#AleluiaCASCADURA, o documentário

segunda-feira, 19 novembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

Sessões de gravação, depoimentos dos envolvidos, cenas de shows e imagens da cidade de Salvador – matéria-prima fundamental do trabalho – contam como foi construído o Aleluia, quinto disco da banda de rock CASCADURA, no documentário #AleluiaCASCADURA.

Dirigido por Fábio Cascadura, cantor, guitarrista e compositor da banda, ao lado de Léo Monteiro, o documentário revela os bastidores da produção e apresenta falas do quarteto responsável por ela – Fábio Cascadura, Thiago Trad (baterista), andré t (produtor) e Jô Estrada (coprodutor) –, além de alguns dos parceiros do processo: Letieres Leite e Gabriel Guedes (Orkestra Rumpilezz) e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Momentos no estúdio, incluindo de participações especiais, como a da cantora Pitty, também se somam a registros da primeira vez que as novas canções foram apresentadas ao público, durante os quatro shows do projeto Sanguinho Novo, em janeiro de 2011, no Pelourinho. Tudo isto ilustrado por mostras de uma Salvador que não se estampa em capas de revista, mas que está no cotidiano dos seus cidadãos: justamente aquilo que serve como principal fonte de inspiração do Aleluia, um disco totalmente dedicado à capital da Bahia.

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CASCADURA lança documentário sobre o Aleluia no Portal da MTV

segunda-feira, 12 novembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

No média-metragem #AleluiaCASCADURA, banda revela parte do processo criativo de seu quinto álbum

Sessões de gravação, depoimentos dos envolvidos, cenas de shows e imagens da cidade de Salvador – matéria-prima fundamental do trabalho – contam como foi construído o Aleluia, quinto disco da banda de rock CASCADURA, no documentário #AleluiaCASCADURA. Assim como o álbum, que está disponível para download gratuito aqui no site (clique para baixar), o filme, que tem duração de 30 minutos, será lançado na internet, através do Portal da MTV Brasil (www.mtv.com.br), no dia 19 de novembro (segunda-feira).

Dirigido por Fábio Cascadura, cantor, guitarrista e compositor da banda, ao lado de Léo Monteiro, o documentário revela os bastidores da produção e apresenta falas do quarteto responsável por ela – Fábio Cascadura, Thiago Trad (baterista), andré t (produtor) e Jô Estrada (coprodutor) –, além de alguns dos parceiros do processo: Letieres Leite e Gabriel Guedes (Orkestra Rumpilezz) e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Momentos no estúdio, incluindo de participações especiais, como a da cantora Pitty, também se somam a registros da primeira vez que as novas canções foram apresentadas ao público, durante os quatro shows do projeto Sanguinho Novo, em janeiro de 2011, no Pelourinho. Tudo isto ilustrado por mostras de uma Salvador que não se estampa em capas de revista, mas que está no cotidiano dos seus cidadãos: justamente aquilo que serve como principal fonte de inspiração do Aleluia, um disco totalmente dedicado à capital da Bahia.

“Decidimos fazer o documentário para poder passar um pouco mais da nossa perspectiva sobre o processo criativo que levou à realização do Aleluia. Enquanto gravávamos, registrávamos de diversas formas as sessões lá no estúdio t. As vezes éramos nós mesmos que capturávamos as imagens. Muita gente faz isso hoje… O resultado é um filme pensado para a internet, para ser visto e compartilhado livremente pelas pessoas, e que tem a intenção de complementar o discurso de alinhamento da obra com a Cidade do Salvador”, resume Fábio Cascadura.

O documentário #AleluiaCASCADURA integra o projeto vencedor do edital Apoio à Produção de Conteúdo em Música, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que financiou a realização do álbum Aleluia. O filme será posteriormente também exibido em alguns espaços de Salvador, como parte das ações de divulgação do disco.

O disco Aleluia Com lançamento virtual em 8 de maio passado, o Aleluia, álbum duplo com 22 faixas, já alcançou 12 mil downloads e pode ser baixado gratuitamente aqui. Após a incursão virtual, o disco, em formato físico, chega às lojas nesta segunda quinzena de novembro, num lançamento do Garimpo Música, selo fonográfico independente da produtora baiana Cada Macaco no seu Galho.

Assim como o Bogary (2006), este novo trabalho é produzido por andré t, coproduzido por Jô Estrada e foi gravado no estúdio t, na capital baiana. O resultado traz o conceito viável que justapõe a personalidade artística do grupo, num diálogo com as mais diversas esferas da cidade de Salvador. O Aleluia se destaca, ainda, pela participação de grandes nomes da música brasileira, tais como o maestro Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Siba Veloso, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabriel Guedes, Paulo Rios Filho e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Há também composições em parceria entre Fábio Cascadura com Nando Reis, Ronei Jorge e Beto Bruno (Cachorro Grande) – os dois últimos ainda cantaram junto com Fábio as canções.

Elogiado por público e crítica, o Aleluia foi um dos cinco finalistas da categoria Melhor Disco da 18ª edição do Video Music Brasil (VMB), da MTV Brasil. A turnê de divulgação do álbum foi iniciada em julho e já passou por cidades da Bahia (Vitória da Conquista, Camaçari, Feira de Santana e Juazeiro, além da própria capital), São Paulo e Brasília, dentro do Festival Porão do Rock.

Sobre o CASCADURA – Rock da Bahia desde 1992O nome CASCADURA reflete uma das mais respeitadas trajetórias dentro da música popular que se faz na Bahia. Comemorando 20 anos de estrada, é uma referência do rock nacional, indicação respaldada por público, artistas e crítica Brasil afora. Com cinco discos lançados (#1, 1997; Entre!, 1999; Vivendo em Grande Estilo, 2004; Bogary, 2006; e Aleluia, 2012), diversas participações em eventos de grande importância e uma sólida lista de conquistas alcançadas pelo valor de sua obra, o CASCADURA tem também entre seus títulos o DVD Efeito Bogary, um documentário-musical pioneiro no cenário do rock independente baiano.

O CASCADURA é formado por Fábio Cascadura (voz e guitarra) e Thiago Trad (bateria), dupla que conduz a banda há dez anos, ao lado de Du Txai (guitarra), Cadinho (baixo) e Nielton Marinho (percussão). Fábio é membro-fundador do CASCADURA e autor de todas as canções da sua discografia – parte delas, em parceria com outros companheiros desta história. Suas letras e melodias o fazem ser apontado como um dos mais destacados compositores de sua geração, assinando músicas obrigatórias da produção do rock brasileiro contemporâneo.

Documentário #AleluiaCASCADURA
Direção: Fábio Cascadura e Léo Monteiro
Produção: Thiago Trad
Realização: Piano Forte e Garimpo Música
Duração: 30 minutos
Lançamento:
19 de novembro de 2012 (segunda-feira)
Pelo Portal da MTV Brasil: www.mtv.com.br

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Papos de Aleluia – nº 3

terça-feira, 29 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

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Papos de Aleluia – nº 2

quarta-feira, 23 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

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Papos de Aleluia – nº 1

quarta-feira, 16 maio 2012 - postado por assessoria de imprensa

Aqui, vamos começar a contar um pouco do processo de construção do Aleluia pelas falas dos principais responsáveis pelo resultado da obra: Fábio Cascadura e Thiago Trad, do CASCADURA, e os produtores andré t e Jô Estrada. Nesse momento, eles falam, muito descontraidamente, como a história começou.

Logo mais, você terá acesso à sequência dessa conversa, contando mais detalhes de como o Aleluia foi feito. Acompanhe.

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(Re)Começo

domingo, 13 maio 2012 - postado por fabiocascadura

Faz alguns poucos dias que compartilhamos o Aleluia, álbum sobre o qual, tão cuidadosamente, trabalhamos ao longo de quase dois anos. Esse momento é muito especial porque é de fato a razão de toda a dedicação que tivemos. O disco, em si, é o objeto principal que tem motivado a existência desse blog. Aqui, viemos compartilhando um processo meticuloso, denso, extensivo, simples, mas sofisticado, intenso e prazeroso. Agora que essa fase de construção e todo o discurso relacionado ao álbum Aleluia, enquanto obra fonográfica, já passou, ainda não sabemos exatamente o que será desta plataforma que é o “A Ponte”, mas sabemos que ela tem sido muito importante na comunicação com as pessoas que acompanham o trabalho do CASCADURA.

Acho que já explicamos aqui mesmo como veio a ideia de compartilhar o processo de partilharmos detalhes da formação desta obra. Não creio que seja necessário repetir. No entanto, é fundamental para mim dizer que foi ótimo estar expondo cada momento, cada lance dessa verdadeira aventura que foi (e é) realizar o Aleluia. Falar para as pessoas e ouvi-las. Rever conceitos a partir da experiência de troca ou confirmar convicções artísticas: foi um verdadeiro teste para mim e uma grande lição que guardo para daqui pra frente. Estar em contato direto com todos que vieram cá, ler e opinar, representou a abertura de uma nova janela para o CASCADURA nesse ambiente de tantas contradições e diversidade constante que é a internet. Sou realizado com isso!

Esse trajeto, que parece se encerrar por esses dias, poderá ser rememorado graças às postagens deixadas aqui. E tivemos que experimentar muita coisa para tentar achar uma fórmula certinha de comunicação. Mas existe fórmula? Não. Não existe, gente. À medida que íamos avançando no tempo, as possibilidades se apresentavam e íamos dando vazão aqui no blog, como acontecia também durante a pesquisa relacionada ao disco ou no estúdio, durante as gravações. A surpresa foi senhora de nossos dias. Nenhuma previsibilidade vingava.

Para chegarmos até as pessoas, a partir daqui, nos dispusemos a criar alternativas discursivas: textos, vídeos, fotos, ilustrações… Cada um ia colaborando do jeito que dava. Em especial, contávamos com o apoio de nossa parceira Paula Berbert, que se encarregava de organizar essa plataforma e o fez com maestria. A ela sou muito grato, pela maneira tão tranquila de lidar com todas as postagens. Ela se tornou um elo fundamental nesse processo.

Não quero fazer deste texto um momento de despedida. Isso faremos mais adiante, quando dermos mais alguns passos em direção a outro momento em nossa carreira. Nem mesmo é a hora de um balanço de toda caminhada em direção ao Aleluia. Aqui está somente uma reflexão, já que o disco, enfim, chegou e está disponível para quem quiser, motivando-nos a lembrar das coisas que foram feitas para que ele ganhasse existência.

Disse isso porque agora há pouco estava fuçando em umas gavetas e achei um material que foi sendo juntado num cantinho dela. São folhas de papéis rascunhadas, bilhetes, desenhos, CDs e DVDs contendo ideias que foram parar no novo disco. Isso me colocou sob uma perspectiva tão mais precisa do que foi estar envolvido nesse trabalho. Comparar a rudeza do que está nesse material seminal com o resultado final do Aleluia denota que foi um processo riquíssimo. O bruto é bem bacana, não fosse não teria sido levado ao estúdio para um processo de lapidação, mas o diante do resultado final fica evidente a sofisticação da elaboração constituída por todos nós. Eu, Thiago, andré t, Jô, Du Txai, Paula Berbert, Jorginho Falcão, Ricardo Ferro, cada artista convidado e parceiro… Um envolvimento total, sem reservas. Estivemos abertos às interferências e o retorno não poderia ser mais legal.

Há uns CDs com rascunhos de canções, registradas muitas vezes no instante em que uma ideia surgia. Ou ainda há uma sequência de gravações precárias, feitas a partir de um celular, onde se vê o desenrolar da criação da canção. Para mim, como compositor, esse material tem função de registro e de material didático também, já que ao escutá-lo novamente vou reaprendendo como é compor.

Tem uma gravação que mostra como surgiu a melodia de “Sonho de Garoto”, ainda bem esboçada. Estava esperando Ticiana sair de uma aula de dança e veio a linha marcante de uma melodia. Guardei-a no celular e a trouxe para casa, onde exercitei algumas novas partes e harmonia.

Também há uma sequência de cinco ou seis arquivos de áudio com a experiência relacionada a “Resumindo (Steviana)” e, escutando-a, pude lembrar bem do momento em que comecei a pensar na possibilidade dessa canção: primeiro o esboço do riff que acabou formando o refrão, depois esse mesmo riff, mais seguro de sua organização, daí uma nova gravação com uma versão melhor dele, quase como está no disco. Só então há uma outra gravação, com um salto, e o esqueleto da música aparece. Isso tudo aconteceu no espaço de dois dias. Começou num domingo: estávamos nos preparando para um almoço na casa de pessoas da família e eu, já pronto, esperava Tici terminar a meticulosa e sempre bem feita maquiagem que ela costuma usar (isso leva tempo, gente!). Passava alguma coisa de esportes na TV e eu estava com o violão na mão. Daí, entrei no lance de tocar um riff com uma métrica “quebrada”, uma divisão pouco comum (vinda de mim). A estranheza e o prazer com aquilo me motivaram a gravar rapidinho também ao celular, já que ligar o computador e preparar uma sessão no estúdio caseiro levaria algum tempo (e ela já estava terminando de passar o rímel). Gravei no aparelho celular e fomos embora.

Passei o almoço inteiro sem me concentrar em uma única frase que me era dita. Só pensava em voltar pra casa e continuar a música. Mas, depois do almoço, ainda visitamos amigos, fomos não lembro aonde, vimos um filme. Chegamos em casa e ainda tinha que cuidar de Bruce, “le terrible bouledogue” etc… Tici foi dormir e eu, enfim, voltei à canção… As gravações são bem precárias, mas mostram o que se desenrolou a partir daí. No dia seguinte, ainda mudava coisas de ligar dentro do rascunho que ia “melhorando”. Até que, plenamente insatisfeito, guardei tudo e resolvi esquece a ideia por uns tempos, o que foi ótimo.

É a visualização desse processo em retrospectiva que me emocionou, nessa semana que passou e em que o disco foi compartilhado na rede de computadores. Perceber a distância percorrida por meio das pegadas deixadas tem sido fantástico também. Espero um dia poder compartilhar dessa experiência com quem vem acompanhando isso aqui. Mas acho que a hora é de curtir o resultado final e ver o que vem pela frente, porque a vida do Aleluia está só começando, gente. Vamos adiante.

Para ouvir e fazer download do Aleluia, basta clicar na imagem, é de vocês:

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Tomada em “Ela não tem medo”

terça-feira, 23 agosto 2011 - postado por assessoria de imprensa

Nossos amigos da Tomada, banda de São Paulo, estão de disco novo: “O Inevitável”, que foi mixado por andré t (nosso grande produtor), tem pré-produção de Martin e Duda Machado (parceiros de sempre!) e conta com duas músicas nas quais Fábio Cascadura é parceiro: o blues “Hoje eu não tenho muito a dizer” e o rock “Catarina”. Então, além de muito bom e de merecer recomendação, este álbum tem bastante relação com o Cascadura!

Eles acabaram de lançar um clipe desse trabalho.
Vejam cá:

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CASCADURA lança primeiro single do álbum Aleluia

segunda-feira, 18 julho 2011 - postado por assessoria de imprensa

Banda libera download de Colombo, canção do quinto CD de carreira, com texto de apresentação assinado pelo publicitário Pedro Tourinho

Nesta segunda-feira, 18 de julho, o CASCADURA oficializa o lançamento da primeira música apresentada do seu quinto álbum, Aleluia. A canção Colombo, composta por Fábio Cascadura, está liberada para audição e download aqui no site.

Além de Fábio Cascadura (voz, vocais), Thiago Trad (bateria, tambor mourisco, tarol medieval), andré t (baixo, piano elétrico) e Jô Estrada (guitarras), Colombo conta com a participação especial do pernambucano Siba Veloso na rabeca (leia mais aqui). A música, que representa um imaginado ato de contrição de Cristóvão Colombo (leia mais aqui), é uma das 50 finalistas do IX Festival de Música Educadora FM, da Rádio Educadora FM da Bahia, e está sob votação de internautas para seleção das 14 vencedoras.

Assim como o conceituado Bogary (2006), o novo trabalho é produzido por andré t, coproduzido por Jô Estrada e está sendo gravado no estúdio t, na capital baiana. O Aleluia, que está em fase de finalização, vai ser um álbum duplo, com 22 faixas, e busca o conceito viável que justaponha a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. A produção conta com financiamento conquistado através do edital Apoio à Produção de Conteúdo em Música, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

COLOMBO

Por Pedro Tourinho*
Nesta semana começa a se desvendar para o grande público o álbum Aleluia, novo trabalho do CASCADURA, totalmente baseado em Salvador. Sua sonoridade, assim como suas composições, são fruto de um grande processo de entendimento da síntese desta cidade que, tendo sido fundada como destino de grandes embarcações, culturalmente acabou por tornar-se origem de grandes jornadas.

CASCADURA desde sempre entendeu isso, com seu Rock com a cabeça no mundo e os pés fincados no Rio Vermelho. Em Aleluia, enquanto a maioria dos navegantes fita os olhos no horizonte, CASCADURA nos propõe uma viagem de volta ao porto. E sua primeira faixa, Colombo, disponibilizada para o público hoje, cumpre a responsabilidade de dar o tom da jornada.

A marcação disciplinada da bateria e percussão de Thiago contra as ondas dos acordes precisos da guitarra de Jô. A intensidade étnica do estalar da rabeca de Siba Veloso. A vitalidade e energia da chegada de andré t. O vocal rústico e solitário de Fábio, quase um aboio. Colombo vem com a força do desatracar de um navio em seu próprio porto.

Se todo porto é a síntese da jornada dos que lá desembarcam, Salvador, que já nasceu porto, representa um mundo inteiro, diverso. E Colombo traz esta sensação de ânsia dos viajantes em materializar o desconhecido. Afinal, de uma forma ou de outra, todos que aqui chegaram, negros, portugueses ou mulçumanos, também estavam descobrindo a América.

Fábio me diz que Colombo é a faixa com formato menos comercial do disco, mas ao mesmo tempo a música não sai da minha cabeça desde o momento em que a ouvi. Modéstia. Colombo é uma música em três atos, melodia forte e simples, legítima representante nagô na escola de Sir. Paul.

A jornada da nossa vida é um ciclo sem início. E, em Aleluia, CASCADURA estabeleceu como destino exatamente o nosso ponto de partida. E como não poderia deixar de ser, entre letras e versos, já na primeira faixa do disco, pesco a conclusão do fim da viagem: “Nós somos isso, nós somos risco, somos mal e bem… Só não somos Deus”.

* Pedro Tourinho é publicitário, especialista em entretenimento e mídia. Diretor de Criação da Agência New Content. Formado pela UCLA (Califórnia/EUA) em Estudos de Entretenimento e Mídia. Soteropolitano, mora em São Paulo/SP.

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Dá-lhe, Robeeertooooo!!!

quarta-feira, 08 junho 2011 - postado por fabiocascadura

Hummm… Faz um tempo que não escrevo um texto pra esse blog, né? Pois é, muitas coisas! Coisas e coisas… Do disco e da vida cotidiana de gente que vive a vida cotidiana…

No meio disso tudo, tínhamos que decidir como faríamos para ter a participação de nosso amigo Beto Bruno, cantor da banda igualmente amiga Cachorro Grande. Beto foi um dos primeiros nomes em que pensamos para participar do Aleluia. Amigo de primeira hora, de quem somos fãs, não poderia ficar de fora desse processo, já que esta é uma vontade antiga: dividirmos uma faixa, Cascadura e Cachorro Grande, juntos.

Deixe-me contar o episódio em que nos conhecemos: nos idos de 2003, quando estávamos chegando à cidade de São Paulo, fomos tomados pelo lançamento do disco “As próximas horas serão muito boas”, o segundo da discografia dos gaúchos. Já os havíamos visto na MTV, com o clipe “Lunático”, tirado do seu álbum de estreia. O conceito era tão bom (a música, o visual, a performance) que chegamos a pensar, inicialmente, que se tratava de um tipo de campanha publicitária! “Existe uma banda assim no Brasil?!”. Existe: Cachorro Grande.

Soubemos que eles tocariam na Outs, casa de show que, naquele instante, era nossa referência em Sampa. Já havíamos tocado lá e iniciado uma amizade/parceria com os donos do lugar. Fomos vê-los…

O lugar estava cheio, na medida de estar agradável. Era um dia como quarta ou quinta-feira, meio de semana, e muita gente foi conferir os caras no palco. Já na chegada, soubemos que eles estavam lançando um disco novo. Nosso amigo Luiz Pimentel (então chefe de redação da saudosa revista Zero) foi quem nos contou.

Assistimos ao show entre o entusiasmo contagiante que eles emanam quando estão em ação e o mais completo espanto de estar diante de uma banda tão verdadeira no que pensamos ser seu “auge”. Engano nosso: eles estavam apenas começando o seu “auge”. Terminada a apresentação, fomos falar com eles e foi quase impossível cumprimentá-los, tamanho o assédio. Mas, enfim, conseguimos e falamos do nosso trabalho e da nossa admiração.

No dia seguinte, o mesmo Luiz que havia falado do lançamento do disco nos ligou dizendo que queria nos juntar a eles numa conversa em um barzinho: topamos na hora. Nos encontramos na Augusta e, de lá, rumamos conversando até o bairro do Bexiga, sentamos em um bar próximo ao Café Aurora, onde deveríamos prestigiar o show de outra banda amiga: Velhas Virgens. Em nossa mesa, também sentaram os parceiros da Tomada, banda paulistana de rock.

Foram muitos assuntos e muitas risadas. Ali, nasceu uma amizade que corre até hoje, sempre pautada na admiração e na colaboração mútua. “Os Cachorro” desde então cresceram no cenário e se tornaram uma banda muito conhecida. No entanto, se mantiveram os caras naturalmente alegres e engraçados que sempre foram.

Na ocasião desse papo, entregamos a eles um CD contendo o nosso “Vivendo em Grande Estilo”, ainda inédito. Lembro que o Beto perguntou: “Vocês estão dando um disco de vocês que ainda não saiu pra gente ouvir?! Que confiança! Valeu!”.

Vimos quando o disco deles chegou pela revista Outracoisa, do Lobão, e tomou de assalto o mercado. Por meses em São Paulo só se falava nesse lançamento. Não por acaso, o nosso disco seguinte, “Bogary”, também sairia por esse projeto: a Cachorro Grande foi uma grande advogada nossa nesse processo.

De lá pra cá foram muitos episódios, em muitos encontros: fui roadie deles numa viagem pelo Sul, eles viajaram em nossa van para uma apresentação nossa, junto com os Astronautas, de Recife, no festival Demosul, em Londrina/PR, tocamos juntos em Salvador, fiz um caruru no apartamento em que morávamos em Sampa e eles saíram falando do “bicho caruru que era bom demais”, fizemos uma dobradinha de shows para uma edição do programa Bem Brasil, da TV Cultura, gravado em junho de 2007 no palco do Sesc Pompeia… Vivíamos andando juntos, para cima e para baixo, como uma gangue só.

Certa vez, Beto me perguntou: “ô, Negão… Quando é que vamos fazer essa parceria, Bruno/Magalhães?!”… Só faltava isso. Será?… Daí a ideia de chamá-lo para esse disco.

Apresentei uma canção a andré t e falei que o queria cantando junto. Mais que isso: queria que ele escrevesse a letra daquela música para cantar.

O problema é que ele é do Rio Grande do Sul, onde cumpre extensa agenda de apresentações com a banda, mora em São Paulo e está em pleno processo de construção de mais um disco. Beto não usa celular e e-mail é um troço que ele realmente não faz ideia de como funcione. A comunicação é muito específica. Assim, o tempo escasso era nosso censor. Tentamos trazê-lo para gravar em Salvador, como fizemos com outros convidados, em três oportunidades distintas, sem sucesso. Desse modo, como Maomé não veio à montanha, a montanha teve de ir a Maomé.

Chegamos a São Paulo, eu e Thiago Trad, depois de três horas de atraso do avião. Descemos em Guarulhos ao invés de Congonhas, como havíamos planejado. Ficamos na casa do amigo Rodrigo “Minha Pedra” Santos e marcamos para encontrar a “fera” no estúdio onde eles estavam preparando seu disco.

Uma alegria imensa entrar num ambiente e encontrar esses caras: Beto, Coruja (Rodolfo Kieger, baixista da Cachorro Grande), Gross… É sempre um evento feliz e cheio de camaradagem. Acho que o termo “camarada” é o que nos acolhe melhor.

Falei a ele do conceito do disco, da relação do álbum com Salvador, que ele teria de escrever a letra (e ele disse que teríamos de escrevê-la juntos) e que melodia e harmonia foram construídas pensando nele… Beto se encheu de alegria e, com a confiança que lhe é intrínseca, chamou-nos a um boteco, em frente ao estúdio da Trama, e disse que depois de “umas” cervejas iríamos ao estúdio de Duda Machado (o Madeira II), com quem havíamos combinado de gravar essa voz, e lá mandaríamos ver.

Fomos para o estúdio/casa de Duda e encontramos outros tantos amigos lá: Ricardo Spencer, Rafael Spencer (chef, agora morando lá e com um ótimo restaurante de comida baiana chamado Sotero), Rodrigo “Minha Pedra”, Martin… Clima de festa!

Havia somente um porém nisso: estou acostumado a gravar em meio à tranquilidade do estúdio t, sem muitas interferências, concentrado e em silêncio. Mas esse é o Aleluia, cheio de imprevistos e novas experiências. Ok… Vamos ver no que vai dar…

Sentamos e escutamos a base que havia levado: bateria, baixo, guitarra de 12 cordas e violão. Pronto! Era o que precisávamos. Em quinze minutos, uma letra brotou: “Sonho de Garoto”. Um discurso bem simples, uma brincadeirinha/homenagem a nosso amigo Lobão ali, e ficou bacana.

Beto fez questão de acertar a afinação, respiração, divisão, dicção, interpretação no cantar. Foi um exercício que exigiu muito dele: havíamos acabado de fazer a letra, que, por mais simples que seja, ainda estava muito fresca e não tínhamos nos familiarizado com ela, não houve esse timing. Talvez por isso, o grande charme que ela adquiriu. Ele repetiu algumas vezes até dar-se por satisfeito e me perguntar: “E aí?”.

Em meio a toda atenção, tensão e movimentação em torno da gravação (e da festa lá fora), esquecemos de registrar imagens desse momento… Entre uma bisbilhotada e outra dos que estavam de fora do estúdio, Beto gravou a voz. Ao final do último take, ainda com Beto Bruno de fone, cantando no microfone, Ricardo Spencer comenta: “Dá-lhe, Robeeertoooooo!!!”. Beto responde: “Roberto, corta essa!”…

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Gravação “Aleluia”: percussão e piano (EMUS)

quinta-feira, 28 abril 2011 - postado por assessoria de imprensa

Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí…

Filmado e editado por Léo Monteiro.

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