. Nem sempre exatamente como eu queria. Nem sempre exatamente como (eu achava que) deveria ser, mas sempre deixando uma sensação de dever cumprido, de realização. E, confesso, apaixonei-me ao final. Assim como Salvador. Assim como o Aleluia.

(*) A pena feita de pena de animal mesmo data dos séculos 600-1700. As penas que usei, de metal, evoluídas a partir das primeiras, com pontas quadradas ou não, ganharam relevância no começo do século 19, com ranhuras e saliências que facilitaram o acúmulo de tinta em seus corpos metálicos, aumentando a duração e o comprimento do traço.

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