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	<title>Banda Cascadura - A Ponte &#187; andré t</title>
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		<title>Papos de Aleluia &#8211; nº 1</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aqui, vamos começar a contar um pouco do processo de construção do Aleluia pelas falas dos principais responsáveis pelo resultado da obra: Fábio Cascadura e Thiago Trad, do CASCADURA, e os produtores andré t e Jô Estrada. Nesse momento, eles falam, muito descontraidamente, como a história começou.
Logo mais, você terá acesso à sequência dessa conversa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui, vamos começar a contar um pouco do processo de construção do Aleluia pelas falas dos principais responsáveis pelo resultado da obra: Fábio Cascadura e Thiago Trad, do CASCADURA, e os produtores andré t e Jô Estrada. Nesse momento, eles falam, muito descontraidamente, como a história começou.</p>
<p>Logo mais, você terá acesso à sequência dessa conversa, contando mais detalhes de como o Aleluia foi feito. Acompanhe.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/c9dx3tgSJGI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>(Re)Começo</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 19:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz alguns poucos dias que compartilhamos o Aleluia, álbum sobre o qual, tão cuidadosamente, trabalhamos ao longo de quase dois anos. <strong>Esse momento é muito especial porque é de fato a razão de toda a dedicação que tivemos.</strong> O disco, em si, é o objeto principal que tem motivado a existência desse blog. Aqui, viemos compartilhando um processo meticuloso, denso, extensivo, simples, mas sofisticado, intenso e prazeroso. Agora que essa fase de construção e todo o discurso relacionado ao álbum Aleluia, enquanto obra fonográfica, já passou, ainda não sabemos exatamente o que será desta plataforma que é o “A Ponte”, mas sabemos que ela tem sido muito importante na comunicação com as pessoas que acompanham o trabalho do CASCADURA.</p>
<p>Acho que já explicamos aqui mesmo como veio a ideia de compartilhar o processo de partilharmos detalhes da formação desta obra. Não creio que seja necessário repetir. No entanto, é fundamental para mim dizer que foi ótimo estar expondo cada momento, cada lance dessa verdadeira aventura que foi (e é) realizar o Aleluia. <strong>Falar para as pessoas e ouvi-las.</strong> Rever conceitos a partir da experiência de troca ou confirmar convicções artísticas: foi um verdadeiro teste para mim e uma grande lição que guardo para daqui pra frente. Estar em contato direto com todos que vieram cá, ler e opinar, representou a abertura de uma nova janela para o CASCADURA nesse ambiente de tantas contradições e diversidade constante que é a internet. Sou realizado com isso!</p>
<p>Esse trajeto, que parece se encerrar por esses dias, poderá ser rememorado graças às postagens deixadas aqui. E tivemos que experimentar muita coisa para tentar achar uma fórmula certinha de comunicação. Mas existe fórmula? Não. Não existe, gente. À medida que íamos avançando no tempo, as possibilidades se apresentavam e íamos dando vazão aqui no blog, como acontecia também durante a pesquisa relacionada ao disco ou no estúdio, durante as gravações. <strong>A surpresa foi senhora de nossos dias.</strong> Nenhuma previsibilidade vingava.</p>
<p>Para chegarmos até as pessoas, a partir daqui, nos dispusemos a criar alternativas discursivas: textos, vídeos, fotos, ilustrações&#8230; <strong>Cada um ia colaborando do jeito que dava.</strong> Em especial, contávamos com o apoio de nossa parceira Paula Berbert, que se encarregava de organizar essa plataforma e o fez com maestria. A ela sou muito grato, pela maneira tão tranquila de lidar com todas as postagens. Ela se tornou um elo fundamental nesse processo.</p>
<p><strong>Não quero fazer deste texto um momento de despedida.</strong> Isso faremos mais adiante, quando dermos mais alguns passos em direção a outro momento em nossa carreira. Nem mesmo é a hora de um balanço de toda caminhada em direção ao Aleluia. Aqui está somente uma reflexão, já que o disco, enfim, chegou e está disponível para quem quiser, motivando-nos a lembrar das coisas que foram feitas para que ele ganhasse existência.</p>
<p>Disse isso porque agora há pouco estava fuçando em umas gavetas e achei um material que foi sendo juntado num cantinho dela. São folhas de papéis rascunhadas, bilhetes, desenhos, CDs e DVDs contendo ideias que foram parar no novo disco. Isso me colocou sob uma perspectiva tão mais precisa do que foi estar envolvido nesse trabalho. Comparar a rudeza do que está nesse material seminal com o resultado final do Aleluia denota que foi um processo riquíssimo. O bruto é bem bacana, não fosse não teria sido levado ao estúdio para um processo de lapidação, mas o diante do resultado final fica evidente a sofisticação da elaboração constituída por todos nós. Eu, Thiago, andré t, Jô, Du Txai, Paula Berbert, Jorginho Falcão, Ricardo Ferro, cada artista convidado e parceiro&#8230; <strong>Um envolvimento total, sem reservas. </strong>Estivemos abertos às interferências e o retorno não poderia ser mais legal.</p>
<p>Há uns CDs com rascunhos de canções, registradas muitas vezes no instante em que uma ideia surgia. Ou ainda há uma sequência de gravações precárias, feitas a partir de um celular, onde se vê o desenrolar da criação da canção. Para mim, como compositor, <strong>esse material tem função de registro e de material didático também</strong>, já que ao escutá-lo novamente vou reaprendendo como é compor.</p>
<p>Tem uma gravação que mostra como surgiu a melodia de <a href="http://www.reverbnation.com/play_now/song_13165865" target="_blank">“Sonho de Garoto”</a>, <strong>ainda bem esboçada</strong>. Estava esperando Ticiana sair de uma aula de dança e veio a linha marcante de uma melodia. Guardei-a no celular e a trouxe para casa, onde exercitei algumas novas partes e harmonia.</p>
<p>Também há uma sequência de cinco ou seis arquivos de áudio com a experiência relacionada a <a href="http://www.reverbnation.com/play_now/song_13165676" target="_blank">“Resumindo (Steviana)”</a> e, escutando-a, pude lembrar bem do momento em que comecei a pensar na possibilidade dessa canção: primeiro o esboço do riff que acabou formando o refrão, depois esse mesmo riff, mais seguro de sua organização, daí uma nova gravação com uma versão melhor dele, quase como está no disco. Só então há uma outra gravação, com um salto, e o esqueleto da música aparece. Isso tudo aconteceu no espaço de dois dias. Começou num domingo: estávamos nos preparando para um almoço na casa de pessoas da família e eu, já pronto, esperava Tici terminar a meticulosa e sempre bem feita maquiagem que ela costuma usar (isso leva tempo, gente!). Passava alguma coisa de esportes na TV e eu estava com o violão na mão. Daí, entrei no lance de tocar um riff com uma métrica “quebrada”, uma divisão pouco comum (vinda de mim). A estranheza e o prazer com aquilo me motivaram a gravar rapidinho também ao celular, já que ligar o computador e preparar uma sessão no estúdio caseiro levaria algum tempo (e ela já estava terminando de passar o rímel). <strong>Gravei no aparelho celular e fomos embora.</strong></p>
<p>Passei o almoço inteiro sem me concentrar em uma única frase que me era dita. Só pensava em voltar pra casa e continuar a música. Mas, depois do almoço, ainda visitamos amigos, fomos não lembro aonde, vimos um filme. Chegamos em casa e ainda tinha que cuidar de Bruce, “le terrible bouledogue” etc&#8230; Tici foi dormir e eu, enfim, voltei à canção&#8230; As gravações são bem precárias, mas mostram o que se desenrolou a partir daí. No dia seguinte, ainda mudava coisas de ligar dentro do rascunho que ia “melhorando”. Até que, <strong>plenamente insatisfeito</strong>, guardei tudo e resolvi esquece a ideia por uns tempos, o que foi ótimo.</p>
<p>É a visualização desse processo em retrospectiva que me emocionou, nessa semana que passou e em que o disco foi compartilhado na rede de computadores. <strong>Perceber a distância percorrida por meio das pegadas deixadas tem sido fantástico também.</strong> Espero um dia poder compartilhar dessa experiência com quem vem acompanhando isso aqui. Mas acho que a hora é de curtir o resultado final e ver o que vem pela frente, porque a vida do Aleluia está só começando, gente. Vamos adiante.</p>
<p><strong>Para ouvir e fazer download do Aleluia, basta clicar na imagem, é de vocês:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://bandacascadura.com/aleluia" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-923" title="Aleluia - Capa do CD" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2012/05/Aleluia-Capa-do-CD-1024x1024.jpg" alt="" width="574" height="574" /></a></p>
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		<title>Tomada em &#8220;Ela não tem medo&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 03:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nossos amigos da Tomada, banda de São Paulo, estão de disco novo: &#8220;O Inevitável&#8221;, que foi mixado por andré t (nosso grande produtor), tem pré-produção de Martin e Duda Machado (parceiros de sempre!) e conta com duas músicas nas quais Fábio Cascadura é parceiro: o blues &#8220;Hoje eu não tenho muito a dizer&#8221; e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossos amigos da Tomada, banda de São Paulo, estão de disco novo: &#8220;O Inevitável&#8221;, que foi mixado por andré t (nosso grande produtor), tem pré-produção de Martin e Duda Machado (parceiros de sempre!) e conta com duas músicas nas quais Fábio Cascadura é parceiro: o blues &#8220;Hoje eu não tenho muito a dizer&#8221; e o rock &#8220;Catarina&#8221;. Então, além de muito bom e de merecer recomendação, este álbum tem bastante relação com o Cascadura!</p>
<p>Eles acabaram de lançar um clipe desse trabalho.<br />
Vejam cá:</p>
<p><iframe width="560" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/yN1GL5DWXiE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>CASCADURA lança primeiro single do álbum Aleluia</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 02:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Banda libera download de Colombo, canção do quinto CD de carreira, com texto de apresentação assinado pelo publicitário Pedro Tourinho
Nesta segunda-feira, 18 de julho, o CASCADURA oficializa o lançamento da primeira música apresentada do seu quinto álbum, Aleluia. A canção Colombo, composta por Fábio Cascadura, está liberada para audição e download aqui no site.
Além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Banda libera download de </em></strong><strong>Colombo<em>, canção do quinto CD de carreira, com texto de apresentação assinado pelo publicitário Pedro Tourinho</em></strong></p>
<p>Nesta segunda-feira, 18 de julho, o CASCADURA oficializa o lançamento da primeira música apresentada do seu quinto álbum, <em>Aleluia</em>. A canção <em>Colombo</em>, composta por Fábio Cascadura, está liberada para audição e download <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/colombo" target="_blank">aqui</a> no site.</p>
<p>Além de Fábio Cascadura (voz, vocais), Thiago Trad (bateria, tambor mourisco, tarol medieval), andré t (baixo, piano elétrico) e Jô Estrada (guitarras), <em>Colombo</em> conta com a participação especial do pernambucano Siba Veloso na rabeca (leia mais <a href="http://www.bandacascadura.com/a-ponte/estudio/um-guia-na-rabeca" target="_blank">aqui</a>). A música, que representa um imaginado ato de contrição de Cristóvão Colombo (leia mais <a href="http://www.bandacascadura.com/a-ponte/historias/colombo" target="_blank">aqui</a>), é uma das 50 finalistas do <a href="http://www.irdeb.ba.gov.br/festivaleducadora" target="_blank"><em>IX Festival de Música Educadora FM</em></a>, da Rádio Educadora FM da Bahia, e está sob votação de internautas para seleção das 14 vencedoras.</p>
<p>Assim como o conceituado <em>Bogary</em> (2006), o novo trabalho é produzido por andré t e CASCADURA, coproduzido por Jô Estrada e está sendo gravado no estúdio t, na capital baiana. O <em>Aleluia</em>, que está em fase de finalização, vai ser um álbum duplo, com 22 faixas, e busca o conceito viável que justaponha a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. A produção conta com financiamento conquistado através do edital <em>Apoio à Produção de Conteúdo em Música</em>, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.<br />
<strong></strong><br />
<strong></strong></p>
<h3><strong>COLOMBO</strong></h3>
<p><strong>Por <a href="http://www.twitter.com/pedrotourinho" target="_blank">Pedro Tourinho</a>*</strong><br />
Nesta semana começa a se desvendar para o grande público o álbum <em>Aleluia</em>, novo trabalho do CASCADURA, totalmente baseado em  Salvador. Sua sonoridade, assim como suas composições, são fruto de um grande processo de entendimento da síntese desta cidade que, tendo sido fundada como destino de grandes embarcações, culturalmente acabou por tornar-se origem de grandes jornadas.</p>
<p>CASCADURA desde sempre entendeu isso, com seu Rock com a cabeça no mundo e os pés fincados no Rio Vermelho. Em <em>Aleluia</em>, enquanto a maioria dos navegantes fita os olhos no horizonte, CASCADURA nos propõe uma viagem de volta ao porto. E sua primeira faixa, <em>Colombo</em>, disponibilizada para o público hoje, cumpre a responsabilidade de dar o tom da jornada.</p>
<p>A marcação disciplinada da bateria e percussão de Thiago contra as ondas dos acordes precisos da guitarra de Jô. A intensidade étnica do estalar da rabeca de Siba Veloso. A vitalidade e energia da chegada de andré t. O vocal rústico e solitário de Fábio, quase um aboio. <em>Colombo</em> vem com a força do desatracar de um navio em seu próprio porto.</p>
<p>Se todo porto é a síntese da jornada dos que lá desembarcam, Salvador, que já nasceu porto, representa um mundo inteiro, diverso. E <em>Colombo</em> traz esta sensação de ânsia dos viajantes em materializar o desconhecido. Afinal, de uma forma ou de outra, todos que aqui chegaram, negros, portugueses ou mulçumanos, também estavam descobrindo a América.</p>
<p>Fábio me diz que <em>Colombo</em> é a faixa com formato menos comercial do disco, mas ao mesmo tempo a música não sai da minha cabeça desde o momento em que a ouvi. Modéstia. <em>Colombo</em> é uma música em três atos, melodia forte e simples, legítima representante nagô na escola de Sir. Paul.</p>
<p>A jornada da nossa vida é um ciclo sem início. E, em <em>Aleluia</em>, CASCADURA estabeleceu como destino exatamente o nosso ponto de partida. E como não poderia deixar de ser, entre letras e versos, já na primeira faixa do disco, pesco a conclusão do fim da viagem: “Nós somos isso, nós somos risco, somos mal e bem&#8230; Só não somos Deus”.</p>
<p><strong>* <em><a href="http://www.twitter.com/pedrotourinho" target="_blank">Pedro Tourinho</a> é publicitário, especialista em entretenimento e mídia. Diretor de Criação da Agência New Content. Formado pela UCLA (Califórnia/EUA) em Estudos de Entretenimento e Mídia. Soteropolitano, mora em São Paulo/SP.</em></strong></p>
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		<title>Dá-lhe, Robeeertooooo!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 02:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hummm&#8230; Faz um tempo que não escrevo um texto pra esse blog, né? Pois é, muitas coisas! Coisas e coisas&#8230; Do disco e da vida cotidiana de gente que vive a vida cotidiana&#8230;
No meio disso tudo, tínhamos que decidir como faríamos para ter a participação de nosso amigo Beto Bruno, cantor da banda igualmente amiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hummm&#8230; <strong>Faz um tempo que não escrevo um texto pra esse blog, né?</strong> Pois é, muitas coisas! Coisas e coisas&#8230; Do disco e da vida cotidiana de gente que vive a vida cotidiana&#8230;</p>
<p>No meio disso tudo, tínhamos que decidir como faríamos para ter a participação de nosso amigo Beto Bruno, cantor da banda igualmente amiga Cachorro Grande. <strong>Beto foi um dos primeiros nomes em que pensamos para participar do Aleluia.</strong> Amigo de primeira hora, de quem somos fãs, não poderia ficar de fora desse processo, já que esta é uma vontade antiga: dividirmos uma faixa, Cascadura e Cachorro Grande, juntos.</p>
<p><strong>Deixe-me contar o episódio em que nos conhecemos:</strong> nos idos de 2003, quando estávamos chegando à cidade de São Paulo, fomos tomados pelo lançamento do disco “As próximas horas serão muito boas”, o segundo da discografia dos gaúchos. Já os havíamos visto na MTV, com o clipe “Lunático”, tirado do seu álbum de estreia. O conceito era tão bom (a música, o visual, a performance) que chegamos a pensar, inicialmente, que se tratava de um tipo de campanha publicitária! “Existe uma banda assim no Brasil?!”. Existe: Cachorro Grande.</p>
<p>Soubemos que eles tocariam na Outs, casa de show que, naquele instante, era nossa referência em Sampa. Já havíamos tocado lá e iniciado uma amizade/parceria com os donos do lugar. <strong>Fomos vê-los&#8230;</strong></p>
<p>O lugar estava cheio, na medida de estar agradável. Era um dia como quarta ou quinta-feira, meio de semana, e muita gente foi conferir os caras no palco. Já na chegada, <strong>soubemos que eles estavam lançando um disco novo</strong>. Nosso amigo Luiz Pimentel (então chefe de redação da saudosa revista Zero) foi quem nos contou.</p>
<p>Assistimos ao show entre o entusiasmo contagiante que eles emanam quando estão em ação e o mais completo espanto de estar diante de uma banda tão verdadeira no que pensamos ser seu “auge”. Engano nosso: <strong>eles estavam apenas começando o seu “auge”</strong>. Terminada a apresentação, fomos falar com eles e foi quase impossível cumprimentá-los, tamanho o assédio. Mas, enfim, conseguimos e falamos do nosso trabalho e da nossa admiração.</p>
<p>No dia seguinte, o mesmo Luiz que havia falado do lançamento do disco nos ligou dizendo que queria nos juntar a eles numa conversa em um barzinho: <strong>topamos na hora</strong>. Nos encontramos na Augusta e, de lá, rumamos conversando até o bairro do Bexiga, sentamos em um bar próximo ao Café Aurora, onde deveríamos prestigiar o show de outra banda amiga: Velhas Virgens. Em nossa mesa, também sentaram os parceiros da Tomada, banda paulistana de rock.</p>
<p>Foram muitos assuntos e muitas risadas. Ali, nasceu uma amizade que corre até hoje, sempre pautada na admiração e na colaboração mútua. “Os Cachorro” desde então cresceram no cenário e se tornaram uma banda muito conhecida. No entanto, se mantiveram os <strong>caras naturalmente alegres e engraçados</strong> que sempre foram.</p>
<p>Na ocasião desse papo, entregamos a eles um CD contendo o nosso “Vivendo em Grande Estilo”, ainda inédito. Lembro que o Beto perguntou: “Vocês estão dando um disco de vocês que ainda não saiu pra gente ouvir?! <strong>Que confiança!</strong> Valeu!”.</p>
<p>Vimos quando o disco deles chegou pela revista Outracoisa, do Lobão, e tomou de assalto o mercado. <strong>Por meses em São Paulo só se falava nesse lançamento.</strong> Não por acaso, o nosso disco seguinte, “Bogary”, também sairia por esse projeto: a Cachorro Grande foi uma grande advogada nossa nesse processo.</p>
<p>De lá pra cá foram muitos episódios, em muitos encontros: fui roadie deles numa viagem pelo Sul, eles viajaram em nossa van para uma apresentação nossa, junto com os Astronautas, de Recife, no festival Demosul, em Londrina/PR, tocamos juntos em Salvador, fiz um caruru no apartamento em que morávamos em Sampa e eles saíram falando do “bicho caruru que era bom demais”, fizemos uma dobradinha de shows para uma <a href="http://www.youtube.com/user/cascadurarock#grid/user/DD22A92808AF8553" target="_blank">edição do programa Bem Brasil, da TV Cultura</a>, gravado em junho de 2007 no palco do Sesc Pompeia&#8230; Vivíamos andando juntos, para cima e para baixo, <strong>como uma gangue só</strong>.</p>
<p>Certa vez, Beto me perguntou: “ô, Negão&#8230; <strong>Quando é que vamos fazer essa parceria, Bruno/Magalhães?!</strong>”&#8230; Só faltava isso. Será?&#8230; Daí a ideia de chamá-lo para esse disco.</p>
<p>Apresentei uma canção a andré t e falei que o queria cantando junto. Mais que isso: <strong>queria que ele escrevesse a letra daquela música para cantar</strong>.</p>
<p>O problema é que ele é do Rio Grande do Sul, onde cumpre extensa agenda de apresentações com a banda, mora em São Paulo e está em pleno processo de construção de mais um disco. Beto não usa celular e e-mail é um troço que ele realmente não faz ideia de como funcione. A comunicação é muito específica. Assim, o tempo escasso era nosso censor. Tentamos trazê-lo para gravar em Salvador, como fizemos com outros convidados, em três oportunidades distintas, sem sucesso. Desse modo, <strong>como Maomé não veio à montanha, a montanha teve de ir a Maomé</strong>.</p>
<p>Chegamos a São Paulo, eu e Thiago Trad, depois de três horas de atraso do avião. Descemos em Guarulhos ao invés de Congonhas, como havíamos planejado. Ficamos na casa do amigo Rodrigo “Minha Pedra” Santos e <strong>marcamos para encontrar a “fera”</strong> no estúdio onde eles estavam preparando seu disco.</p>
<p>Uma alegria imensa entrar num ambiente e encontrar esses caras: Beto, Coruja (Rodolfo Kieger, baixista da Cachorro Grande), Gross&#8230; É sempre um evento feliz e cheio de camaradagem. <strong>Acho que o termo “camarada” é o que nos acolhe melhor.</strong></p>
<p>Falei a ele do conceito do disco, da relação do álbum com Salvador, que ele teria de escrever a letra (e ele disse que teríamos de escrevê-la juntos) e que melodia e harmonia foram construídas pensando nele&#8230; Beto se encheu de alegria e, <strong>com a confiança que lhe é intrínseca</strong>, chamou-nos a um boteco, em frente ao estúdio da Trama, e disse que depois de “umas” cervejas iríamos ao estúdio de Duda Machado (o Madeira II), com quem havíamos combinado de gravar essa voz, e lá mandaríamos ver.</p>
<p>Fomos para o estúdio/casa de Duda e encontramos outros tantos amigos lá: Ricardo Spencer, Rafael Spencer (chef, agora morando lá e com um ótimo restaurante de comida baiana chamado Sotero), Rodrigo “Minha Pedra”, Martin&#8230; <strong>Clima de festa!</strong></p>
<p>Havia somente um porém nisso: estou acostumado a gravar em meio à tranquilidade do estúdio t, sem muitas interferências, concentrado e em silêncio. Mas esse é o Aleluia, <strong>cheio de imprevistos e novas experiências</strong>. Ok&#8230; Vamos ver no que vai dar&#8230;</p>
<p>Sentamos e escutamos a base que havia levado: bateria, baixo, guitarra de 12 cordas e violão. Pronto! Era o que precisávamos. Em quinze minutos, uma letra brotou: <strong>“Sonho de Garoto”</strong>. Um discurso bem simples, uma brincadeirinha/homenagem a nosso amigo Lobão ali, e ficou bacana.</p>
<p>Beto fez questão de acertar a afinação, respiração, divisão, dicção, interpretação no cantar. Foi um exercício que exigiu muito dele: havíamos acabado de fazer a letra, que, por mais simples que seja, ainda estava muito fresca e não tínhamos nos familiarizado com ela, não houve esse <em>timing</em>. <strong>Talvez por isso, o grande charme que ela adquiriu. </strong>Ele repetiu algumas vezes até dar-se por satisfeito e me perguntar: “E aí?”.</p>
<p>Em meio a toda atenção, tensão e movimentação em torno da gravação (e da festa lá fora), esquecemos de registrar imagens desse momento&#8230; Entre uma bisbilhotada e outra dos que estavam de fora do estúdio, Beto gravou a voz. Ao final do último <em>take</em>, ainda com Beto Bruno de fone, cantando no microfone, Ricardo Spencer comenta: <strong>“Dá-lhe, Robeeertoooooo!!!”</strong>. Beto responde: “Roberto, corta essa!”&#8230;</p>
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		<title>Gravação &#8220;Aleluia&#8221;: percussão e piano (EMUS)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 23:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí&#8230;

Filmado e editado por Léo Monteiro.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí&#8230;</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/GcE7nip58oo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Filmado e editado por Léo Monteiro.</p>
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		<title>Ronei Jorge II</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 04:51:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A curiosidade
No começo dos anos 1990, em Salvador, um disco lançado pelo Bazar Musical Discos, selo da loja de instrumentos musicais de mesmo nome, localizada no Orixás Center (Politeama, Centro de Salvador), trazia os primeiros registros de algumas das bandas mais atuantes na cidade naquele período.
Kama Sutra e Meio Homem, com sua sonoridade particular, me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>A curiosidade</strong></h3>
<p>No começo dos anos 1990, em Salvador, um disco lançado pelo Bazar Musical Discos, selo da loja de instrumentos musicais de mesmo nome, localizada no Orixás Center (Politeama, Centro de Salvador), trazia <strong>os primeiros registros de algumas das bandas mais atuantes na cidade naquele período</strong>.</p>
<p>Kama Sutra e Meio Homem, com sua sonoridade particular, me causaram estranheza e espanto no primeiro momento. Os Úteros em Fúria fizeram jus à fama que os precedia e me conquistaram sem grandes esforços com seu hard rock suingado e sua atitude rock’n’roll. <strong>Já a quarta banda me causou curiosidade&#8230;</strong></p>
<p>A Mutter Marie fazia um <strong>som bem diferente e tinha letras que identifiquei como “dadaístas”</strong>. Havia pouco, tinha lido “O que é Dadaísmo”  (eu acho que era esse o nome do livreto) e o rótulo foi o que melhor se encaixou, a meu ver, àquelas composições. “Biombo Falante” ficou em minha memória e decidi não perdê-los de vista. A interpretação “desesperada” do cantor daquele grupo, que ainda vi em um show, no Clube Cruz Vermelha, em 1993, só fez a curiosidade aumentar.</p>
<h3><strong>A constatação</strong></h3>
<p>Tempos depois, em 1998, soube que <strong>uma banda chamada <a href="http://bigbross.sites.uol.com.br/sacitric.htm" target="_blank">Saci Tric</a></strong> se apresentaria no então recém-fundado Theatro XVIII, no Pelourinho. Combinei comigo mesmo de ir assistir ao show.</p>
<p>Morava perto do Centro Histórico, onde fica o Pelourinho, e, lá chegando, acabei indo com outros amigos para um bar onde acabou acontecendo um outro show e acabei perdendo a entrada para a apresentação do Saci Tric. Não lembro direito como isso tudo aconteceu, só sei que não fui e deixei pra lá: <strong>outras oportunidades viriam</strong>.</p>
<p>O grupo lançou um disco, gravado naquele show. Adquiri um exemplar e constatei que ali havia <strong>boas canções e um compositor inspirado</strong> em estágio de maturação. A música “Canal 100” era a mais atraente pra mim, pelo tema, pela estrutura. Ainda hoje, é uma das minhas favoritas do legado de bandas de rock forjadas na Bahia. Mesmo algum tempo depois, já em 2003, cantarolava essa canção e, em São Paulo, morando com o CASCADURA do “Vivendo em Grande Estilo”, ouvia o disco “Saci Tric Ao Vivo no Theatro XVIII”, e Martin sempre chegava perto de mim e gritava: “Mas eu vou torcer até o fim!”.</p>
<p>O disco foi gravado por andré t.</p>
<h3><strong>A redenção</strong></h3>
<p>Voltei de São Paulo para Salvador em 2006, para gravar o “Bogary” e certo de que o CASCADURA se dissolveria logo depois disso&#8230; Encontrei na cidade <strong>uma banda atraindo a atenção das pessoas com um som meio jazz, meio rock e com muito de música brasileira</strong>. O cantor era o mesmo que formara aqueles outros dois grupos que conhecera nos anos 1990.</p>
<p><strong><a href="http://www.roneijorgeeosladroesdebicicleta.com" target="_blank">Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta</a> entraram direto para o topo das bandas mais bacanas que conheci</strong>. Num show que eles fizeram na Boomerangue (extinta casa do Rio Vermelho), eles apresentaram uma música chamada “Aquela Dança”, um ijexá tocado com formação de rock que me fez os aplaudir. Ganhei um CD (a música fora lançada como single), com uma capa bem bolada (simulando um manual de passos de dança), e o toquei em casa e em outras oportunidades para que as pessoas os conhecessem.</p>
<p>Porém, me rendi de vez e irremediavelmente ao talento do grupo e de seu compositor quando eles lançaram o álbum “Frascos Comprimidos Compressas” (disponível para download lá no <a href="http://www.roneijorgeeosladroesdebicicleta.com" target="_blank">site deles</a>), uma obra prima! Um disco mais que notável e que me fez pensar para bem mais além da música que estava emulando. O trabalho é completo, bem cuidado e tem dispositivo anticaretice sem ser pretensioso. <strong>Um exemplo que quero seguir.</strong></p>
<h3><strong>A parceria</strong></h3>
<p>No comecinho da estruturação das composições para o “Aleluia”, pensei em chamar Ronei Jorge para colaborar conosco. Chamei! Já amigos, tivemos <strong>uma aproximação muito cuidadosa e crescente</strong>. Fiquei imensamente feliz quando ele topou construir a música que havia pensado em parceria.</p>
<p>Apresentei a ele uma canção baseada nos meus argumentos de Soul Music americana, mas explicitei que ela se comunicaria, via origem comum (assim, falando a grosso modo), com o samba. Queria essa ponte e de modo diferente do que outros (Jorge Ben?) já fizeram&#8230; As vozes seriam o link. <strong>Mandei-lhe a melodia e pedi uma letra.</strong></p>
<p>Havia nas bases um quê de apaixonamento, um romantismo. Mas lhe sugeri que podíamos viajar em algo menos constante. Por conta de um solfejo meu, balbuciando umas poucas palavras, chegamos à ideia de uma narrativa catastrófica, apocalíptica&#8230; Decidimos que seria sobre o fim do mundo. <strong>Um fim do mundo com cores soteropolitanas</strong>, de muito som, desamparo e desespero, confusão&#8230; Como o Carnaval! Esse arremate veio dele, o que ficou muito bem resolvido, em minha opinião.</p>
<p>Depois de dois encontros, a estrutura da letra estava pronta, tendo nela não somente minhas impressões, mas, enfim, <strong>a marca diletante de Ronei, agora e enfim, meu parceiro!</strong></p>
<p>Marcamos, com algum atraso, uma sessão para deixarmos essa <strong>combinação registrada em “Aleluia”</strong>. Não poderia fazê-lo sozinho: chamamos Ronei para também cantar no disco.</p>
<p>Numa sexta-feira (olha ela aí!), nos juntamos: eu, Thiago Trad, andré t, Jô Estrada e nosso convidado, Ronei Jorge. Depois de mostrar o que tínhamos preparado no álbum até ali (tendo dele um retorno muito carinhoso sobre o trabalho em curso), escutamos <strong>a canção que já chamávamos de “Dava pra Ver”</strong>. Combinamos o que faríamos, a parte reservada a cada um de nós, e partimos para a ação.</p>
<p>O que vem à tona é o clima de alegria em juntarmos essas peças da música, esse time. O ambiente descontraído, leve, animado. Ronei, acho que já citei, é dos melhores contadores de histórias. Se nos encontramos, sempre fazemos aquela revisão dos anos passados, lembramos de fatos que vimos em comum, de lugares diferentes, cada qual em sua ótica. Ele sempre conta disso de um modo muito especial, de novo, engraçado, divertido. <strong>É um mestre na retórica.</strong> Os Trapalhões lhe fizeram muito bem!</p>
<p>Daqui a uns meses, quando estiver escutando o “Aleluia” e passar pela canção “Dava pra Ver”, saiba que aquilo foi feito com muito humor, muito bom humor. Numa sexta-feira de descontração, em que estávamos muito à vontade, felizes, e em que <strong>Ronei nos brindou com sua incrível presença, seu talento inconteste e suas histórias ricas e coloridas</strong>, que, de tão bem narradas, quase davam pra se ver&#8230; Como lá nos 90, no show do Clube Cruz Vermelha, já dava pra ver&#8230;</p>
<p><strong>P.S.: </strong>Não sei se as pessoas sabem, mas Ronei Jorge tem o mesmo nome que seu pai. Assim, quando ele morava com os pais e alguém ligava pra lá perguntando por ele, ouvia-se: “O pai ou o filho?”. Por isso o título.</p>
<p><strong>Vale também dizer que Ronei Jorge agora está produzindo um trabalho solo, e já tem uma música nova disponível no <a href="http://www.myspace.com/roneijorge" target="_blank">MySpace dele</a>.</strong></p>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Ronei-Jorge.jpg" rel="lightbox[638]"><img class="aligncenter size-full wp-image-640" title="Ronei Jorge [foto divulgação]" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Ronei-Jorge.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
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		<title>19 anos de CASCADURA!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 05:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém. 
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento&#8230;
Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém. </strong><br />
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento&#8230;</p>
<p>Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época chamávamos de Silvano), Marcos “Paquinho” Oliveira e Marcelo Sarrafi. Exceto pelo primeiro, com quem tive a ideia de montar a banda, perdi o contato com eles&#8230; Mas, ao longo do percurso, outros tantos colaboradores vieram, escreveram seus nomes, construíram em conjunto <strong>uma obra e tanto dentro do panorama da música da Bahia e, posso dizer, do Brasil</strong>.</p>
<p>Somos um grupo que existe pela música e nada mais nos interessa de verdade. Nutrimos os mais diversos desejos no correr desse tempo e muitos objetivos foram alcançados. Poder contar com o apreço de gente que admiramos há muito, nos tornando amigos deles, poder contar com o interesse, <strong>o carinho de tantos fãs é um prêmio indelével</strong>: temos que agradecer&#8230;</p>
<p>Não há como não lembrar de gente como Ricardo “Flash” Alves (guitarrista que, dentre outras coisas, nos trouxe “Rodas nos Asfalto” e “Adeus, Solidão”), Paulinho Oliveira (de “Mesmo Sem Merecer”, meu grande parceiro), seu irmão Ivan Oliveira (tecladista e baixista), Toni Oliveira (que não é irmão dos dois anteriores, mas que conceituou muito do que fizemos nos primeiros 10 anos da história da banda), o inimitável Alex Pochat, Candido Sotto (que teve duas passagens pela banda, sempre deixando sua marca), Martin Mendonça (hoje é só “o Martin” e todo mundo na música sabe de quem se está falando&#8230; ele é único!), Jean-Louis Franco (batera do “#1”), Maurício Braga (batera do “Entre!”)&#8230; Lá se foram Yuri Bonebreaker, LF, Mauro Tahin&#8230; <strong>Um monte de gente que fez do CASCADURA um algo mais.</strong> Eu deixo aqui minha grande homenagem e meu agradecimento ao que cada um deles imprimiu nessa trajetória. São parte dessa história toda.</p>
<p>Muita gente passou pela banda, subindo aos palcos e tantos outros atuaram &#8220;atrás das cortinas&#8221;, fazendo o nome circular: Nestor Madrid, que acreditou num disco que queríamos e conduziu-nos aos nossos desejados primeiros registros fonográficos. Edson Rodrigues, o Ed Rey, que tanto tempo nos conduziu e nos fez seguir&#8230; Dimitri, Paula Berbert, Ricardo Ferro&#8230; Poxa! São muitos! Agradeço à todos.</p>
<p>Hoje, como ontem, eu e Thiago Trad contamos com a colaboração de andré t, Jô Estrada, Dudu Txai. Caras que, faz um tempo, são parte de <strong>uma colagem que vai dando forma a um capítulo à parte do CASCADURA</strong>. O “Aleluia” vem aí.</p>
<p>Um amigo me perguntou se poderia esperar mais um “grande disco”. <strong>Nossos discos são grandes? Pra mim também são&#8230; </strong>Só respondi a ele que esperava não decepcionar ninguém, não me esforçaria para decepcionar ninguém&#8230; Mas o “Aleluia” contará a sua própria história e terá a avaliação de quem quer que o escute.</p>
<p>Chegar aos 19 anos de carreira é uma façanha! Ainda mais no Brasil&#8230; na Bahia&#8230;<br />
Não cansei e já não vejo a hora de abraçar os 20 anos!<br />
<strong>21 de abril de 2011: feliz aniversário para o CASCADURA!</strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>E VAMOS COMEMORAR!</strong></p>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Casca-Flyer.jpg" rel="lightbox[607]"><img class="aligncenter size-full wp-image-608" title="CASCADURA 19 anos" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Casca-Flyer.jpg" alt="" width="400" height="550" /></a></p>
<p><strong>Para celebrar, nós vamos, em parceria com o <a href="http://www.portalcascadura.net" target="_blank">Portal Cascadura</a>, sortear 3 kits CASCADURA (<a href="http://www.efeitobogary.com" target="_blank">DVD Efeito Bogary</a> + CD Bogary + camiseta da banda).</strong></p>
<p>Quem quiser participar, tem que seguir <a href="http://twitter.com/CascaduraRock" target="_blank">@CascaduraRock</a> e <a href="http://twitter.com/PortalCascadura" target="_blank">@PortalCascadura</a> no Twitter e dar um RT na seguinte frase: <strong>No aniversário do @CascaduraRock, o @PortalCascadura sorteará 3 kits com DVD + CD + Camiseta. <a href="http://kingo.to/yPo" target="_blank">http://kingo.to/yPo</a> Dê RT e concorra!</strong></p>
<p>O resultado sai no dia do aniversário da banda, 21 de abril.</p>
<p>Boa sorte!</p>
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		<title>Os Reis Católicos</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 19:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uns dias, escrevi um texto chamado “Os Reis Católicos”, falando da música que tem este título e que estará no repertório do Aleluia. Depois de escrito, numa madrugada de insônia, guardei-o. Cheguei a enviá-lo depois para ser postado aqui no A Ponte, mas, relendo, desgostei dele&#8230; Assim, confesso, abandonei a abordagem e retomei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns dias, escrevi um texto chamado “Os Reis Católicos”, falando da música que tem este título e que estará no repertório do Aleluia. Depois de escrito, numa madrugada de insônia, guardei-o. Cheguei a enviá-lo depois para ser postado aqui no A Ponte, mas, relendo, desgostei dele&#8230; Assim, confesso, abandonei a abordagem e <strong>retomei o tema nesse texto que você lê agora</strong>. Vamos lá.</p>
<p><strong>OS REIS CATÓLICOS</strong><br />
<strong>É somente uma canção do amor romântico.</strong> Ambientada no momento de namoro entre duas figuras que tomei emprestada da história das Grandes Navegações: os Reis de Espanha, Isabel de Castela e Ferdinando de Aragão.</p>
<p>Foi esse casal que, em seu reinado, possibilitou a partida do navegador Cristovão Colombo em direção ao oeste, por via marítima, <strong>para tentar alcançar as Índias</strong>, numa corrida disputada com o rival Reino de Portugal. Essa corrida, Portugal venceria circunavegando a África (todo mundo aprendeu isso no ginásio). Mas a Espanha não ficaria por baixo e chegaria às Américas! (Que tem esse nome, e não Colômbia, por conta de um joguete do destino&#8230; “Procure saber&#8230;”)</p>
<p>Dispus-me a, através da liberdade poética, falar pela boca de um apaixonado Ferdinando <strong>(que não sei se o era. Casamentos dentro da monarquia serviam para formar laços políticos. Amor é coisa de livro&#8230;)</strong> das “novas” trazidas por mensageiros, que contavam que o “genovês ruivo” haveria chegado a um “jardim”, que era deles agora e do qual eles poderiam desfrutar “sem que lá tenhamos que por os pés”.</p>
<p>Mas quem vivia nesse pedaço de chão? Esse jardim? Era deserto? Não. Não era&#8230; E ainda precisaria de muitos braços para erguer o que fosse necessário&#8230; Bom&#8230; É uma canção de amor e, <strong>nas palavras do amante à amada, tudo são flores!</strong></p>
<p>Para gravar a base do seu arranjo, andré t concordou em elaborar uma formação básica e muito suave e, para completar, convidamos novamente nosso amigo Paulo Rios Filho, que já havia magistralmente elaborado o arranjo para uma pequena orquestra em <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/estudio/a-verdadeira/" target="_blank">“A Verdadeira”</a>. <strong>A ideia era que ele nos trouxesse a trompa, instrumento sinfônico identificado com o clima monárquico, antigo, medieval&#8230;</strong> Sua abordagem nos surpreendeu novamente. Ele entendeu a temática e fez aquele som, nos transportando para a justa paisagem onde haver-se-ia  acontecido essa imaginária “corte” de D. Ferdinando à sua Isabel&#8230;</p>
<p>Resta-nos mostrar um pouco disso aqui:</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="580" height="356" src="http://www.youtube.com/embed/1-PWoid0PII" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A Verdadeira (está em todo lugar)</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 22:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando postei o texto “A Mulher de Roxo”, pedi que me cobrassem um post sobre “A Verdadeira”. Cobrança feita, eis que venho cumprir a promessa&#8230; Mas exatamente o quê uma coisa tem a ver com a outra?
Nessa história de tratar da Cidade do Salvador no disco Aleluia, confrontando seus contrastes, suas disparidades, emergiram duas canções: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando postei o texto <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/historias/a-mulher-de-roxo/" target="_blank">“A Mulher de Roxo”</a>, pedi que me cobrassem um post sobre “A Verdadeira”. <strong>Cobrança feita, eis que venho cumprir a promessa&#8230;</strong> Mas exatamente o quê uma coisa tem a ver com a outra?</p>
<p>Nessa história de tratar da Cidade do Salvador no disco Aleluia, <strong>confrontando seus contrastes, suas disparidades</strong>, emergiram duas canções: “A Mulher de Roxo”, que, pelos motivos que expliquei no <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/historias/a-mulher-de-roxo/" target="_blank">post específico</a>, fala da repressão ao feminino, e “A Verdadeira”, que explicarei agora.</p>
<p>Há uma música muito famosa, que ganhou notoriedade na voz de <a href="http://joaogilberto.org/" target="_blank">João Gilberto</a>: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WdN9c1_4yps" target="_blank"><strong>“Falsa Baiana”</strong></a>. Essa canção, curiosamente, não foi escrita pelo “pai da bossa nova”, e sim por um compositor chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Pereira" target="_blank">Geraldo Pereira</a>.</p>
<p>Geraldo era um motorista de caminhão de coleta de lixo que viveu por entre a boemia carioca nos anos 1930 e 40. Morador da região do Morro da Mangueira, amigo do ilustre Cartola, participou ativamente da construção do que ficou conhecido como samba sincopado, apontado como um dos alicerces da própria bossa nova dos anos 50. Geraldo teve um punhado de sambas seus conhecidos: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2eOpqjyjX6I" target="_blank">“Acertei no Milhar”</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lPdaT2DmrD4" target="_blank">“Bolinha de Papel”</a> e <a href="http://letras.terra.com.br/geraldo-pereira/415459/" target="_blank">“Ministério da Economia”</a> (em que exaltava as medidas trabalhistas/populistas do Governo Vargas). Porém, sua música mais conhecida é mesmo “Falsa Baiana”, onde descreve a <strong>discrepância de atitude entra a “falsa” e a “verdadeira” baianas diante de uma roda de samba</strong>.</p>
<p>Tão categórica é a sua explanação que tais características acabaram sendo absorvidas pelo folclore da “Terra de São Salvador”: “Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira/ Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras/ Deixando a moçada com água na boca&#8230;”. Apesar desse sucesso todo, Geraldo morreu pobre e de forma trágica: morto numa briga de bar, supostamente pela faca do legendário Madame Satã. Mas sua obra contribuiu muito com o que se chama de samba hoje em dia e, em especial, <strong>“Falsa Baiana” entrou para o imaginário do que é a “típica soteropolitana”</strong>. O detalhe: ele era mineiro.</p>
<p>Ouvindo esse samba famoso, na voz de João Gilberto, pensei: <strong>essa baiana realmente existiu? Se sim, será que ainda está aqui, hoje?!</strong> Generalizar é uma merda&#8230;</p>
<p>Em “Falsa Baiana”, o foco central é aquela que <em>não mexe as cadeiras</em> e que <em>não deixa a moçada com água na boca</em> em contraponto à que <em>vira os olhinhos e diz: ‘Eu sou filha de São Salvador!’</em> enquanto samba&#8230; Se é assim, então, <strong>a “verdadeira baiana” nada mais é do que a hoje identificada como PIRIGUETE!</strong> Acompanhou o meu raciocínio, Geraldo?!</p>
<p>A piriguete não totaliza todas as baianas, mas está presente no cotidiano da cidade. A despeito do estereótipo sobre o qual o termo foi gerado, quando era representado pela moça de origem pobre, suburbana, usando trajes mínimos e de cabelos sempre molhados (fruto do uso de cremes específicos para esse fim e de baixo custo, como o famoso Kolene), <strong>ela está hoje em todos os lugares</strong>: nas ruas do centro, nos shopping centers, nas praias, nos salões de beleza, nos mercados (populares ou nem tanto), atrás dos balcões, nas recepções dos consultórios e não se enganem: estão nos consultórios, nos anúncios na TV, canteiros de obras, agências publicitárias, tribunais, fóruns, no Carnaval (em cima e embaixo dos trios elétricos), sobre os palcos&#8230; Elas estão em todos os lugares, são de todas as origens, com todos os tons de pele, já aderiram à chapinha e tudo mais&#8230;</p>
<p>Vulgares? Outrora chamadas de “ninjas” (gíria muito popular em Salvador entre o final dos anos 1990 e começo dos 2000), as piriguetes reafirmam a independência feminina, a voluntariedade no fazer o que se quer, sem pensar em consequências ou opiniões alheias&#8230; <strong>A piriguete é o “agente antirepressivo” da mulher.</strong> Em geral tratado com humor, piriguete acabou por se tornar um termo depreciativo. Ok&#8230; Mas não há como negar: as piriguetes estão em todo lugar.</p>
<p>Assim, para contrapor a repressão ao feminino, tão frugal na Cidade da Bahia, que eclode em “A Mulher de Roxo”, escrevi “A Verdadeira”. <strong>Se a “Falsa Baiana” não entra na roda, “A Verdadeira” vai!</strong> “A Verdadeira”, porque a “Falsa Baiana” o mineirinho Geraldo Azevedo já havia escrito.</p>
<p>A letra diz:</p>
<p><strong>A Verdadeira</strong><br />
<em>Revira os olhinhos, deixa colar<br />
Já foi Rosa de Ouro, hoje é estrela vulgar<br />
Jeito de corpo, ela vai até o chão<br />
Já foi coisa de louco – hoje, chamam, ela vai</em></p>
<p><em>Ali onde a roda é som e fúria (e solidão é reza)<br />
Aqui onde as ondas avançam o mar<br />
Ai de quem não andou no escuro<br />
Ai de quem seja seu par</em></p>
<p><em>É verdadeira até não poder mais<br />
Veio dessa maneira e não pode mudar<br />
Chega na hora e só sai no final<br />
Ela é dessas mulheres que só dizem “Mais!”</em></p>
<p><em>Ali onde a roda é som e fúria (e solidão é reza)<br />
Aqui onde as ondas avançam o mar<br />
Ai de quem não andou sozinho<br />
Ai de quem seja seu par</em></p>
<p><em>Coração!<br />
Coração!</em></p>
<p><strong>Veio como uma valsinha, em ¾ (lógico, Cascadura!).</strong> Pensei que nada de samba haveria nela: seria o óbvio fazer isso! E quisemos posicioná-la mais como modinha romântica que qualquer outra coisa. Um argumento que nos remetesse a Machado de Assis, José de Alencar, Brasil do século XIX (lembremos que os movimentos literários/artísticos vindos da Europa chegavam aqui para ser propagados com muito mais tempo de atraso que hoje&#8230; Mas, ainda hoje, sofremos dessa influência&#8230; <em>C’est la mondialisation!</em>). E pensamos no nome do nosso amigo, compositor, arranjador Paulo Rios Filho.</p>
<p><strong>Paulo Rios é formado em composição pela Escola de Música da UFBA. </strong>Destaca-se por uma profusa produção, marcada por intercâmbio com criadores de outros continentes como Europa e África. Membro do grupo <a href="http://www.ocaocaoca.com/" target="_blank">OCA (Oficina de Composição Agora)</a>, que realiza um interessante e instigante trabalho de repensar e renovar as abordagens dentro da composição para Música de Concerto e Orquestra (como eles, humildemente, preferem chamar o que muitos se referem como “Música Erudita”&#8230;). O Grupo OCA é um caso à parte nesse extenso panorama criativo da Bahia (e submerso pela “grande mídia”) que recomendo: procurem conhecer. Ainda neste semestre, estarão lançando uma série de concertos gratuitos no Teatro Vila Velha, aqui mesmo em Salvador. Informem-se!</p>
<p>Num papo, expus um esboço da canção a Paulinho. Expliquei-lhe tudo isso que abordei acima. Discorri sobre a falsa e a verdadeira, o contraponto entre as duas e a oposição que essa música significaria diante de “A Mulher de Roxo”: ele entendeu! Sugeriu um arranjo baseado em uma orquestrinha de câmara, com ênfase em instrumentos do grupo de (sopro) madeiras: oboé, fagote, clarineta&#8230; <strong>Fiquei exultante e curioso.</strong></p>
<p>Ele elaborou o arranjo baseado em uma demo caseira que fiz com a voz e sampler de trechos instrumentais (dos Beatles, inclusive, especificamente a canção <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vCiG7xoEb2Y" target="_blank">“Being for the Benefit of Mr. Kite!”</a>, do disco Sgt. Peppers), e de uma outra que fizemos apenas com voz e violão no estúdio t, gravada por sugestão de andré t.</p>
<p>Algumas semanas passadas e ele nos traz sua abordagem para o tema&#8230; Ali, Paulo Rios Filho brindou-nos com sua grande inteligência musical, sua sensibilidade apurada e sua cultura. <strong>O arranjo primoroso abordava um clima romântico, como queríamos, mas com um algo mais.</strong> Por vezes o fagote, instrumento tão lindo, profundamente grave e solene, brincava com os “pi ri rim pom pom” dos arrochas e pagodes da vida!</p>
<p>Num lance de muita beleza, oboé, flauta transversa, violino e clarineta passeiam lado a lado, fugindo uns dos outros por vezes, agrupando-se num instante de comunhão&#8230; <strong>Eita, que ficou bonito!</strong> Deixamos um pouco disso para que você veja e escute por si mesmo o que foi essa sessão&#8230;</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/8EEECzt8DUs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Diana Bakardjieva (Oboé)<br />
Cláudia Sales (Fagote)<br />
Flávio Hamaoka (Flauta)<br />
Pedro Robatto (Clarinete)<br />
Mário Britto (Violino)</p>
<p>Ao final, ficamos todos muito satisfeitos.<br />
Acreditamos que, mesmo antes da gravação das vozes, ainda há o que ser feito. <strong>E vamos fazê-lo! </strong>Ainda não sabemos o quê&#8230;</p>
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