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	<title>Banda Cascadura - A Ponte &#187; Jô Estrada</title>
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		<title>CASCADURA lança primeiro single do álbum Aleluia</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 02:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Banda libera download de Colombo, canção do quinto CD de carreira, com texto de apresentação assinado pelo publicitário Pedro Tourinho
Nesta segunda-feira, 18 de julho, o CASCADURA oficializa o lançamento da primeira música apresentada do seu quinto álbum, Aleluia. A canção Colombo, composta por Fábio Cascadura, está liberada para audição e download aqui no site.
Além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Banda libera download de </em></strong><strong>Colombo<em>, canção do quinto CD de carreira, com texto de apresentação assinado pelo publicitário Pedro Tourinho</em></strong></p>
<p>Nesta segunda-feira, 18 de julho, o CASCADURA oficializa o lançamento da primeira música apresentada do seu quinto álbum, <em>Aleluia</em>. A canção <em>Colombo</em>, composta por Fábio Cascadura, está liberada para audição e download <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/colombo" target="_blank">aqui</a> no site.</p>
<p>Além de Fábio Cascadura (voz, vocais), Thiago Trad (bateria, tambor mourisco, tarol medieval), andré t (baixo, piano elétrico) e Jô Estrada (guitarras), <em>Colombo</em> conta com a participação especial do pernambucano Siba Veloso na rabeca (leia mais <a href="http://www.bandacascadura.com/a-ponte/estudio/um-guia-na-rabeca" target="_blank">aqui</a>). A música, que representa um imaginado ato de contrição de Cristóvão Colombo (leia mais <a href="http://www.bandacascadura.com/a-ponte/historias/colombo" target="_blank">aqui</a>), é uma das 50 finalistas do <a href="http://www.irdeb.ba.gov.br/festivaleducadora" target="_blank"><em>IX Festival de Música Educadora FM</em></a>, da Rádio Educadora FM da Bahia, e está sob votação de internautas para seleção das 14 vencedoras.</p>
<p>Assim como o conceituado <em>Bogary</em> (2006), o novo trabalho é produzido por andré t e CASCADURA, coproduzido por Jô Estrada e está sendo gravado no estúdio t, na capital baiana. O <em>Aleluia</em>, que está em fase de finalização, vai ser um álbum duplo, com 22 faixas, e busca o conceito viável que justaponha a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. A produção conta com financiamento conquistado através do edital <em>Apoio à Produção de Conteúdo em Música</em>, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.<br />
<strong></strong><br />
<strong></strong></p>
<h3><strong>COLOMBO</strong></h3>
<p><strong>Por <a href="http://www.twitter.com/pedrotourinho" target="_blank">Pedro Tourinho</a>*</strong><br />
Nesta semana começa a se desvendar para o grande público o álbum <em>Aleluia</em>, novo trabalho do CASCADURA, totalmente baseado em  Salvador. Sua sonoridade, assim como suas composições, são fruto de um grande processo de entendimento da síntese desta cidade que, tendo sido fundada como destino de grandes embarcações, culturalmente acabou por tornar-se origem de grandes jornadas.</p>
<p>CASCADURA desde sempre entendeu isso, com seu Rock com a cabeça no mundo e os pés fincados no Rio Vermelho. Em <em>Aleluia</em>, enquanto a maioria dos navegantes fita os olhos no horizonte, CASCADURA nos propõe uma viagem de volta ao porto. E sua primeira faixa, <em>Colombo</em>, disponibilizada para o público hoje, cumpre a responsabilidade de dar o tom da jornada.</p>
<p>A marcação disciplinada da bateria e percussão de Thiago contra as ondas dos acordes precisos da guitarra de Jô. A intensidade étnica do estalar da rabeca de Siba Veloso. A vitalidade e energia da chegada de andré t. O vocal rústico e solitário de Fábio, quase um aboio. <em>Colombo</em> vem com a força do desatracar de um navio em seu próprio porto.</p>
<p>Se todo porto é a síntese da jornada dos que lá desembarcam, Salvador, que já nasceu porto, representa um mundo inteiro, diverso. E <em>Colombo</em> traz esta sensação de ânsia dos viajantes em materializar o desconhecido. Afinal, de uma forma ou de outra, todos que aqui chegaram, negros, portugueses ou mulçumanos, também estavam descobrindo a América.</p>
<p>Fábio me diz que <em>Colombo</em> é a faixa com formato menos comercial do disco, mas ao mesmo tempo a música não sai da minha cabeça desde o momento em que a ouvi. Modéstia. <em>Colombo</em> é uma música em três atos, melodia forte e simples, legítima representante nagô na escola de Sir. Paul.</p>
<p>A jornada da nossa vida é um ciclo sem início. E, em <em>Aleluia</em>, CASCADURA estabeleceu como destino exatamente o nosso ponto de partida. E como não poderia deixar de ser, entre letras e versos, já na primeira faixa do disco, pesco a conclusão do fim da viagem: “Nós somos isso, nós somos risco, somos mal e bem&#8230; Só não somos Deus”.</p>
<p><strong>* <em><a href="http://www.twitter.com/pedrotourinho" target="_blank">Pedro Tourinho</a> é publicitário, especialista em entretenimento e mídia. Diretor de Criação da Agência New Content. Formado pela UCLA (Califórnia/EUA) em Estudos de Entretenimento e Mídia. Soteropolitano, mora em São Paulo/SP.</em></strong></p>
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		<title>Gravação &#8220;Aleluia&#8221;: percussão e piano (EMUS)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 23:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí&#8230;

Filmado e editado por Léo Monteiro.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Sexta-feira Santa, o Cascadura estava aí&#8230;</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/GcE7nip58oo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Filmado e editado por Léo Monteiro.</p>
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		<title>19 anos de CASCADURA!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 05:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém. 
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento&#8230;
Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém. </strong><br />
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento&#8230;</p>
<p>Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época chamávamos de Silvano), Marcos “Paquinho” Oliveira e Marcelo Sarrafi. Exceto pelo primeiro, com quem tive a ideia de montar a banda, perdi o contato com eles&#8230; Mas, ao longo do percurso, outros tantos colaboradores vieram, escreveram seus nomes, construíram em conjunto <strong>uma obra e tanto dentro do panorama da música da Bahia e, posso dizer, do Brasil</strong>.</p>
<p>Somos um grupo que existe pela música e nada mais nos interessa de verdade. Nutrimos os mais diversos desejos no correr desse tempo e muitos objetivos foram alcançados. Poder contar com o apreço de gente que admiramos há muito, nos tornando amigos deles, poder contar com o interesse, <strong>o carinho de tantos fãs é um prêmio indelével</strong>: temos que agradecer&#8230;</p>
<p>Não há como não lembrar de gente como Ricardo “Flash” Alves (guitarrista que, dentre outras coisas, nos trouxe “Rodas nos Asfalto” e “Adeus, Solidão”), Paulinho Oliveira (de “Mesmo Sem Merecer”, meu grande parceiro), seu irmão Ivan Oliveira (tecladista e baixista), Toni Oliveira (que não é irmão dos dois anteriores, mas que conceituou muito do que fizemos nos primeiros 10 anos da história da banda), o inimitável Alex Pochat, Candido Sotto (que teve duas passagens pela banda, sempre deixando sua marca), Martin Mendonça (hoje é só “o Martin” e todo mundo na música sabe de quem se está falando&#8230; ele é único!), Jean-Louis Franco (batera do “#1”), Maurício Braga (batera do “Entre!”)&#8230; Lá se foram Yuri Bonebreaker, LF, Mauro Tahin&#8230; <strong>Um monte de gente que fez do CASCADURA um algo mais.</strong> Eu deixo aqui minha grande homenagem e meu agradecimento ao que cada um deles imprimiu nessa trajetória. São parte dessa história toda.</p>
<p>Muita gente passou pela banda, subindo aos palcos e tantos outros atuaram &#8220;atrás das cortinas&#8221;, fazendo o nome circular: Nestor Madrid, que acreditou num disco que queríamos e conduziu-nos aos nossos desejados primeiros registros fonográficos. Edson Rodrigues, o Ed Rey, que tanto tempo nos conduziu e nos fez seguir&#8230; Dimitri, Paula Berbert, Ricardo Ferro&#8230; Poxa! São muitos! Agradeço à todos.</p>
<p>Hoje, como ontem, eu e Thiago Trad contamos com a colaboração de andré t, Jô Estrada, Dudu Txai. Caras que, faz um tempo, são parte de <strong>uma colagem que vai dando forma a um capítulo à parte do CASCADURA</strong>. O “Aleluia” vem aí.</p>
<p>Um amigo me perguntou se poderia esperar mais um “grande disco”. <strong>Nossos discos são grandes? Pra mim também são&#8230; </strong>Só respondi a ele que esperava não decepcionar ninguém, não me esforçaria para decepcionar ninguém&#8230; Mas o “Aleluia” contará a sua própria história e terá a avaliação de quem quer que o escute.</p>
<p>Chegar aos 19 anos de carreira é uma façanha! Ainda mais no Brasil&#8230; na Bahia&#8230;<br />
Não cansei e já não vejo a hora de abraçar os 20 anos!<br />
<strong>21 de abril de 2011: feliz aniversário para o CASCADURA!</strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>E VAMOS COMEMORAR!</strong></p>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Casca-Flyer.jpg" rel="lightbox[607]"><img class="aligncenter size-full wp-image-608" title="CASCADURA 19 anos" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/04/Casca-Flyer.jpg" alt="" width="400" height="550" /></a></p>
<p><strong>Para celebrar, nós vamos, em parceria com o <a href="http://www.portalcascadura.net" target="_blank">Portal Cascadura</a>, sortear 3 kits CASCADURA (<a href="http://www.efeitobogary.com" target="_blank">DVD Efeito Bogary</a> + CD Bogary + camiseta da banda).</strong></p>
<p>Quem quiser participar, tem que seguir <a href="http://twitter.com/CascaduraRock" target="_blank">@CascaduraRock</a> e <a href="http://twitter.com/PortalCascadura" target="_blank">@PortalCascadura</a> no Twitter e dar um RT na seguinte frase: <strong>No aniversário do @CascaduraRock, o @PortalCascadura sorteará 3 kits com DVD + CD + Camiseta. <a href="http://kingo.to/yPo" target="_blank">http://kingo.to/yPo</a> Dê RT e concorra!</strong></p>
<p>O resultado sai no dia do aniversário da banda, 21 de abril.</p>
<p>Boa sorte!</p>
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		<item>
		<title>1, 2, 3&#8230; Rumpilezz no Aleluia!</title>
		<link>http://bandacascadura.com/a-ponte/estudio/1-2-3-rumpilezz-no-aleluia/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 03:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No texto “Um instante, Maestro”, postado aqui em A Ponte há algum tempo, falei do convite que fizemos ao maestro Letieres Leite para escrever o arranjo de uma das canções do Aleluia. Na ocasião, aconteceu uma visita dele ao estúdio t para escutar o que tínhamos do disco, absorver a atmosfera que estamos criando e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No texto <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/estudio/um-instante-maestro/" target="_blank">“Um instante, Maestro”</a>, postado aqui em A Ponte há algum tempo, falei do <strong>convite que fizemos ao maestro Letieres Leite para escrever o arranjo de uma das canções do Aleluia</strong>. Na ocasião, aconteceu uma visita dele ao estúdio t para escutar o que tínhamos do disco, absorver a atmosfera que estamos criando e, principalmente, conhecer a composição que escrevi pensando justamente em ter a sua <a href="http://www.rumpilezz.com/" target="_blank">Orkestra Rumpilezz</a> como convidada.</p>
<p>Foi muito bom perceber que ele entendeu e curtiu nossa intenção. Antes dele, somente os membros envolvidos diretamente na construção desse projeto e um grande amigo haviam escutado uma demo caseira que gravei com a “intenção” da música em questão. Aliás, esse grande amigo, o guitarrista e compositor Graco Vieira (membro fundador da banda Scambo, ex-guitarrista do Inkoma e parceiro de Thiago Trad no projeto carnavalesco Bailinho de Quinta), foi um grande incentivador dessa ação. Quando escutou a demo aqui em minha casa, de primeira, falou: <strong>“Isso me remete a duas fontes: White Stripes e Rumpilezz!”</strong>.</p>
<p>Fiquei feliz e intrigado com o que ele disse. Primeiro, porque ele falou de duas coisas que eu realmente curto ouvir e, depois, pelo fato de que, <strong>talvez, inconscientemente, eu tenha direcionado a composição para isso mesmo</strong>&#8230; E o disco todo!</p>
<p>Combinar influências díspares tem sido um exercício dentro da realidade do Aleluia. O novo, o antigo, o tradicional e o inovador. O local e o gringo&#8230; O disco tem seguido assim, sem forçar a barra e <strong>“sem querer reinventar a roda”</strong>, como costuma dizer Thiagão.</p>
<p>Pois então: Letieres sugeriu que o arranjo fosse executado por oito músicos de sua orquestra, sendo que um deles já tinha vindo participar em outras faixas (e já teve <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/estudio/um-mestre-entre-nos/" target="_blank">um post dedicado inteiramente a ele aqui no blog</a>): o indispensável mestre dos atabaques do candomblé Gabi Guedes! O maestro Letieres trouxe partituras para um set maravilhoso de sopros. <strong>No mínimo inusitado.</strong> E convidou alguns dos seus melhores músicos para executar esse arranjo durante a sessão que marcamos.</p>
<p>Devido à agenda concorridíssima dele, tivemos que esperar algumas semanas. Mas a espera valeu demais a pena. <strong>Letieres foi muito sensível em nossa proposta estética.</strong> Usou a base daquela demo que falei, mantendo alguns pontos que caracterizam a composição e subvertendo outros para sua forma de perceber harmonia e ritmo.</p>
<p>Para escrever essa música, que chamo de “To your head” (tradução: “Para sua cabeça”), <strong>usei como lastro de condução rítmica um trecho de um toque cerimonial do candomblé</strong>. Veja bem: andré t, em uma de suas muitas pesquisas, havia registrado em um terreiro desse culto afrobrasileiro um número de toques litúrgicos cujas apresentação “aos de fora” e gravação são permitidas (sendo uma religião pautada em preceitos misteriosos, nem sempre o que há no seio do culto pode ser livremente mostrado).</p>
<p>Essa gravação parece ter sido feita há mais de 15 anos e ele a guardou para alguma utilização futura. andré fez e faz essas pesquisas para <strong>enriquecer seu arsenal de timbres, texturas, ritmos e composições melódicas</strong>. O faz como exercício artístico e cerca-se sempre dos cuidados requeridos por cada experiência. Conheço uma outra pesquisa sua que diz respeito a gravação de sons de equipamentos industriais (molas, bigornas, chapas de diversas ligas metálicas, caixas de pregos e assim por diante), mas a essa não tive acesso.</p>
<p>Criterioso, em sua pesquisa, andré solicitou ao alabê (músico responsável pela execução dos toques nas cerimônias do candomblé) que liderava o “naipe” de percussão no instante em que ele gravava que, antes de cada toque apresentado, pronunciasse o nome deste e, se possível, para qual finalidade ou orixá ele costuma ser apresentado. Daí, era mostrada a célula rítmica do gã (agogô), depois a célula concernente aos dois tambores menores (rumpí e lé) e, finalmente, toda a “orquestra” tocando junta (com a adição do tambor maior, geralmente sob a execução do mestre: o rum). Dessa experiência, extraiu <strong>um registro extraordinário de parte do coloridíssimo universo rítmico dos cultos afrodescendentes</strong>: fidedigno e claro!</p>
<p>Ouvindo essa coleção, me deparei com células que, depois, de alguma forma que <strong>cabe à historiografia musical contar</strong>, se desdobrariam para o jazz, o blues, o samba, o rhythm’n’blues, o funk, a soul music, o bolero, o tango, o rock e obviamente toda gama rítmica que povoa a música feita na Bahia. E foi em cima de um trecho de um toque que a voz na gravação denominava como “ibí” (segundo ela mesma, toque cerimonial em honra de Oxalá) que desenvolvi o esboço de “To your head”.</p>
<p><strong>Mas por que em inglês? Não sei exatamente!</strong> Eu cantarolei uma melodia a partir de partes de samplers que fiz de algumas gravações de pop, jazz e música de teatro de revista (se é que posso denominar assim). Construí uma trilha de sons, bem a “grosso modo”, sobre a qual poderia cantar. E me veio à boca alguns fonemas em inglês (isso costuma me ocorrer quando estou cantando, depois me viro para conjugar o som daquelas palavras, que textualmente entre si não fazem qualquer sentido, para o português e ainda, contar uma história plausível. Um exemplo dessa prática é a música “Não posso julgar ninguém”, dentre outras da obra do CASCADURA). Fui ouvindo e deixando aqueles sílabas ali. Quando percebi os versos, para meu espanto, combinavam-se entre si e resolvi que essa seria minha primeira composição no idioma da velha ilha da Bretanha, e assim vai ficando&#8230;</p>
<p>Tudo isso é para situar o que veio com a chegada do sensacional (ao menos para nós) arranjo do maestro Letieres. Numa segunda-feira pela tarde, nos encontramos no estúdio t. <strong>Estávamos todos lá</strong>: andré t, Thiago Trad, Jô Estrada&#8230; A equipe de sempre por trás do Aleluia. Logo chegaram Letieres e alguns dos músicos que havia convidado. Fazia um calor absurdo.</p>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/03/SangRump-033.jpg" rel="lightbox[561]"><img class="size-medium wp-image-573 alignleft" title="Letieres Leite no Aleluia" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/03/SangRump-033-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> Para começar, o maestro convidou que sentassem os músicos dedicados à região do graves, os que leem a pauta sob a chave de fá: Adaílson Rodrigues no trombone baixo, Gilmar Santos na tuba, e sax barítono a cargo do sensacional Junior Maceió. <strong>Eles construíram o que serve de linha condutora na parte harmônica da música: um riff de sopros graves.</strong></p>
<p>Sob a regência de Letieres e experientes como são, deram conta de tudo em poucos minutos. <strong>A interferência de andré t, sempre oportuna e certeira, também deu fluidez a todo o processo.</strong> Ele é experimentado na arte da microfonação, sabe o que quer atingir quando expõe esse ou aquele elemento. Pode parecer supérfluo, mas ele sabe, como poucos, mostrar o porquê da distância desse microfone para aquele instrumento. Sabe como poucos o quer, do equipamento e do músico.</p>
<p>A simbiose gerada entre Letieres (o maestro) e andré t (o produtor musical) é um caso à parte e merecia um texto único para tratar do tema&#8230; O diálogo encontrou viés para se desenvolver e <strong>a música foi surgindo, mansa e vigorosamente</strong>.</p>
<p>Terminada essa parte, Letieres sugeriu que outra sessão dos sopros fosse gravada imediatamente: <strong>“Não vamos perder essa energia que ainda está pairando na sala!”</strong>, disse. Assumiram seus postos os músicos encarregados do set de sopros das regiões mais acima dos anteriores (na clave de sol): sax tenor, que foi executado por Kiko Souza (amigo que conheci por meio do exímio baixista e também amigo Ivan Oliveira, ex-CASCADURA), trombone e trompete. Além dele, gravaram esse take: Marcílio Santana (trompete), João Teoria (trompete) e, novamente, Gilmar Santos (trombone), Júnior Maceió (dessa vez no sax alto) e Adaílson Rodrigues (trombone).</p>
<p>As partes dialogaram também. O set grave ditava o riff, o grupo seguinte, então, respondia em <strong>texturizações inteligentemente intricadas pelo autor da partitura</strong>. Ficou uma joia!</p>
<p>Foram mais repetições. Havia nessa parte alguns pormenores a serem posicionados, devidamente colocados: dinâmica, ataque e duração de notas. <strong>Tudo isso, Letieres dá conta aos músicos com um gesto das mãos, enquanto eles executam.</strong> Por vezes para e pede que repitam. Pede: “andré, retorne ao ponto ‘tal’ para que essa linha seja refeita&#8230;”. andré prontamente o atendia. E sugeria também: “Mais forte, Maestro? Pode ser?”.</p>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/03/SangRump-012.jpg" rel="lightbox[561]"><img class="size-medium wp-image-574 alignright" title="andré t e músicos em ação" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/03/SangRump-012-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a> Houve um momento em que, no meio do naipe de sax tenor/trombone/trompete, os músicos queriam ouvir determinado detalhe de um glissando (expressão originada da língua italiana utilizada na terminologia da música, que denomina uma passagem suave de uma altura a outra na escala) feito pelo trombone durante a sua execução. andré se dirigiu a Letieres: “Maestro, teremos algum ‘fortíssimo’ por parte do trombone nesse pedaço? É que a extensão do trompete é muito ampla&#8230;”. Com a negativa sobre a presença do “fortíssimo”, ele girou o botão de um dos seus compressores, com aquela volúpia que tínhamos com os antigos seletores de canal das TVs antigas, para numa volta chegarmos a determinado programa em outra emissora, e o som do trompete surgiu “gordo”! <strong>Todos içaram mais confortáveis.</strong></p>
<p>A dinâmica estabelecida nessa gravação foi outro show à parte. A beleza de uma orquestra de sopro, aliás, está justamente aí: os músicos tocam juntos, como um corpo só, insinuando-se a cada movimento, crescendo e amainando a execução de acordo com a intenção proposta pelo autor/arranjador. <strong>E por falar em autor: me fiz de espectador. Nada falei&#8230;</strong></p>
<p>A sessão foi concluída em seis horas e, para finalizá-la, mais alguns detalhes de trompetes e flauta. <strong>Todos estavam felizes com o resultado atingido.</strong> Mais um tempo de conversa em torno de uma pizza providenciada por nosso Jorginho Falcão, que cuida com zelo da parte funcional de todo processo da gravação do Aleluia: nosso assistente de produção! Combinamos que não demoraríamos para seguir com a gravação da sessão rítmica: seria dali a dois dias, numa quarta-feira.</p>
<p>Nesse dia, Salvador amanheceu sob forte temporal: uma chuva calamitosa despencava sobre a cidade. Havíamos marcado para chegar às dez da manhã. Como Jorginho teria que dar apoio aos dois percussionistas chamados por Letieres para realizar a gravação, eu não teria carona. <strong>Assim, deveria me virar para chegar ao estúdio no horário.</strong> Depois de esperar a chuva diminuir (porque passar, ela não passaria tão cedo), fui até o ponto e peguei o ônibus. São cinco minutos nessa condução até o estúdio, tempo suficiente para a chuva, que já estava bem fininha, tornar a ser um dilúvio. Desci próximo à rua onde fica o estúdio t, mas tão eficiente era o temporal que, depois de dois passos na direção que deveria seguir, retrocedi, atravessei a rua e me abriguei sob a marquise de uma lojinha. Me abriguei, mas já estava totalmente encharcado&#8230;</p>
<p>Foram 25 minutos contando os pingos que caíam no chão&#8230; “A chuva veio forte&#8230; Não para agora, não&#8230;”, comentou um senhor que saía da loja com um cigarro em uma mão e uma cerveja em outra (numa quarta-feira, 10h30 da manhã!&#8230;). Quando já pensava em enfrentar o temporal, ele decide por acalmar-se. Vejo chegar pela calçada Mark Mesquita, que trabalha como assistente do estúdio de andré e é baterista de uma das bandas mais legais de Salvador: <a href="http://www.myspace.com/osirmaosdabailarina" target="_blank">Os Irmãos da Bailarina</a>. <strong>“Vou pegar a sua carona!”, gritei para ele, que vinha a pé</strong>; “Então, vamo logo, que a chuva vai ca&#8230;”, ele respondia quando o aguaceiro tornou a carga&#8230; Já era tarde para retroceder. Seguimos correndo – eu, tentando correr, dentro da minha alpercata de couro, molhada e escorregadia, literalmente todo molhado.</p>
<p>Chego à porta do estúdio e encontro um andré t igualmente ensopado, irritado com operários da obra do edifício ao lado que, justo naquela manhã, haviam decidido instalar alguns andares de andaimes bem na frente de sua garagem, inviabilizando a entrada de qualquer veículo&#8230; Sob seu olhar feroz, dois funcionários da obra desmontavam em regime “operação tartaruga” a armação metálica. Nisso, já estavam lá Letieres Leite e Jô Estrada: “Jô, o professor <strong>(como carinhosamente chamamos andré t)</strong> tá ensopado, nesse ar condicionado polar dele, vai acabar ficando gripado e eu também. Vamos lá em casa pegar umas toalhas, umas camisetas e nos recompor&#8230;” – falei. De um só movimento, Jô Estrada se levantou e foi até o carro, o segui e fomos buscar com o que nos secar.</p>
<p>Seguimos pela Avenida Cardeal da Silva, Federação, inundada, com cerca de 50 centímetros de água. Carros parando, uns com motores comprometidos, outros por haverem inadvertidamente caído em buracos. E nada da chuva quietar&#8230; Depois do trajeto feito, dos apetrechos para secagem resgatados e de eu ter trocado a roupa toda, voltamos pelo mesmo caminho, e já sem chuva&#8230; A rua estava sem água, mas repleta de novos buracos e velhos bem mais alargados e aprofundados. “Que asfalto ‘mingau’ é esse, mermão?!”&#8230; Aos poucos as nuvens que nos assombravam foram se dispersando. “<strong>Quer ver? Vai estar todo mundo ‘foguetado’ nessa gravação, exceto mestre Gabi Guedes&#8230;</strong> Conhece Gabi Guedes, Jô?!”, perguntei. “Só de nome. De vocês falarem&#8230; Nunca encontrei com ele, não&#8230;”, Jô respondeu. “Pode crer&#8230; O cara tem um astral, uma calma que chega no lugar e contamina&#8230; Hoje você vai ver”.</p>
<p>Descemos do carro secos, porém ainda no esquema correria. Chegando ao estúdio, achamos um andré t a toda, no trabalho, microfonando isso, comprimindo aquilo&#8230; Lá na sala de gravação, Gabi posicionando seus tambores. Ofereci toalha e camiseta enxuta a andré, e ele nem viu ou ouviu, concentrado que já estava. Passados uns minutos, o próprio Guedes veio nos cumprimentar, com seu sorriso e sua gentileza. Logo chegou Jorginho na companhia de outro percussionista: Kainã. Deve ter uns 18 anos, no máximo. Mas é dono da mesma tranquilidade do outro alabê e, de certa forma, apesar da pouca idade, de parte de sua <strong>elegância no tocar e portar-se</strong>. Vai ver o treinamento inclui esse tipo de etiqueta. Brincadeira: é de berço mesmo.</p>
<p>Eles se puseram na sala de gravação e começaram a tocar orientados pelo Maestro Letieres e andré t. Nesse instante, para que corresse tudo bem, aproveitei a estiagem para ir com Jorginho cuidar de alguns detalhes burocráticos referentes à gravação. Quando retornamos, cerca de meia hora depois, as partes estavam praticamente prontas. <strong>Num piscar de olhos, a turma revelou-se dentro da canção</strong> e estava toda a contribuição ali, diante de nós.</p>
<p>Pedi a Letieres que fosse dada ênfase a um pequenino detalhe estilístico, já que não se tratava da gravação de algo sacro, mas baseado nisso. Não era e nem é um toque de candomblé, mas um ritmo extraído de um dos toques que sustenta a canção. Ele me atendeu e os dois “ases dos tambores” ainda gravaram o detalhe tocando darbuka (tambores tunisianos) com agdavi (baquetas para atabaque). <strong>Foi o link de todo o jazz de Letieres com o pop possível do CASCADURA.</strong></p>
<p>Saímos do estúdio e batemos um papo rápido enquanto Marcelo Zimmermann, incubido da captura das imagens do que vem acontecendo nas gravações do Aleluia, colhia impressões em vídeo dos que estavam ali, sobre o que presenciaram. Fazia nessa hora o mesmo calor da segunda-feira passada, quando gravamos os sopros. Todos do lado de fora conversávamos sobre o temporal: chuva, relâmpago, “hoje é quarta-feira, não se esqueça&#8230;”, lama, “muita água nas ruas e as ruas com buracos&#8230;”, caos&#8230; Caos! Até que Gabi Guedes sai da sala e, num silêncio oportunamente feito por todos, pronuncia: <strong>“Mas o céu se abriu, ó&#8230;”</strong></p>
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		<title>&#8220;Aleluia! em gestação: obra quer dialogar com a cidade&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 22:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assessoria de imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o texto na íntegra da matéria &#8220;Aleluia! em gestação: obra quer dialogar com a cidade&#8221;, assinada pelo jornalista Chico Castro Jr., publicada na edição de hoje, 8 de fevereiro de 2011, do jornal A Tarde (Caderno 2+, página 4).
Não importa quantas presepadas e onomatopeias infantis ainda sejam inventadas daqui até o Carnaval: o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Este é o texto na íntegra da matéria &#8220;Aleluia! em gestação: obra quer dialogar com a cidade&#8221;, assinada pelo jornalista Chico Castro Jr., publicada na edição de hoje, 8 de fevereiro de 2011, do jornal A Tarde (Caderno 2+, página 4).</em></strong></p>
<p>Não importa quantas presepadas e onomatopeias infantis ainda sejam inventadas daqui até o Carnaval: o verão de 2011 ainda será lembrado como o momento em que o “ensaio” de uma banda do rock local concorreu de igual para igual com os dos artistas do mainstream. No mês de janeiro, as quatro datas da temporada 2011 do projeto Sanguinho Novo, do Cascadura, tiveram excesso de público.</p>
<p>No último domingo do projeto, no dia 30, milhares de pessoas compareceram ao Pelourinho. Claro, depois que entraram 1,2 mil, lotação oficial do Largo Teresa Batista, os portões foram fechados e a multidão que não entrou, foi para casa, com fome de Cascadura.</p>
<p>“Foi muito legal ver toda aquela mobilização em torno de bandas que supostamente não têm público”, observa Fábio Cascadura. “Deu muito mais gente do que imaginávamos. O que acontece é que existe uma orientação cultural em Salvador de que o rock não tem público, que é a ‘terra do axé’. Aí, o que aconteceu? A própria grande mídia, que tá assim de gente ‘do rock’, não foi lá cobrir. Só o jornal A TARDE e a TVE”, constata.</p>
<p><strong>Estereótipo do “baiano feliz”</strong><br />
Passado o furacão de quatro domingos no Pelourinho, a banda volta a se concentrar no estúdio t para concluir as gravações do 5º álbum de carreira, Aleluia!.</p>
<p>É um projeto ambicioso. Será um álbum duplo, com cerca de 30 faixas, muita percussão de terreiro de candomblé (Fábio é devoto) e participações muito especiais: Pitty, Jajá (Vivendo do Ócio), Orkestra Rumpilezz, Siba (rabequeiro, ex-Mestre Ambrósio) e Gabi Guedes (mestre de percussão, tocou dez anos com Jimmy Cliff, entre outros).</p>
<p>Na quinta-feira passada, a banda e seus produtores (e membros honorários) andré t. e Jô Estrada receberam A TARDE no estúdio, para proceder às gravações do dia e também mostrar um pequeno preview do que vem por aí no álbum Aleluia!.</p>
<p>“O disco gira em torno de Salvador”, diz Fábio. Se o último disco, Bogary (2006) foi criado com um olhar um pouco mais distante, durante um período que a banda passou em São Paulo, neste, o processo foi inverso. “Você está aqui, curtindo a praia, mas também sentindo o cheiro de mijo”, avisa.</p>
<p>A ideia é que o disco seja uma espécie de documento, uma tradução do momento (tétrico, diga-se de passagem) por que passa esta cidade: “Salvador está precisando urgentemente de uma virada histórica. É uma cidade de 500 anos que ainda mantém hábitos medievais. Você tem os senhores feudais encastelados, o populacho e lixo, muito lixo nas ruas”, vê.</p>
<p>“Se você pegar aqueles livros de Jorge Amado escritos nos anos 1930, 40, você percebe que os problemas de Salvador que ele aponta estão a mesma coisa, senão pior”, acrescenta o guitarrista e co-produtor Jô.</p>
<p>Uma coisa parece bem clara: a banda (e não só eles) está de saco cheio do estereótipo do “baiano feliz”. “As pessoas aqui se contentam com migalhas”, opina Thiago Trad, bateria.</p>
<p>“A gente não vende fitinha do Senhor do Bonfim”, acrescenta Jô. Já Fábio acha que é hora de “questionar qual é o papel do artista neste momento. Essa coisa de reis, rainhas, gênios. Todo mundo é gênio aqui? Mas para que serve isso? Qual o benefício que isso traz para a cidade? Qual o benefício que esse modelo de Carnaval trouxe”?, questiona.</p>
<p><strong>Stones da Cidade Baixa: disco tem som de concepção bem ambiciosa</strong><br />
Em termos sonoros, pelo que foi mostrado na audição exclusiva para A TARDE, o quinto álbum do Cascadura deverá ter uma das concepções mais ousadas dos últimos tempos em termos de fusão sonora na música popular brasileira.</p>
<p>Imagine que Mick Jagger e Keith Richards são baianos e nasceram na Cidade Baixa. Agora, imagine que, formados os Rolling Stones soteropolitanos, eles estão no estúdio, ensaiando seu rock‘n’roll encharcado de rhythm‘n’blues.</p>
<p>Ao fundo, ouve-se a percussão pesada e cheia de espiritualidade de um terreiro de candomblé ali perto.</p>
<p>Surpreendentemente, as duas instâncias sonoras (a banda de R&amp;B e a percussão afrobaiana) se entrelaçam em perfeita harmonia. É como se uma luz se acendesse, e de repente, esses elementos começassem a fazer total sentido juntos.</p>
<p><strong>Pé no primeiro disco</strong><br />
“Algumas músicas têm um pé lá no primeiro disco (Dr. Cascadura, 1995). Aquela coisa meio Stones, só que, agora, misturada com essa percussão que a gente quer mostrar”, descreve Thiago Trad.</p>
<p>Claro, rock com percussão existe não é de hoje. Do guitarrista Santana, passando por Barão Vermelho à Nação Zumbi, existem muitos exemplos. O negócio é ver como o Cascadura fez sua própria versão do estilo.</p>
<p><strong>Faixa com Orkestra Rumpilezz ganha riff de guitarra e deixa Letieres Leite feliz</strong><br />
Em uma das faixas, To Your Head, ouve-se um majestoso arranjo de sopros e percussão: é a Orkestra Rumpilezz, do maestro Letieres Leite. Na tarde da visita ao estúdio, a banda se preparava para adicionar um riff de guitarra à faixa. Jô, empunhando uma Danelectro barítono (instrumento de braço mais longo e afinação mais grave), toca o riff várias vezes. Diz para andré: “Eu quero aquele veneninho”. Qual um cientista, ele começa a mexer nos botões dos compressores de áudio. “Tente de novo”, diz andré. Jô toca o riff novamente e entra em êxtase. Depois, toca o riff de Back in Black (AC/DC) e cai na risada. “Velho, já foi”, encerra o produtor. “No dia que Letieres veio aqui, ele entrou direto, nem falou nada. Foi lá e gravou. Quando saiu, tava todo mundo de cara aqui”, lembra andré. “Depois que a gente gravou, tava todo mundo calado. Aconteceu alguma coisa” lembra Letieres. “Fiquei feliz com o resultado”.</p>
<p><strong>1ª AUDIÇÃO: ALGUMAS FAIXAS DE ALELUIA! </strong><br />
<strong>Colombo</strong> Introdução lembra o clássico White Rabbit (da banda Jefferson Airplane). Linda faixa, terá solo de rabeca de Siba.</p>
<p><strong>Peru de Fora (título provisório)</strong> “A maioria das coisas que você acha que é teclado, na verdade, é guitarra”, diz Jô. Ao timbre cavernoso, logo se adicionam percussões infernais. “É o pagode do inferno”, avisa Fábio.</p>
<p><strong>O Delator</strong> Na linha Senhor das Moscas (do Bogary): pesada, acelerada, com participação excelente de Jajá (Vivendo do Ócio).</p>
<p><strong>Soteropolitana </strong>Um tratado sobre a cidade e seu povo, já nasceu com jeito de hino. Letra épica e histórica para uma pegada stoneana (se Jagger &amp; Richards fossem nativos do Bonfim). Inacreditavelmente bela.</p>
<p><strong>Cordeiro </strong>Com percussão monstra de Gabi Guedes e o dedo na ferida: “Ninguém me convidou / mas aqui é minha casa / sou eu que levo soco / e você que vai no meio”.</p>
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		<title>Enfim, de volta ao palco!</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 01:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como se diz na gíria: 2011 chegou chegando! Veio com o projeto Sanguinho Novo, onde apresentamos um novo show, inserindo músicas inéditas que farão parte do Aleluia, numa proposta de dividir o palco com bandas mais novas e de trabalho relevante no cenário musical soteropolitano, e ainda chamar atenção para a necessidade da doação voluntária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Como se diz na gíria: 2011 chegou chegando!</strong> Veio com o projeto <a href="http://www.sanguinhonovo.com" target="_blank">Sanguinho Novo</a>, onde apresentamos um novo show, inserindo músicas inéditas que farão parte do Aleluia, numa proposta de dividir o palco com bandas mais novas e de trabalho relevante no cenário musical soteropolitano, e ainda chamar atenção para a necessidade da doação voluntária de sangue.</p>
<p>As duas primeiras etapas das quatro do projeto foram de grande sucesso. Na primeira, <strong>fomos surpreendidos por um número muito maior do que imaginávamos de pessoas interessadas em participar dessa ação</strong>: algo em torno de 2 mil pessoas ficaram de fora da estreia no Largo Tereza Batista, sendo que a lotação oficial do espaço do pelourinho é de 1.200.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/portaSanguinhoNovo-640x3601.jpg" rel="lightbox[456]"><img class="aligncenter size-full wp-image-463" title="Porta do Sanguinho Novo" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/portaSanguinhoNovo-640x3601.jpg" alt="" width="512" height="288" /></a></p>
<p>Como as acomodações do camarim da praça são bem pequenas, decidimos nos aquartelar numa pousada que fica ali perto. E de lá vimos e ouvimos a <a href="http://www.dubstereo.com.br" target="_blank">Dubstereo</a> agitar a massa numa proporção que ainda nos era desconhecida. Claro que somos admiradores da trajetória e da obra desse jovem projeto, que dá uma identidade ultracontemporânea ao painel musical de Salvador. Claro que acompanhamos suas ações e que conhecemos seu potencial. Mas eles se superaram. Um monte de gente cantava boa parte das músicas por eles apresentadas, a plenos pulmões, com toda empolgação. <strong>Memorável!</strong> Somos agradecidos à Dubstereo por sua adesão ao Sanguinho Novo. Queremos muito reviver essa parceria. Aguardem!</p>
<p><strong>E chegou a nossa hora! </strong>A multidão ainda esperava a chance de entrar. Atravessamos a rua estreita e muito cheia até chegarmos ao portão de entrada. Subimos as escadas e esperamos ser chamados pelo mestre de cerimônias Tiago Moura (também conhecido como Tiago “Curto Circuito”, nome do seu programa de rádio). Ao som de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bo-qweh7nbQ" target="_blank">“Hooked on a feeling”</a>, do Blue Swede, entramos para tocar.</p>
<p>O show foi, antes de tudo, uma catarse. <strong>Um desabafo da saudade! </strong>Nossa e dos nossos fãs. Estamos falando de exatos 12 meses de ausência dos palcos. Corremos com canções do Bogary, do Vivendo em Grande Estilo e quatro das tantas que virão compor o Aleluia, dentre as quais a própria canção título, “O Rei do Olhar”, “O Delator” (da qual já falamos <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/estudio/vivendo-no-aleluia/" target="_blank">aqui</a> e que no disco contará com a participação especial de Jajá Cardoso, da <a href="http://www.vivendodoocio.com" target="_blank">Vivendo do Ócio</a>) e “O Tempo Pode Virar”, que encerra parte importante da apresentação.</p>
<p>Além das novas canções, o novo show vem com <a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/historias/supernovos/" target="_blank">os novos colaboradores</a>, andré t, Jô Estrada e Du Txai, e com eles um novo comportamento, onde nos revezamos por entre guitarras, baixo e teclados, para suprir as necessidades dos arranjos que desenvolvemos. Isso trouxe <strong>nova cara e vitalidade</strong> para canções antigas como “Wendy”, onde passei a tocar baixo, além de cantar, e andré toca teclado.</p>
<p>A praça estava realmente lotada. <strong>O público empolgado. </strong>Dançava, agitava, cantava emociandamente conosco, emocionando-me! Mas com todas as coisas que fez, comportou-se de modo exemplar! Ali, não houve um único incidente. E que siga assim. Saímos de alma lavada pela espera, pelo trabalho executado, pelo esforço, nosso e de nossos parceiros e equipe.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/DSC_0184-640x4281.jpg" rel="lightbox[456]"><img class="aligncenter size-full wp-image-464" title="Cascadura na estreia do Sanguinho Novo" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/DSC_0184-640x4281.jpg" alt="" width="512" height="342" /></a></p>
<p>Porém, <strong>ainda tínhamos muito o que fazer nos dias seguintes</strong>. Como falei: 2011 chegou chegando! E ao passo que vamos desenvolvendo o Sanguinho Novo, nos pusemos de volta ao Aleluia.</p>
<p>Enquanto nos preparávamos para realizar o segundo show, dessa vez dividindo o palco com a excelente <a href="http://www.myspace.com/vendo147" target="_blank">Vendo 147</a> na abertura, recebemos duas figuras que vieram para contribuir com toda a abordagem que pretendemos em nosso novo álbum: <strong>os artistas plásticos Izolag e Ananda Nahu</strong>. Com eles, embarcamos num tipo de aventura pela arte visual: produção frenética, injeção de cores e muitas surpresas saltando aos nossos olhos. Eles vieram conceber e produzir as ilustrações da capa do disco e essa é uma matéria que trataremos com o cuidado devido aqui.</p>
<p>Não bastando, ainda em paralelo, realizamos um encontro no estúdio com outro artista que trouxe sua incisiva colaboração. Essa pessoa veio ajudar-nos a contar uma das histórias mais importantes do Aleluia e que, sem ela, talvez não teríamos como fazer&#8230; <strong>Aguardem mais novidades.</strong></p>
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		<title>Supernovos!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 18:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é mais texto de apresentação. Parece que estamos de fato começando uma nova fase porque tenho abordado, por diversos motivos e de diversas formas, apresentações sobre tudo que cerca a carreira do CASCADURA.
Antes de apresentar quem devo, aqui, queria falar sobre um aspecto muito particular da banda: sua formação. Começamos há quase 19 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Esse é mais texto de apresentação.</strong> Parece que estamos de fato começando uma nova fase porque tenho abordado, por diversos motivos e de diversas formas, apresentações sobre tudo que cerca a carreira do CASCADURA.</p>
<p>Antes de apresentar quem devo, aqui, queria falar sobre um aspecto muito particular da banda: sua formação. Começamos há quase 19 anos e quando se inicia um projeto sempre pensamos e desejamos ter a permanência dos que contribuem com ele. Desejamos seguir fazendo música com aquele mesmo grupo&#8230; <strong>Pelo resto dos dias.</strong> Quase nunca isso é possível.</p>
<p>Se você me pedir para falar o nome de bandas de sucesso que atravessaram carreiras duradouras com as mesmas formações, <strong>juro que não me lembrarei de muitas</strong>. Na verdade, só me vem à memória o ZZ Top!<br />
“E o The Police?” &#8211; Acabou!<br />
“Paralamas do Sucesso!” &#8211; Vital comprou uma moto&#8230;<br />
Enfim, nem os Rolling Stones&#8230; Nem os Beatles conseguiram manter o mesmo séquito durante toda a sua existência como grupo (Pete Best e Stu Stutcliff que o diga).</p>
<p>“Ah! Nesses casos sai um, sai outro&#8230; Mas com o Cascadura é demais!”&#8230;<br />
Pois é&#8230; <strong>Já fui grilado com isso e não sou mais.</strong> E parece que grande parte dos que acompanham a nossa carreira também.</p>
<p>A alternância de colaboradores na formação do CASCADURA acabou por tornar-se uma característica da banda. Tivemos a oportunidade de ter conosco gente de toda origem, formação, com as mais diversas perspectivas e ambições artísticas. <strong>E creia: isso é bom!</strong> Esse processo nos faz reinventarmos! Nos faz reaprendermos a ser nós mesmos em diversas possibilidades&#8230; Entendeu?&#8230; Bom, vou seguir&#8230;</p>
<p>Mas esse preâmbulo todo vem para justamente apresentar aqueles que subirão ao palco do Largo Tereza Batista conosco, na programação do projeto <a href="http://www.sanguinhonovo.com" target="_blank">Sanguinho Novo</a>. Apresentar é forma de dizer, porque você certamente já os conhece:</p>
<h2><strong>andré t</strong></h2>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/andré-t-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" rel="lightbox[449]"><img class="aligncenter size-full wp-image-450" title="andré t [Foto por Marcelo Zimmermann]" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/andré-t-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" alt="" width="538" height="358" /></a></p>
<p>Quem acompanha o CASCADURA sabe da relação estreita entre nós e o nosso produtor, que, por sinal, também faz parte do NÓS! Trabalhamos juntos desde 2002, quando realizamos um EP Promo, comemorativo de 10 anos de carreira (naquele disquinho estavam canções como “Não Posso Julgar Ninguém”, “Retribuição” e “Queda Livre”), e, a partir desse passo, começamos a trilhar uma parceria que já conta com os discos “Vivendo em Grande Estilo” e “Bogary”, além do DVD “Efeito Bogary”.</p>
<p>andré estuda piano desde os sete anos de idade, é músico por vocação, quase um sacerdote da canção! Amante do bom rock (Queen, Beatles, Genesis&#8230;), ele já trabalhou com gente de todas as orientações estéticas possíveis: de Carlinhos Brown a Bestiário, passando por Retrofoguetes, Messias, Nancyta e os Grazzers.</p>
<p>No estúdio t, estamos nos desafiando, juntos, na construção do “Aleluia”, próximo álbum do CASCADURA. E foi lá que surgiu a proposta de experimentarmos tocar juntos, em palco. Algo que ainda não havíamos feito.</p>
<p>O Professor t, como o chamamos, é chegado a um desafio e, em geral, os domina com seu talento e bom gosto. Temos a sorte de contar com ele para o <a href="http://www.sanguinhonovo.com" target="_blank">Sanguinho Novo</a> tocando baixo e teclados.</p>
<h2><strong>Jô Estrada</strong></h2>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/Jô-Estrada-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" rel="lightbox[449]"><img class="aligncenter size-full wp-image-451" title="Jô Estrada [Foto por Marcelo Zimmermann]" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/Jô-Estrada-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" alt="" width="538" height="358" /></a></p>
<p>Eu conheci esse cara como o virtuoso guitarrista da lendária banda soteropolitana de hard rock Dead Easy, no começinho dos anos 1990. Logo depois de tê-lo visto em ação nos palcos da cidade com esse trio, que fez parte do nascimento de todo o circuito que se construiu naquela década, eles partiram para novas experiências no Rio.</p>
<p>Na capital fluminense, a banda encerrou as atividades e Jô seguiu se apresentando como músico de apoio e session man dos estúdios de lá. Na virada para a década passada, ele voltou a morar na Bahia e nos reencontramos. Jô me influenciou naquele momento me apresentando coisas como Queens of the Stone Age e o disco “Shangrila-Dee-Da” (Stone Temple Pilots). Beatlemaníaco, chegamos a tocar juntos em alguns projetos para homenagear nossa banda favorita, também com Thiago Trad na bateria.</p>
<p>Mas nossa parceria mais bem sucedida até aqui foi mesmo a sua participação como guitarrista e coprodutor no “Bogary”. Sabe as guitarras e baixo de “Senhor das Moscas”? É ele quem toca! Sabe o solo de guitarra 12 cordas em “Juntos Somos Nós”? É a mesma criança tocando! O corinho em “O Centro do Universo”? Ele ta lá também. Sua contribuição ao “Bogary” foi definitiva. E de tão espontânea e prazerosa que foi a sua presença no estúdio, decidimos repetir a dose nesse novo trabalho, o “Aleluia”!</p>
<p>Recentemente ele esteve morando em São Paulo e lá deu seguimento ao seu projeto pessoal Lacme, com quem lançou um disco, também produzido por andré t, chamado “Reverse”. Agora, ele vem trazer ao show do CASCADURA algumas das suas qualidades: maestria na guitarra, voz precisa e carisma.  Jô é, acima de tudo, um cara muito divertido e bom amigo.</p>
<h2><strong>Du Txai</strong></h2>
<p><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/Du-Txai-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" rel="lightbox[449]"><img class="aligncenter size-full wp-image-452" title="Du Txai [Foto por Marcelo Zimmermann]" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2011/01/Du-Txai-Foto-por-Marcelo-Zimmermann-web.jpg" alt="" width="498" height="332" /></a></p>
<p>Ele veio da Índia! Mentira! Ele veio de Porto Seguro mesmo. E quem o trouxe foi Jô.</p>
<p>Du é um cara tímido que conhecemos muito recentemente. Somente depois que ele estava ensaiando conosco, há algumas semanas, é que o ligamos à banda Suinga, que tanta atenção vem conquistando das pessoas nessa temporada. Du é o baterista desse grupo.</p>
<p>O fato é que, pianinho, o cara nos conquistou, por sua discrição musical e sua precisão no instrumento. Ainda de quebra ele canta muito bem: afinadíssimo! Filho de músico, ele tem muito que mostrar ainda. Sua trajetória está só no começo. Logo todos constatarão o que digo: Du Txai tem tudo para se destacar como o músico mais completo de sua geração! Quem for ao <a href="http://www.sanguinhonovo.com" target="_blank">Sanguinho Novo</a> terá a oportunidade de tomar contato com as qualidades desse guitarrista.</p>
<p><strong>No mais, estaremos eu e Thiago Trad, no impulso de sempre!</strong></p>
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		<title>Um instante, Maestro!</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 15:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias que constroem o Aleluia]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos encontramos no estúdio t: eu, andré t, Thiago Trad, Jô Estrada e o maestro Letieres Leite. Ainda que muito tenha se falado dele nos últimos meses, vamos contar um pouco sobre de quem se trata: Letieres Leite é um saxofonista experimentado, já estudou na Europa e lá também trabalhou como arranjador, professor e músico.
Recentemente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos encontramos no estúdio t: <strong>eu, andré t, Thiago Trad, Jô Estrada e o maestro Letieres Leite</strong>. Ainda que muito tenha se falado dele nos últimos meses, vamos contar um pouco sobre de quem se trata: Letieres Leite é um saxofonista experimentado, já estudou na Europa e lá também trabalhou como arranjador, professor e músico.</p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px"><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2010/10/DSCN5660.jpg" rel="lightbox[289]"><img class="size-full wp-image-291  " title="Letieres Leite, Thiago Trad e Fábio Cascadura" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2010/10/DSCN5660.jpg" alt="Letieres Leite, Thiago Trad e Fábio Cascadura" width="573" height="430" /></a><p class="wp-caption-text">Letieres Leite, Thiago Trad e Fábio Cascadura</p></div>
<p>Recentemente, alcançou notoriedade como o idealizador do projeto <a href="http://www.rumpilezz.com" target="_blank">Orkestra Rumpilezz</a>, trabalho onde reconduz o jazz às estruturas rítmicas do candomblé, de onde originalmente o primeiro veio. Com esse trabalho, tem conquistado reconhecimento de crítica e público, além de prêmios relevantes, como o <a href="http://www.premiodemusica.com.br" target="_blank">Prêmio de Música Brasileira</a> (um dos quatro já conquistados nesse ano de 2010, pelo lançamento do álbum de estreia: “Letieres Leite &amp; Orkestra Rumpilezz”. Ainda esse mês, concorre ao <a href="http://bravonline.abril.com.br/premio-bravo" target="_blank">Prêmio Bravo</a>). Além disso, ele é membro da banda da cantora <a href="http://www.ivetesangalo.com.br" target="_blank">Ivete Sangalo</a>.</p>
<p>Ano passado, ele participou da gravação da faixa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RB2ZyZnHY1c" target="_blank">“Maldito Mambo”</a>, do disco “Chá Chá Chá”, dos nossos amigos <a href="http://www.retrofoguetes.com.br" target="_blank">Retrofoguetes</a>. Essa associação gerou uma verdadeira obra de arte. “Maldito Mambo”, de cara, conquistou o IV Festival Educadora FM de Música, na categoria Melhor Arranjo, e com todos os méritos.</p>
<p><object width="570" height="452"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JChyPTEpOX4?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JChyPTEpOX4?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="570" height="452"></embed></object></p>
<p>Poucas semanas depois da premiação, encontrei-o na porta da Boomerangue (casa de shows do Rio Vermelho, recentemente fechada), era um show dos Retrofoguetes. Dei-lhe os parabéns pela conquista do prêmio e mais ainda pelo resultado atingido naquele mambo. Ele efusivamente agradeceu e disse: “Vocês estão na minha ‘lista negra’!”. Ou seja, éramos os próximos&#8230;</p>
<p>O trabalho da Rumpilezz me pegou em cheio, como o fez com a maioria das pessoas que conheço, interessadas em boa música. As texturas dos sopros, metais e palhetas, inseridos na flutuação rítmica dos toques cerimoniais do candomblé, afirmavam o óbvio de uma forma completamente nova, para nós brasileiros e para o resto do mundo. Assim como “Frascos, Comprimidos e Compressas”, de <a href="http://roneijorgeeosladroesdebicicleta.com" target="_blank">Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta</a>; “Maçalê”, de <a href="http://www.tigana.com.br" target="_blank">Tiganá Santana</a>; além do já citado “Chá Chá Chá”, dos Retrofoguetes, “Letieres Leite &amp; Orkestra Rumpilezz” é um disco que muito inspira a concepção e o desenrolar desse “Aleluia”, que ora estamos construindo. É um verdadeiro desenrolar de um novelo.</p>
<p>Sabendo do desejo do maestro Letieres em trabalhar dentro da nossa realidade e realmente enamorado do conceito da Rumpilezz, estudando os arquétipos da cultura afro-brasileira, manifestados como orixás/voduns/iquices, debrucei-me sobre uma composição baseada em um dos toques litúrgicos do culto afro. Ela, na verdade, faz parte de um bloco de canções, que foram desenvolvidas a partir do mesmo sistema de audição de determinado toque, observação de seu uso no processo cerimonial (dança, arquétipo, movimento, elemento natural ao qual é associado etc.) e aplicação dentro do conceito ao qual o “Aleluia” está atrelado. Tudo está muito ligado. Ao menos para mim, tudo faz muito sentido. Saberei o quanto funcionará e se todo o esforço valeu a pena quando vocês as escutarem&#8230;</p>
<p>Foi para mostrar essa composição ao maestro que nos reunimos. Ele chegou acompanhado de seu filho, Lucas, com 14 anos e já introduzido no mundo da música. Escutamos meia dúzia das bases que já temos, para que ele tivesse uma percepção da nossa pretensão com o disco que estamos a fazer. Ele parece ter aprovado o que lhe mostramos.</p>
<p>Daí, o apresentamos à canção a ele destinada para arranjar. Letieres sacou tudo de chofre quais as emoções a serem provocadas. Traduziu-nos inclusive alguns pontos que não havíamos percebidos. Entendidos, estabelecemos prazos e ficamos de nos reencontrar para mais uma rodada de ideias e histórias.</p>
<p>Inteligente e culto, Letieres interpretou todas as intenções estrategicamente dispostas na canção, que será a primeira experiência do CASCADURA em outra língua que não o português, justamente porque a palavra será mero acessório para o entendimento do que nela estará contido, mas esse é outro assunto&#8230; Será uma grande aventura artística trafegar nesse terreno ao lado desse cara.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 563px"><a href="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2010/10/DSCN5664.jpg" rel="lightbox[289]"><img class="size-full wp-image-292  " title="Thiago Trad, Letieres Leite, Fábio Cascadura, Jô Estrada e andré t" src="http://bandacascadura.com/a-ponte/wp-content/uploads/2010/10/DSCN5664.jpg" alt="Thiago Trad, Letieres Leite, Fábio Cascadura, Jô Estrada e andré t" width="553" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Thiago Trad, Letieres Leite, Fábio Cascadura, Jô Estrada e andré t</p></div>
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		<title>CASCADURA + produtor andré t</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 01:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andré t</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias que constroem o Aleluia]]></category>
		<category><![CDATA[andré t]]></category>
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		<description><![CDATA[Há bastante tempo temos conversado sobre o próximo disco do CASCADURA e o que ele deveria ser ou não ser. Curioso, pois nunca passamos tanto tempo desenvolvendo conceitos.
Um pouco da nossa história (CASCADURA + produtor andré t):
Começamos a trabalhar juntos quase dez anos atrás, com um EP que se transformou no disco “Vivendo em Grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Há bastante tempo temos conversado sobre o próximo disco do CASCADURA e o que ele deveria ser ou não ser.</strong> Curioso, pois nunca passamos tanto tempo desenvolvendo conceitos.</p>
<p>Um pouco da nossa história (CASCADURA + produtor andré t):<br />
Começamos a trabalhar juntos quase dez anos atrás, com um EP que se transformou no disco <a href="http://www.megaupload.com/?d=4LMSH65L" target="_blank">“Vivendo em Grande Estilo”</a> (lançado em 2004). Entramos no estúdio e fizemos o álbum: <strong>simples assim!</strong></p>
<p>Alguns anos depois, com a banda reduzida a Fábio e Thiago, chamamos Jô Estrada para a função de coprodutor (acumulada à de guitarrista) e <strong>gravamos o <a href="http://www.megaupload.com/?d=DBX26M7A" target="_blank">“Bogary”</a></strong>. Nesse disco, tivemos um tempo de preparação de conceitos: dois ou três cafés na casa de Jô (onde lutávamos para convencer Fábio a deixar “Adeus, Solidão” no disco), divididos entre inúmeras discussões sobre a música dos Beatles, Beach Boys, os artistas da Atlantic e os causos do nosso grande amigo <a href="http://www.alvarotattoo.com.br/" target="_blank">Alvaro Tattoo</a>!</p>
<p>No estúdio, o trabalho foi muito simples: Fábio tocava a música no violão, nós conversávamos um pouco sobre o que fazer (bem pouco mesmo) e Thiago sentava na bateria, muitas vezes sem nem saber a estrutura completa da música! <strong>E o trabalho fluiu…</strong></p>
<p>Resolvemos continuar com esse grupo para o Aleluia; além de trabalharmos bem juntos, <strong>ao ponto de muitas vezes não precisar falar absolutamente nada e todos entenderem</strong>, somos muito amigos fora do trabalho e conversamos sobre tudo.</p>
<p>Desta vez, as coisas estão um tanto diferentes. Uma coisa aconteceu paralela e coincidentemente a todos: <strong>uma “redescoberta” da nossa casa</strong>. Da minha parte, passei pouco mais de dois meses entre São Paulo e Rio no ano passado, gravando e mixando o disco “Chiaroscuro”, de Pitty, e, ao mesmo tempo que foi um trabalho recompensador, entre amigos muito queridos, não via a hora de voltar para casa, e ouvir o sotaque que é peculiar a Salvador.</p>
<p>Essa “redescoberta” fez muito desse conceito do Aleluia. Que tal olhar para a cidade em que vivemos e reinterpretar nossa música e nossa maneira de apresentá-la? <strong>Que tal quebrar alguns paradigmas e mudar quase que completamente nosso <em>modus operandi</em>?</strong> Que tal não fazer um “Bogary 2, A Volta”? Que tal fazer algo que nos estimule e nos desafie, para que possamos fazer algo melhor do que tudo que já fizemos antes?&#8230;</p>
<p>Ao mesmo tempo que olhamos para a nossa cidade e para as nossas raízes, <strong>olhamos também para as raízes desse tal de rock&#8217;n'roll, um certo rhythm&#8217;n'blues</strong> que veio justamente dos filhos e netos dos escravos (alguma coincidência aqui?). Voltamos a falar da Atlantic (ouçam Atlantic Rhythm&#8217;n'Blues, coletânea fantástica), como conversei com Fábio num dos nossos primeiros encontros, onde descobrimos nosso amor mútuo pela música de Ray Charles (aliás, eu poderia passar horas falando só dele), Aretha Franklin, Otis Redding etc.</p>
<p>Mas e o disco? <strong>Simplesmente estamos dando um tratamento único para cada música.</strong> O normal e mais rápido numa gravação, como Fábio já explicou, é montar a estrutura e fazer todas as baterias e baixos juntos, numa só sentada! No Aleluia, estamos fazendo questão de trabalhar cada música de uma maneira particular, muitas vezes com instrumentação muito diferente entre uma e outra.</p>
<p>Thiago, por exemplo, está experimentando gravar com vários kits de bateria diferentes, com afinações e técnicas de gravação que nunca tentamos antes. <strong>E não é que ele está tocando melhor do que nunca?</strong> Acho que esse desafio, entre os quais tocar algumas coisas de uma maneira muito suave, o está fazendo buscar qualidades que ele nem sabia que tinha! Além do mais, agora vemos nosso baterista tocando percussão erudita. Ao mesmo tempo, ele, um paulistano-soteropolitano, é um dos primeiros a falar do tal do sotaque de Salvador.</p>
<p>Num próximo texto, falarei um pouco mais sobre o processo de gravação e suas peculiaridades. Agora estou ansioso pela próxima sessão, onde deveremos ter uma visita ilustríssima!</p>
<p><strong>Ah, Ray Charles…</strong><br />
Trinta anos atrás, quando começava a tocar piano, chegava da escola e procurava algo diferente para ouvir, dentre os discos do meu pai. Descobri um disco duplo com uma capa escura com um perfil de uma pessoa. Era um disco ao vivo do Ray Charles. Pronto! Depois disso, todos os dias chegava correndo em casa, punha o disco no “três-em-um” e tentava tocar que nem ele. Ainda não consegui…</p>
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		<title>Vivaldo da Costa Lima</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 21:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiocascadura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em off]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[Jô Estrada]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulinho Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Vivaldo da Costa Lima]]></category>

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		<description><![CDATA[Li uma nota no site Mundo Afro sobre o falecimento do antropólogo Vivaldo da Costa Lima, assinada por Cleidiana Ramos, que dizia: “Desculpem-me, mas o professor Vivaldo era daquelas pessoas que ao se encontrar uma vez não se esquece jamais”.
Tive uma única oportunidade de encontrá-lo: no casamento de dois grandes amigos, Paulinho Oliveira e Tuca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li uma <a href="http://mundoafro.atarde.com.br/?p=3558" target="_blank">nota no site Mundo Afro</a> sobre o falecimento do antropólogo Vivaldo da Costa Lima, assinada por Cleidiana Ramos, que dizia: “Desculpem-me, mas <strong>o professor Vivaldo era daquelas pessoas que ao se encontrar uma vez não se esquece jamais</strong>”.</p>
<p>Tive <strong>uma única oportunidade de encontrá-lo</strong>: no casamento de dois grandes amigos, Paulinho Oliveira e Tuca – ela, sobrinha-neta do grande antropólogo. Nessa ocasião, em que troquei apenas meia dúzia de palavras com ele, fui testemunha desta afirmação de Cleidiana&#8230;</p>
<p>Vivaldo da Costa Lima trouxe o estudo da cultura dos descentes dos africanos trazidos para o Brasil como escravos a um novo patamar. <strong>Colaborou como poucos para que esta cultura fosse reconhecida em seu valor.</strong> Contribuiu através de sua obra literária e gestos cotidianos para que tudo que diz respeito à expressão vinda de África, ainda tão discriminada em nosso país, recebesse mais atenção do poder público e da sociedade. Buscou diminuir, através da ciência que abraçou (mesmo tendo diploma de odontologia), as distâncias, arrefecendo o preconceito antes vigente diante dos valores, da música, das práticas religiosas por ela produzidos.</p>
<p>Se não me engano, li em algum lugar (ou ouvi alguém contar) que foi através dele que a Bahia recebeu a visita dos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, tendo-os levado até a “roça de candomblé” de São Gonçalo do Retiro, o famoso Ilê Axé Opó Afonjá, casa da qual era membro. Deparei-me com muitos dos seus livros e atraí-me em especial pelo “Família de Santo nos Candomblés Jeje-Nagôs da Bahia”.</p>
<p>Pois é&#8230;<br />
Naquele casamento, fui casualmente apresentado ao Professor Vivaldo pelo também sobrinho-neto dele, irmão de Tuca, Jô Estrada (coprodutor do Bogary e do Aleluia e guitarrista nesses dois projetos do CASCADURA), que disse: “Tio Vadinho, esse aqui é o Fábio Cascadura. Ele é músico! Gosta de ler sobre cultura africana, candomblé&#8230;”.<br />
Ele respondeu: <strong>“É bom&#8230; Ajuda a pessoa a se conhecer&#8230;”</strong>.<br />
Foi essa frase que ficou.</p>
<p>Vivaldo da Costa Lima faleceu nesta quarta-feira, 22 de setembro de 2010. <strong>Registro meu respeito e admiração à sua memória.</strong></p>
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