Na Ruy Barbosa

sexta-feira, 17 setembro 2010 - postado por fabiocascadura

Um tanto cedo, por volta de cinco e meia da manhã, já estava de pé. Havia combinado com meu velho amigo (velho porque o conheço há mais de 20 anos!) Ricardo Ferro uma sessão de fotos no Centro de Salvador – esse sim, muito velho! Queria ser fotografado caminhando pela Rua Ruy Barbosa, uma via estreita que liga a famosa Praça Castro Alves à Ladeira da Praça (no caso, da Praça Municipal).

Cresci frequentando um consultório médico de um otorrinolaringologista, que ficava naquela rua (todos sabem que desde pequeno sou surdo de um dos ouvidos). Tinha que fazer o percurso entre o Largo do Tanque até o antigo terminal da Barroquinha, subir as escadarias da igreja de mesmo nome (e onde, nos fundos, nasceu o primeiro candomblé como o conhecemos; leia o livro “O Candomblé da Barroquinha”, por Renato da Silveira) e de lá passar pela frente do antigo e então decadente Cine Glauber Rocha (que antes fora o Cine Guarany e, hoje, revitalizado, recebe o nome de Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha, mas com seu funcionamento comprometido devido ao insistente uso da Praça Castro Alves, onde está localizado, para toda e qualquer manifestação “popular”: de shows/cultos evangélicos e comícios eleitorais a festas ligadas a meios de comunicação) e, em seguida, pelo lindo prédio com fachada de pedra, onde outrora já funcionou a redação do Jornal A Tarde e as primeiras instalações do Estúdio WR. Então, entrava na Rua Ruy Barbosa, contígua àquela que na primeira metade do século XX foi a mais charmosa via pública da Bahia: a Rua Chile.

Esse trajeto faz parte das minhas lembranças de garoto. Toda semana ia lá, ao consultório de Dr. Carlos Fera, e era o mesmo de sempre: esperar duas horas até ser atendido (ordem de chegada era o padrão do esquema INPS, o SUS daqueles tempos; só não entendia porque tinha gente que chegava depois de mim e era atendido antes: ainda não haviam me explicado todas as possibilidades da aplicação da palavra “particular”). Sentado na cadeira tipo dentista, o médico, já um velhinho, pedia que eu virasse a cabeça. Apontava uma lanterninha para meu ouvido surdo, coletava algum material lá de dentro, pingava umas gotinhas de qualquer coisa, conversava com quem estivesse me acompanhando e nos dispensava.

Quando ia com Dindinha, minha tia e madrinha, corria o “risco” de ganhar um passeio com bolinho da Cubana, caso decidíssemos descer o Elevador Lacerda para pegar o ônibus (na Bahia ninguém toma o ônibus: pega) no ponto que fica em frente ao Mercado Modelo. Ou ainda melhor: empadinha da Savoy, lanchonete que fica em frente ao Relógio de São Pedro, na Avenida Sete (oficialmente, Avenida Sete de Setembro). Lá achávamos a mais incrível empadinha.

Na Ruy Barbosa, ficava um sebo de livros que alimentava muito a minha imaginação. Quando a espera era por demais demorada e enfadonha, conseguia escapulir por uns dez minutos e ir olhar a vitrine do Sebo Brandão, que ainda fica lá. Capas e capas: gravuras aos montes, índios em fotos multicoloridas, desenhos de caravelas e dinossauros estampavam livros de capa dura (verde ou vermelha) em tinta dourada… acho que li todos aqueles livros sem jamais tê-los aberto. Nos minutos diante da vitrine, me alimentava de toda aquela informação visual que, no correr da minha vida, foi sendo paulatinamente explicada, a cada passagem, a cada nova experiência!

Era nessas viagens até a Rua Ruy Barbosa que eu tomava contato com outros personagens da cidade: o “Charlie Chaplin da Bahia” (que, parece-me, morreu assassinado com um tiro à queima-roupa), o “Velhinho da Mágica” e, sobretudo, “A Mulher de Roxo”. Meio santa, meio bruxa, vestida de freira, de rainha ou de noiva, diziam ser louca, ter sido rica um dia. Amedrontava e consternava. Num dado momento, terá um texto dedicado a ela aqui e explicarei o porquê.

Por tudo isso e muito mais, decidi que esta sessão de fotos seria lá. Uma sessão de fotos solo, que ainda não tem nenhum objetivo prático e nem faz parte do projeto do disco Aleluia (ao menos, ainda não). Uma sessão de fotos para mim! Chegamos ao nosso destino com a cena bem vazia: eram seis horas da manhã, de uma segunda-feira, véspera de feriado: 7 de setembro. Boa parte da Cidade do Salvador ainda estava dormindo.

Essa rua tem alguns pequenos hotéis e pousadas, estrategicamente ali posicionados: próximos a pontos turísticos importantes de Salvador. Tem também uma galeria de arte, alguns antiquários e o Sebo Brandão. Funcionam, em outros prédios, mais bem conservados, alguns órgãos púbicos, ligados à Câmara de Vereadores e à Prefeitura de Salvador.

Por acaso, encontramos um grande amigo que trabalha naquela região como policial. Conversamos alguns minutos com ele antes de iniciarmos a sessão e logo fomos advertidos: “Sem mole! Ok, moçada?”. O cara é nosso amigo desde a adolescência (conhece o Ricardo Ferro desde a infância, quando estudaram juntos), é policial há bastante tempo, sempre trabalhando ali pelo Centro.

Lembrei com eles essa minha relação com a rua. Falei também da minha perplexidade de ver, cada vez mais, esse centro da cidade abandonado: todo mundo sabe, todo mundo critica, mas nada tem sido feito. É muleta de político falar do crack: câncer social e flagelo! É o que mais se fala.

Depois de algum tempo, nosso amigo “poliça” partiu para concluir seu turno. Ficamos lá, entre um click e outro, ligados, mas ao mesmo tempo sob a vigilância dos porteiros de alguns dos hotéis da rua. A área está realmente sinistra… A degradação da região é tremenda! O Centro de Salvador é uma pérola largada. Será que nenhuma ação séria será tomada pela prefeitura dessa cidade quanto ao trecho mais representativo do seu patrimônio histórico? A imundície entre o Terreiro de Jesus e Rua da Ajuda é quase medieval e certamente faria lembrar os tempos de arruaça de Álvaro Duarte, primeiro playboy da Bahia (bom checar as “aventuras” e comportamento dele que, filho do segundo Governador Geral do Brasil, Duarte da Costa, formou a primeira gang de arruaceiros daqui, no livro “A Coroa, a Cruz e a Espada”, de Eduardo Bueno). Lixo, usuários de crack, vias mal pavimentadas, poluição visual (com a colaboração dos candidatos dessa eleição de 2010)… Tudo muito aquém do merecimento dessa cidade…

Quando falo isso, lembro que nos meus tempos de garoto, essa cidade também tinha os mesmos problemas (exceto o do uso do crack, droga indisponível naqueles tempos). Mas e daí? Até quando? Será que já não nos demos conta da força da existência de todo esse patrimônio de Salvador? Não somente no reposicionamento turístico da cidade, mas também cultural. Seria ótimo se a própria população pudesse usufruir mais daquele trecho onde a cidade de fato nasceu. Seria sensacional se houve opções culturais de fato, como casas de shows estruturadas, bares bacanas que desfrutassem da mais privilegiada vista que Salvador pode oferecer, mas com transporte adequado, segurança eficiente e responsável e serviços que valessem o valor a ser pago, como acontece em outros lugares.

Seria incrível se o poder público municipal se organizasse a ponto de dar àquele lugar uma oportunidade de viver dignamente e não, como observou Ferro, “sobreviver e só…”. Acordar a cidade inteira a partir daquele lugar extraordinário. Aí, sim, Salvador se tornaria referência cultural, disponibilizando a seu povo um circuito cultural.

Seguimos fotografando até perto das oito horas, quando nos demos por satisfeitos. Rumamos para um lanche na Avenida Carlos Gomes: a Esfiha do Chinês! Abre parêntese: onde mais, em que outro local do planeta, a referência de um quitute árabe é um chinês? Na verdade, nem se sabe se era mesmo chinês, pois ele já não é mais o dono do estabelecimento: implantou a lanchonete, vindo de São Paulo, contam, mas já passou o ponto adiante. Reza outra lenda, por conta de ter sido “largado pela amante… brasileira”. Fecha parêntese.

Chegamos ao cruzamento onde se localiza a famosa Esfiha do Chinês e as portas estavam fechadas. Lembramos de outra lanchonete, na Rua Chile, logo depois da Rua do Tira Chapéu, na Praça Municipal. Voltamos… Paramos à porta, onde funcionários preparavam para abri-la para o dia de trabalho. Combinei com Ricardo Ferro de irmos rodando até encontrar um lugar para tomar um café e comer alguma coisa… Qualquer coisa.

Descemos a Rua Chile, cruzamos a Praça Castro Alves novamente, pegamos a Avenida Carlos Gomes, passamos pelo Largo dos Aflitos, seguimos até o Campo Grande: a Praça Dois de Julho (a original)… Encontramos uma padaria no Canela, perto da Escola de Belas Artes, na Rua Floriano Peixoto, se não me engano. Ricardo costuma frequentá-la. Coincidentemente, somente ali, àquela hora, oito e pouca da manhã, a cidade parecia acordar. Tomara.

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16 comentários

  • Eu acho triste trabalhar lá no Centro. Não é triste isso?

  • Que texto! Esplêndido!
    Nasci na Pituba há 36 anos e seria só mais um menino da Pituba se minha Vó Diva, mãe do meu pai, não me levasse para passear pelo centro diversas vezes.
    Toda vez que passávamos pela Rua Junqueira Aires, aquela ligando a Praça da Piedade aos Barris – onde hoje tem um Shopping – ela apontava para uma casa de azulejos brancos e azuis e dizia: Seu pai nasceu aqui.
    A acompanhei, algumas vezes, até à Casa Sloper (“siloper”) para comprar sei lá o que. Meu grande interesse era justamente o bolinho da Cubana com milkshake. Lembro a primeira vez que desci o Elevador Lacerda… minha Vó pediu pra eu prestar atenção no friozinho na barriga quando chegava no térreo… e era maravilhoso!
    Vi, de longe, apavorado, a mulher de roxo e lá, pelas redondezas da Piedade, tomei, com uns 6 anos, ciência da miséria: Minha Vó, me deu umas moedas, discretamente indicou um menino da minha idade sentado entre papelões,vestido de farrapos cor de calçada de cimento encardido e disse: Dê a ele.
    “Deus lhe pague”, ele respondeu. Voltei pra casa triste e ainda hoje, quando lembro, choro.
    Trinta anos me separam daqueles passeios. A Casa Sloper fechou, A Cubana abriu uma filial na Pituba, a Mulher de Roxo morreu e sabe Deus o destino daquele menino, mas ainda há mulheres vagando e crianças esfarrapas, infelizmente, com o agravante do crack.
    Algumas coisas mudaram, outras sumiram e a miséria manteve-se firme e forte.

    Seu texto, Fabão, me fez pensar, andar por ruas que ha tempos não andava e trouxe minha Vó de volta. Obrigado!

  • Fabão!
    Parabéns, texto sensacional.Devo dizer que tudo que você fala neste texto,inclusive 10 anos mais atrás.
    Me apaixonei por Salvador,justamente pela beleza da cidade principalmente esse centro no quadrilátero da Rua Chile,época onde ainda existia em cada esquina uma lanchonete Paes Mendonça.
    De lá prá cá,nestas minhas idas e vindas,acompanhei o boom de crescimento de Salvador,e como em cada qualquer grande cidade sem planejamento,blindaram a orla e abandonaram a beleza do centro.
    Mas para um paulistano,ainda considero Salvador uma cidade linda e como você disse se o poder público e a própria população na sua cobrança e colaboração,ainda eram reconduzir esse centro a beleza e o carinho que merece.
    Salvador é minha segunda casa,e em breve estarei desembarcando de vez.
    E para aqueles que adoram São Paulo,quando apenas passam alguns dias,devo informar que Sampa é linda,tem a melhor noite do Brasil,mas infelizmente vem tornando – se uma devoradora de vidas.
    Depressões,estress por apenas olhar diferente para o outro,trabalho só se você estiver entre 18 e 30 anos,porque depois você é considerado aposentado;trânsito caótico,e olha que mora em bairro tranquilo e que hoje está parando.
    Os baianos devem ter orgulho dessa terra e procurar se sustentar e viver nesse paraíso de cultura e diversidade,ainda bem que farei parte disto.

    Grande Abraço!

  • texto simplesmente sensacional e triste.

  • Eu trabalhei por pouco mais de 2 anos nesse prédio a esquerda…Edf. Palacio dos Esportes, sempre gostei de perambular pelo centro…gosto do rolé, de ver pessoas pra lá e pra cá, pena que depois das 19…as ruas não são tão convidativas assim, segurança pública de merda, pouca iluminação…mas foram anos felizes de labor.

  • Excelente perspectiva da realidade Atual e Antiga!

  • Meu Deus.. passei por tantas viagens em um texto só, e o incrível que sem sair do contexto.
    No começos você passa por uma viagem histórica, depois por uma viagem social e ao final percebemos a nossa diversidade!
    Fabio, nunca pare de escrever.. mesmo, viagens como é essa é sempre necessário e construtivo pra viver!

  • Sem esquecer da viagem pela nossa cidade, quando estamos lendo vamos passeando junto com vocês pela cidade lembrando das ruas, pontos comerciais, becos ..
    MELDELS.. Você é foda demais, cara!

  • Acho incrivel essa ligação da banda com a cultura local! Esse texto ta sensacional mesmo! Fico muito sentida quando vou nessa região. Sou do interior mas minha mãe boliviana, chegou pra fazer faculdade em salvador na década de 70 e sempre me conta histórias sobre todos esses lugares e pessoas. E eu sempre gostei muito de ouvir.

    Mas enfim, parabens pelo texto! e o blog ta cada vez mais interessante!
    Ansiosa pelo disco!

  • E me aproveitando da nostalgia causada…o “velhinho da mágica” me lembra os mesmos passeios didáticos e silenciosos feitos com meu pai, que antes de falecer, tentava arduamente trazer um pouco de sua realidade a nós (seus filhos)…neo-pitubenses criados a base de shopping e playground. Os lugares que ele frequentava, os personagens, as lendas criadas por ele e por nosso entendimento, suas referências…nossas referências. Enfim, conseguiu! Apesar de triste e degradado, o centro da cidade é minha realidade que eu nunca conseguiria renegar…
    Bela sessão de fotos, Fábio!

  • Como já disse no texto acima,conheço Salvador a mais de 30 anos,e realmente é triste ver o centro abandonado.Aqui em Sampa,é a mesma coisa,o nosso prefeito Kassab(q não sabe nada),a única coisa que fez foi tirar os outdoors das fachadas e diz que era pra deixar a cidade limpa.Ocorre que a cidade nas ruas é um lixo só,e o centro velho é uma cracolândia ambulante,que é levada de uma rua prá outra.
    O que devemos fazer tanto aqui em Sampa como em Soterópolis,é votar bem,colocar alguém que realmente esteja interessado em fazer algo pelo povo e para o povo,não é esse o bordão!
    Serra está apanhando de Dilma,porque não fez nada por Sampa,e deixou tanto a Prefeitura como o Governo sem fazer nada,então os paulistas estão dando a resposta agora.Não adianta a Veja ficar arrumando isso ou aquilo pra ver se melhora a situação dele.O paulista cansou das mentiras do Serra.
    Vocês aí tem que fazer o mesmo,eu que acompanho daqui achei absurdo o que a prefeitura fez com as barracas de praia.Então pergunto: vocês acham que não tem outro interesse por trás disso,quer político ou de interesse de alguém dentro da prefeitura?
    Escolham bem seus candidatos,senão vai acontecer o q vem ocorrendo aqui com nossos belos candidatos.

    Tiririca – “vote em mim seu abestado”.E creiam deve ser o deputado federal mais votado do país.
    Netinho de Paula : como vereador nada fez,está empatado com Marta Suplicy para Senador.
    Fora: irmãos KLB,Frank Aguiar,Simony,etc…………….
    Desculpem ter usado este espaço,mas a situação é essa não adianta só falar,” é degradante o centro,tá perigoso,é triste”,a população tem que cobrar do serviço público.
    Não adianta como fazem aqui também,em época de festas dar aquele tapa no visual,tem que manter limpo sempre,revitalizar sempre.
    Abraço a todos

  • Não tem que pedir desculpas, não, William! Esse espaço está aberto para o debate, ele serve pra isso mesmo. E concordo com vc, quando vc pede para que todos estejam atentos aos candidatos nessa eleição. É a oportunidade de mudar o que está estagnado.
    Temos que avaliar o que era, o que é e o que pode vir a ser…
    O Aleluia trata de Salvador, mas que seja uma alegoria para falar de todo o Brasil, como já expressei por aqui… Não trata-se de falar do que há de ruim apenas, mas falar de tudo, com um olhar mais amplo.
    Continuo contando com a participação da moçada…
    Obrigado.

  • Valeu Fabão!
    Então vai aqui uma história de 30 anos atrás,primeira vez em Salvador.Eu,meu irmão e mais 3 amigos numa veraneio,rumos direto de Sampa para Salvador,25 horas de estrada,ansiedade grande e recompensa total.
    Ficamos em uma pensão na cidade alta,pensão esta que abrigava também meninas de vida nada fácil.
    Dona da pensão gente finíssima,duro nas regras,geladeira com cadeado e tudo,mas ambiente bacana.
    O sinistro e ao mesmo tempo hilário para nós foi a onda do banheiro.Todos que iam tomar banho,eram recompensados com a visita de um ilustre habitante,um Sr.Rato,que sai de trás do vaso sanitário dava sua vontinha e ia embora.
    Certa noite,outra grande surpresa,no bide uma familia agitada de baratas,perdemos até a conta de quantas,mas tudo isso levamos na maior tranquilidade.
    Para quem acha que Salvador e seu centro velho é perigoso,naquele época já haviam os gatunos,e acreditem a maior prática era os arrombamentos de quebra ventos,porque claro os paulistas achavam que era tudo tranquilo e deixavam tudo a mostra no banco do carro aí já viu.
    Outra cena,em plena avenida no carnaval da Av Sete,um amigo nosso teve sua bolsa”época hippie”,cortada e nem se ligou ora que viu cadê carteira,já era.
    Mas,nem tudo era um desastre,assim que chegamos a delegacia para fazer queixa,seus documentos acreditem lá se encontravam.
    Com tudo isso,nós paulistanos curtimos muito essa época.Tudo novidade,muita mulher bonita,muita cultura por todo lado,povo acolhedor como é até hoje.
    Por estas e outras tantas que acho Salvador uma cidade cheia de vida para qualquer um,que dela queira desfrutar.
    E de 1986 para cá tenho uma ligação musical com Salvador,quer como empresário,quer como divulgador da cena Rocker de Salvador.
    E principalmente familiar.

    Abraços

  • Boa memória Fábio.
    A mulher de roxo a que você se referia,ficava sempre nas imediações da famosa loja Sloper.O mágico que passeava por quase toda a cidade era o Mister Abracadabra.
    Quanto a degradação do centro da cidade,não creio que alguém se interesse pois,o que vejo,é a coisa ficar igual ao Comércio,cheio de prédios desocupados e com movimentação apenas no horário comercial.Com o advento dos shoppings ,muitos consumidores migraram para esse tipo de estabelecimento.As pequenas lojinhas de bairro ,também vendem com preços em conta e,com produtos com a mesma qualidade da Baixa dos Sapateiros e Avenida 7 de Setembro,não sendo necessário pagar transporte para se deslocar ao centro da cidade.
    Quanto for fazer outra seção de fotos,estarei lá.

  • Tá aí!
    Falou nosso amigo policial, citado no texto.
    Valeu, man!

  • [...] quando comentei aqui, no post “Na Ruy Barbosa”, sobre a região que compreende a Rua Chile, Rua da Ajuda, a própria Rua Ruy Barbosa, Praça [...]

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