No Dia Mundial do Rock, tem CASCADURA no Rock Concha

quarta-feira, 11 julho 2012 - postado por assessoria de imprensa

Na primeira apresentação pública após o lançamento do disco Aleluia, banda apresenta sua nova formação oficial

Nesta sexta-feira, 13 de julho, todo o planeta comemora o Dia Mundial do Rock. Na Bahia, a festa fica nas mãos de conterrâneos amigos de longa data: CASCADURA, em sua primeira apresentação pública depois de lançar o esperado 5º disco de carreira, o Aleluia, e Agridoce, formada por Pitty e Martin, dividem o palco da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, no festival Rock Concha – que ainda segue até domingo, com Vivendo do Ócio e Titãs (no sábado, 14/7) e Maglore e Frejat (no domingo, 15/7). O show começa às 19 horas e os ingressos, ao valor de inteira de R$ 80, estão à venda no TCA e SACs Barra e Iguatemi.

Finalizado o processo de construção do novo álbum, que foi realizado ao lado de andré t (produtor) e Jô Estrada (coprodutor), o CASCADURA inicia as ações de divulgação do trabalho – e de continuidade de uma história que já soma 20 anos – com nova formação oficial. Além de Fábio Cascadura (voz e guitarra) e Thiago Trad (bateria), dupla que conduz a banda há dez anos, Du Txai assume as guitarras e Cadinho, o baixo.

Du Txai, multi-instrumentista, também participou como músico na gravação do Aleluia e vem acompanhando a banda desde 2010. Já Cadinho, que, dentre os diversos projetos que já integrou, hoje toca com Rebeca Matta, Retro_Visor, Chip Trio e Nganga, chega para completar o quarteto.

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13 de julho é o Dia Mundial do Rock…

quinta-feira, 28 junho 2012 - postado por assessoria de imprensa

…13 de julho é dia de CASCADURA e Agridoce no Rock Concha.

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Tomada em “Ela não tem medo”

terça-feira, 23 agosto 2011 - postado por assessoria de imprensa

Nossos amigos da Tomada, banda de São Paulo, estão de disco novo: “O Inevitável”, que foi mixado por andré t (nosso grande produtor), tem pré-produção de Martin e Duda Machado (parceiros de sempre!) e conta com duas músicas nas quais Fábio Cascadura é parceiro: o blues “Hoje eu não tenho muito a dizer” e o rock “Catarina”. Então, além de muito bom e de merecer recomendação, este álbum tem bastante relação com o Cascadura!

Eles acabaram de lançar um clipe desse trabalho.
Vejam cá:

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Dá-lhe, Robeeertooooo!!!

quarta-feira, 08 junho 2011 - postado por fabiocascadura

Hummm… Faz um tempo que não escrevo um texto pra esse blog, né? Pois é, muitas coisas! Coisas e coisas… Do disco e da vida cotidiana de gente que vive a vida cotidiana…

No meio disso tudo, tínhamos que decidir como faríamos para ter a participação de nosso amigo Beto Bruno, cantor da banda igualmente amiga Cachorro Grande. Beto foi um dos primeiros nomes em que pensamos para participar do Aleluia. Amigo de primeira hora, de quem somos fãs, não poderia ficar de fora desse processo, já que esta é uma vontade antiga: dividirmos uma faixa, Cascadura e Cachorro Grande, juntos.

Deixe-me contar o episódio em que nos conhecemos: nos idos de 2003, quando estávamos chegando à cidade de São Paulo, fomos tomados pelo lançamento do disco “As próximas horas serão muito boas”, o segundo da discografia dos gaúchos. Já os havíamos visto na MTV, com o clipe “Lunático”, tirado do seu álbum de estreia. O conceito era tão bom (a música, o visual, a performance) que chegamos a pensar, inicialmente, que se tratava de um tipo de campanha publicitária! “Existe uma banda assim no Brasil?!”. Existe: Cachorro Grande.

Soubemos que eles tocariam na Outs, casa de show que, naquele instante, era nossa referência em Sampa. Já havíamos tocado lá e iniciado uma amizade/parceria com os donos do lugar. Fomos vê-los…

O lugar estava cheio, na medida de estar agradável. Era um dia como quarta ou quinta-feira, meio de semana, e muita gente foi conferir os caras no palco. Já na chegada, soubemos que eles estavam lançando um disco novo. Nosso amigo Luiz Pimentel (então chefe de redação da saudosa revista Zero) foi quem nos contou.

Assistimos ao show entre o entusiasmo contagiante que eles emanam quando estão em ação e o mais completo espanto de estar diante de uma banda tão verdadeira no que pensamos ser seu “auge”. Engano nosso: eles estavam apenas começando o seu “auge”. Terminada a apresentação, fomos falar com eles e foi quase impossível cumprimentá-los, tamanho o assédio. Mas, enfim, conseguimos e falamos do nosso trabalho e da nossa admiração.

No dia seguinte, o mesmo Luiz que havia falado do lançamento do disco nos ligou dizendo que queria nos juntar a eles numa conversa em um barzinho: topamos na hora. Nos encontramos na Augusta e, de lá, rumamos conversando até o bairro do Bexiga, sentamos em um bar próximo ao Café Aurora, onde deveríamos prestigiar o show de outra banda amiga: Velhas Virgens. Em nossa mesa, também sentaram os parceiros da Tomada, banda paulistana de rock.

Foram muitos assuntos e muitas risadas. Ali, nasceu uma amizade que corre até hoje, sempre pautada na admiração e na colaboração mútua. “Os Cachorro” desde então cresceram no cenário e se tornaram uma banda muito conhecida. No entanto, se mantiveram os caras naturalmente alegres e engraçados que sempre foram.

Na ocasião desse papo, entregamos a eles um CD contendo o nosso “Vivendo em Grande Estilo”, ainda inédito. Lembro que o Beto perguntou: “Vocês estão dando um disco de vocês que ainda não saiu pra gente ouvir?! Que confiança! Valeu!”.

Vimos quando o disco deles chegou pela revista Outracoisa, do Lobão, e tomou de assalto o mercado. Por meses em São Paulo só se falava nesse lançamento. Não por acaso, o nosso disco seguinte, “Bogary”, também sairia por esse projeto: a Cachorro Grande foi uma grande advogada nossa nesse processo.

De lá pra cá foram muitos episódios, em muitos encontros: fui roadie deles numa viagem pelo Sul, eles viajaram em nossa van para uma apresentação nossa, junto com os Astronautas, de Recife, no festival Demosul, em Londrina/PR, tocamos juntos em Salvador, fiz um caruru no apartamento em que morávamos em Sampa e eles saíram falando do “bicho caruru que era bom demais”, fizemos uma dobradinha de shows para uma edição do programa Bem Brasil, da TV Cultura, gravado em junho de 2007 no palco do Sesc Pompeia… Vivíamos andando juntos, para cima e para baixo, como uma gangue só.

Certa vez, Beto me perguntou: “ô, Negão… Quando é que vamos fazer essa parceria, Bruno/Magalhães?!”… Só faltava isso. Será?… Daí a ideia de chamá-lo para esse disco.

Apresentei uma canção a andré t e falei que o queria cantando junto. Mais que isso: queria que ele escrevesse a letra daquela música para cantar.

O problema é que ele é do Rio Grande do Sul, onde cumpre extensa agenda de apresentações com a banda, mora em São Paulo e está em pleno processo de construção de mais um disco. Beto não usa celular e e-mail é um troço que ele realmente não faz ideia de como funcione. A comunicação é muito específica. Assim, o tempo escasso era nosso censor. Tentamos trazê-lo para gravar em Salvador, como fizemos com outros convidados, em três oportunidades distintas, sem sucesso. Desse modo, como Maomé não veio à montanha, a montanha teve de ir a Maomé.

Chegamos a São Paulo, eu e Thiago Trad, depois de três horas de atraso do avião. Descemos em Guarulhos ao invés de Congonhas, como havíamos planejado. Ficamos na casa do amigo Rodrigo “Minha Pedra” Santos e marcamos para encontrar a “fera” no estúdio onde eles estavam preparando seu disco.

Uma alegria imensa entrar num ambiente e encontrar esses caras: Beto, Coruja (Rodolfo Kieger, baixista da Cachorro Grande), Gross… É sempre um evento feliz e cheio de camaradagem. Acho que o termo “camarada” é o que nos acolhe melhor.

Falei a ele do conceito do disco, da relação do álbum com Salvador, que ele teria de escrever a letra (e ele disse que teríamos de escrevê-la juntos) e que melodia e harmonia foram construídas pensando nele… Beto se encheu de alegria e, com a confiança que lhe é intrínseca, chamou-nos a um boteco, em frente ao estúdio da Trama, e disse que depois de “umas” cervejas iríamos ao estúdio de Duda Machado (o Madeira II), com quem havíamos combinado de gravar essa voz, e lá mandaríamos ver.

Fomos para o estúdio/casa de Duda e encontramos outros tantos amigos lá: Ricardo Spencer, Rafael Spencer (chef, agora morando lá e com um ótimo restaurante de comida baiana chamado Sotero), Rodrigo “Minha Pedra”, Martin… Clima de festa!

Havia somente um porém nisso: estou acostumado a gravar em meio à tranquilidade do estúdio t, sem muitas interferências, concentrado e em silêncio. Mas esse é o Aleluia, cheio de imprevistos e novas experiências. Ok… Vamos ver no que vai dar…

Sentamos e escutamos a base que havia levado: bateria, baixo, guitarra de 12 cordas e violão. Pronto! Era o que precisávamos. Em quinze minutos, uma letra brotou: “Sonho de Garoto”. Um discurso bem simples, uma brincadeirinha/homenagem a nosso amigo Lobão ali, e ficou bacana.

Beto fez questão de acertar a afinação, respiração, divisão, dicção, interpretação no cantar. Foi um exercício que exigiu muito dele: havíamos acabado de fazer a letra, que, por mais simples que seja, ainda estava muito fresca e não tínhamos nos familiarizado com ela, não houve esse timing. Talvez por isso, o grande charme que ela adquiriu. Ele repetiu algumas vezes até dar-se por satisfeito e me perguntar: “E aí?”.

Em meio a toda atenção, tensão e movimentação em torno da gravação (e da festa lá fora), esquecemos de registrar imagens desse momento… Entre uma bisbilhotada e outra dos que estavam de fora do estúdio, Beto gravou a voz. Ao final do último take, ainda com Beto Bruno de fone, cantando no microfone, Ricardo Spencer comenta: “Dá-lhe, Robeeertoooooo!!!”. Beto responde: “Roberto, corta essa!”…

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Ronei Jorge II

segunda-feira, 25 abril 2011 - postado por fabiocascadura

A curiosidade

No começo dos anos 1990, em Salvador, um disco lançado pelo Bazar Musical Discos, selo da loja de instrumentos musicais de mesmo nome, localizada no Orixás Center (Politeama, Centro de Salvador), trazia os primeiros registros de algumas das bandas mais atuantes na cidade naquele período.

Kama Sutra e Meio Homem, com sua sonoridade particular, me causaram estranheza e espanto no primeiro momento. Os Úteros em Fúria fizeram jus à fama que os precedia e me conquistaram sem grandes esforços com seu hard rock suingado e sua atitude rock’n’roll. Já a quarta banda me causou curiosidade…

A Mutter Marie fazia um som bem diferente e tinha letras que identifiquei como “dadaístas”. Havia pouco, tinha lido “O que é Dadaísmo” (eu acho que era esse o nome do livreto) e o rótulo foi o que melhor se encaixou, a meu ver, àquelas composições. “Biombo Falante” ficou em minha memória e decidi não perdê-los de vista. A interpretação “desesperada” do cantor daquele grupo, que ainda vi em um show, no Clube Cruz Vermelha, em 1993, só fez a curiosidade aumentar.

A constatação

Tempos depois, em 1998, soube que uma banda chamada Saci Tric se apresentaria no então recém-fundado Theatro XVIII, no Pelourinho. Combinei comigo mesmo de ir assistir ao show.

Morava perto do Centro Histórico, onde fica o Pelourinho, e, lá chegando, acabei indo com outros amigos para um bar onde acabou acontecendo um outro show e acabei perdendo a entrada para a apresentação do Saci Tric. Não lembro direito como isso tudo aconteceu, só sei que não fui e deixei pra lá: outras oportunidades viriam.

O grupo lançou um disco, gravado naquele show. Adquiri um exemplar e constatei que ali havia boas canções e um compositor inspirado em estágio de maturação. A música “Canal 100” era a mais atraente pra mim, pelo tema, pela estrutura. Ainda hoje, é uma das minhas favoritas do legado de bandas de rock forjadas na Bahia. Mesmo algum tempo depois, já em 2003, cantarolava essa canção e, em São Paulo, morando com o CASCADURA do “Vivendo em Grande Estilo”, ouvia o disco “Saci Tric Ao Vivo no Theatro XVIII”, e Martin sempre chegava perto de mim e gritava: “Mas eu vou torcer até o fim!”.

O disco foi gravado por andré t.

A redenção

Voltei de São Paulo para Salvador em 2006, para gravar o “Bogary” e certo de que o CASCADURA se dissolveria logo depois disso… Encontrei na cidade uma banda atraindo a atenção das pessoas com um som meio jazz, meio rock e com muito de música brasileira. O cantor era o mesmo que formara aqueles outros dois grupos que conhecera nos anos 1990.

Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta entraram direto para o topo das bandas mais bacanas que conheci. Num show que eles fizeram na Boomerangue (extinta casa do Rio Vermelho), eles apresentaram uma música chamada “Aquela Dança”, um ijexá tocado com formação de rock que me fez os aplaudir. Ganhei um CD (a música fora lançada como single), com uma capa bem bolada (simulando um manual de passos de dança), e o toquei em casa e em outras oportunidades para que as pessoas os conhecessem.

Porém, me rendi de vez e irremediavelmente ao talento do grupo e de seu compositor quando eles lançaram o álbum “Frascos Comprimidos Compressas” (disponível para download lá no site deles), uma obra prima! Um disco mais que notável e que me fez pensar para bem mais além da música que estava emulando. O trabalho é completo, bem cuidado e tem dispositivo anticaretice sem ser pretensioso. Um exemplo que quero seguir.

A parceria

No comecinho da estruturação das composições para o “Aleluia”, pensei em chamar Ronei Jorge para colaborar conosco. Chamei! Já amigos, tivemos uma aproximação muito cuidadosa e crescente. Fiquei imensamente feliz quando ele topou construir a música que havia pensado em parceria.

Apresentei a ele uma canção baseada nos meus argumentos de Soul Music americana, mas explicitei que ela se comunicaria, via origem comum (assim, falando a grosso modo), com o samba. Queria essa ponte e de modo diferente do que outros (Jorge Ben?) já fizeram… As vozes seriam o link. Mandei-lhe a melodia e pedi uma letra.

Havia nas bases um quê de apaixonamento, um romantismo. Mas lhe sugeri que podíamos viajar em algo menos constante. Por conta de um solfejo meu, balbuciando umas poucas palavras, chegamos à ideia de uma narrativa catastrófica, apocalíptica… Decidimos que seria sobre o fim do mundo. Um fim do mundo com cores soteropolitanas, de muito som, desamparo e desespero, confusão… Como o Carnaval! Esse arremate veio dele, o que ficou muito bem resolvido, em minha opinião.

Depois de dois encontros, a estrutura da letra estava pronta, tendo nela não somente minhas impressões, mas, enfim, a marca diletante de Ronei, agora e enfim, meu parceiro!

Marcamos, com algum atraso, uma sessão para deixarmos essa combinação registrada em “Aleluia”. Não poderia fazê-lo sozinho: chamamos Ronei para também cantar no disco.

Numa sexta-feira (olha ela aí!), nos juntamos: eu, Thiago Trad, andré t, Jô Estrada e nosso convidado, Ronei Jorge. Depois de mostrar o que tínhamos preparado no álbum até ali (tendo dele um retorno muito carinhoso sobre o trabalho em curso), escutamos a canção que já chamávamos de “Dava pra Ver”. Combinamos o que faríamos, a parte reservada a cada um de nós, e partimos para a ação.

O que vem à tona é o clima de alegria em juntarmos essas peças da música, esse time. O ambiente descontraído, leve, animado. Ronei, acho que já citei, é dos melhores contadores de histórias. Se nos encontramos, sempre fazemos aquela revisão dos anos passados, lembramos de fatos que vimos em comum, de lugares diferentes, cada qual em sua ótica. Ele sempre conta disso de um modo muito especial, de novo, engraçado, divertido. É um mestre na retórica. Os Trapalhões lhe fizeram muito bem!

Daqui a uns meses, quando estiver escutando o “Aleluia” e passar pela canção “Dava pra Ver”, saiba que aquilo foi feito com muito humor, muito bom humor. Numa sexta-feira de descontração, em que estávamos muito à vontade, felizes, e em que Ronei nos brindou com sua incrível presença, seu talento inconteste e suas histórias ricas e coloridas, que, de tão bem narradas, quase davam pra se ver… Como lá nos 90, no show do Clube Cruz Vermelha, já dava pra ver…

P.S.: Não sei se as pessoas sabem, mas Ronei Jorge tem o mesmo nome que seu pai. Assim, quando ele morava com os pais e alguém ligava pra lá perguntando por ele, ouvia-se: “O pai ou o filho?”. Por isso o título.

Vale também dizer que Ronei Jorge agora está produzindo um trabalho solo, e já tem uma música nova disponível no MySpace dele.

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Passa em Volta – Martin e Eduardo

quarta-feira, 20 abril 2011 - postado por assessoria de imprensa

Eles vestem nossa camisa.
E nós sempre vestimos a deles.
Martin e Eduardo, em “Passa em Volta”.

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19 anos de CASCADURA!

segunda-feira, 18 abril 2011 - postado por fabiocascadura

O tempo é implacável: segue e não para pra ninguém.
Nesse ano de 2011, o CASCADURA conclui a sua segunda década de existência; a partir daqui, será um novo momento…

Não tinha a convicção de chegar a tanto, lá em 1992, quando comecei com o grupo. Éramos, inicialmente, eu, Joe (que foi Tromondo e na época chamávamos de Silvano), Marcos “Paquinho” Oliveira e Marcelo Sarrafi. Exceto pelo primeiro, com quem tive a ideia de montar a banda, perdi o contato com eles… Mas, ao longo do percurso, outros tantos colaboradores vieram, escreveram seus nomes, construíram em conjunto uma obra e tanto dentro do panorama da música da Bahia e, posso dizer, do Brasil.

Somos um grupo que existe pela música e nada mais nos interessa de verdade. Nutrimos os mais diversos desejos no correr desse tempo e muitos objetivos foram alcançados. Poder contar com o apreço de gente que admiramos há muito, nos tornando amigos deles, poder contar com o interesse, o carinho de tantos fãs é um prêmio indelével: temos que agradecer…

Não há como não lembrar de gente como Ricardo “Flash” Alves (guitarrista que, dentre outras coisas, nos trouxe “Rodas nos Asfalto” e “Adeus, Solidão”), Paulinho Oliveira (de “Mesmo Sem Merecer”, meu grande parceiro), seu irmão Ivan Oliveira (tecladista e baixista), Toni Oliveira (que não é irmão dos dois anteriores, mas que conceituou muito do que fizemos nos primeiros 10 anos da história da banda), o inimitável Alex Pochat, Candido Sotto (que teve duas passagens pela banda, sempre deixando sua marca), Martin Mendonça (hoje é só “o Martin” e todo mundo na música sabe de quem se está falando… ele é único!), Jean-Louis Franco (batera do “#1”), Maurício Braga (batera do “Entre!”)… Lá se foram Yuri Bonebreaker, LF, Mauro Tahin… Um monte de gente que fez do CASCADURA um algo mais. Eu deixo aqui minha grande homenagem e meu agradecimento ao que cada um deles imprimiu nessa trajetória. São parte dessa história toda.

Muita gente passou pela banda, subindo aos palcos e tantos outros atuaram “atrás das cortinas”, fazendo o nome circular: Nestor Madrid, que acreditou num disco que queríamos e conduziu-nos aos nossos desejados primeiros registros fonográficos. Edson Rodrigues, o Ed Rey, que tanto tempo nos conduziu e nos fez seguir… Dimitri, Paula Berbert, Ricardo Ferro… Poxa! São muitos! Agradeço à todos.

Hoje, como ontem, eu e Thiago Trad contamos com a colaboração de andré t, Jô Estrada, Dudu Txai. Caras que, faz um tempo, são parte de uma colagem que vai dando forma a um capítulo à parte do CASCADURA. O “Aleluia” vem aí.

Um amigo me perguntou se poderia esperar mais um “grande disco”. Nossos discos são grandes? Pra mim também são… Só respondi a ele que esperava não decepcionar ninguém, não me esforçaria para decepcionar ninguém… Mas o “Aleluia” contará a sua própria história e terá a avaliação de quem quer que o escute.

Chegar aos 19 anos de carreira é uma façanha! Ainda mais no Brasil… na Bahia…
Não cansei e já não vejo a hora de abraçar os 20 anos!
21 de abril de 2011: feliz aniversário para o CASCADURA!

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E VAMOS COMEMORAR!

Para celebrar, nós vamos, em parceria com o Portal Cascadura, sortear 3 kits CASCADURA (DVD Efeito Bogary + CD Bogary + camiseta da banda).

Quem quiser participar, tem que seguir @CascaduraRock e @PortalCascadura no Twitter e dar um RT na seguinte frase: No aniversário do @CascaduraRock, o @PortalCascadura sorteará 3 kits com DVD + CD + Camiseta. http://kingo.to/yPo Dê RT e concorra!

O resultado sai no dia do aniversário da banda, 21 de abril.

Boa sorte!

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#DVDPittynoCirco

segunda-feira, 20 dezembro 2010 - postado por fabiocascadura

Foi uma experiência única! Fazer parte da gravação do novo DVD da amiga Pitty, com toda galera que a acompanha, todos amigos de longa data, foi realmente um prazer enorme.

Os ensaios já traziam a carga emocional daquilo que vivenciaríamos no palco. Sob a direção de Rafael Ramos, que faz a produção musical de toda a obra da Pitty, foi desenvolvida a estrutura da música com a minha participação. Ficou muito legal. As dicas de Rafael foram bastante precisas e todas deram certo.

Não bastando estar com os amigos da banda tradicional (Pitty, Martin, Duda e Joe), ainda conheci o tecladista Bruno Cunha, que passa a excursionar como membro da trupe, e também o grande Hique Gomez, violinista/cantor/performer conhecido por todos por seu projeto Tangos & Tragédias, que já correu o Brasil levando humor e música, e ali também para fazer uma participação no DVD, na canção “Água Contida”.

Iria somente apresentar “Sob o Sol”, parceria minha com a Pitty, gravada nas sessões do álbum Chiaroscuro e que acaba de ser lançada no Lado B de um lindo compacto de vinil preto e branco, que também conta com o sucesso “Me Adora” no Lado A. Mas, lá mesmo, nos ensaios, foi sugerido que tocássemos, em regime de experiência, a música “Senhor das Moscas”, do Bogary. O resultado foi tão bacana que acabaram levando-a para o show também. Não acredito que faça parte do DVD, mas a reação de todos foi tão positiva que já valeu!

A viagem entre São Paulo (onde ensaiamos) e o Rio de Janeiro, onde rolaria o show, no histórico Circo Voador, foi feita de ônibus com boa parte da equipe a bordo. Apesar de toda camaradagem e bom papo que acabou fluindo e da alegria de todos em participar desse projeto, o trajeto não foi nada fácil: é que a saída de São Paulo é realmente movimentada (ainda mais num fim de tarde de sexta-feira) e um engarrafamento nos atrasou em mais de quatro horas. Resultado: só chegamos ao Rio na madrugada do dia do show, quando deveríamos estar lá ainda no começo da noite do dia anterior! Ok…

Ainda cedo, acordei e fui dar um giro pela vizinhança do hotel, que ficava no tradicional bairro da Glória. Já conhecia aquele trecho do Rio e aproveitei somente para caminhar, andar por entre a gente carioca, rever alguns lugares que acho bacanas: Largo do Machado, Catete, Jardim do Museu da República… Na volta, encontrei Duda disposto a um banho de mar antes de ir para o Circo Voador e começar os preparativos para a grande noite. Topei!

Fomos à praia do Leme, eu, Duda e Léo Leone. Demos um mergulho naquelas águas geladas, tão características das praias cariocas. Não demoramos muito: ainda havia muito o que fazer. Fiquei no hotel enquanto, aos grupos, quase todos foram dar sua contribuição à montagem do espetáculo e de toda a estrutura para sua captura em audiovisual. Uma equipe de cinegrafistas (dentre eles o amigo Rafael Kent, aqui de Salvador, além do grande Ricardo Spencer, diretor da empreitada) circulava a caminho do local do show/filmagem enquanto outros da equipe técnica preparavam o som, o cenário (desenvolvido pelo Renan, que já conhecia pela internet por ser fã da Pitty), camarim e tudo mais que envolve a produção de um show.

Acabei chegando ao Circo Voador por volta das 17h30 e tudo já estava praticamente pronto. Aguardei somente que o som fosse acertado e subi para ensaiar minha parte, agora, no palco, com tudo que aconteceria na hora do show. E como não poderia ser diferente, tudo deu muito certo… Aliás, parece que tudo que foi planejado correu como deveria. Isso deu mais confiança a todos e a satisfação estava muito evidente nos sorrisos e cumprimentos entre os envolvidos.

Encontrei com o amigo Fred (Supergalo, ex-Raimundos) que não via há um tempo, acho que desde que ele veio com a Supergalo tocar em Salvador, no Carnaval de 2008, a nosso convite, num trio. Além dele, outras figuras do Rio de Janeiro fizeram questão de levar seu abraço a Pitty e equipe pela realização desse DVD, dentre eles Marcelo D2: muito tranquilo e simpático. Muito legal perceber o carinho que todos têm com o trabalho de Pitty. Não somente com ela, que, por seu carisma, sempre cativa a todos, mas especialmente pelas coisas que ela fala e expõe em suas canções e em sua atitude, levando em uma nova argumentação uma série de temas à discussão por muita gente (jovem) que, sem essa iniciativa, estaria à margem de qualquer oportunidade de debate.

Pouco antes de subir ao palco, no camarim, fui convidado a fazer parte da “roda”: Pitty, Duda, Martin, Joe, Bruno, Hique, Rafael Ramos, eu… nenhuma palavra dita. Um “Hey!” pronunciado por ela e a magia estava feita! Subiram ao palco para uma sequência de canções que, segundo eles, eram “lados B”. Na verdade, as mais de 2 mil pessoas que lá estavam conheciam todas as músicas e participaram de cada uma delas com toda força, toda vontade, toda vibração. Bonito de ver.

Teve um outro momento significativo, ainda no começo, que ficou marcado: enquanto tocavam “Desconstruindo Amélia”, a banda via um monte de garotas, nos ombros de amigos(as), ficarem somente de sutiã! Algumas tentaram até ir além, mas não rolou…

A participação de Hique Gomez foi fantástica. Além de grande musicista, ele também é um cara ligado às performances teatrais e trouxe ao show um toque muito especial: sendo um tango, ele e Pitty acabaram arriscando uns passos durante a música “Água Contida”.

Depois da primeira metade da apresentação, chegou o momento da minha participação. Foi muito emocionante entrar no palco do Circo Voador (onde só havia pisado uma vez, num show com Cascadura e Cachorro Grande) e partilhar essa canção. A resposta da galera não poderia ter sido mais bacana: muito carinhosos, todos! Para a surpresa da assistência, ainda emendamos “Senhor das Moscas” que, aí para a minha surpresa, muitos conheciam.

Já na coxia, após o término, fomos convidados a repetir a performance a pedido de Ricardo Spencer, e Rafael foi muito enfático: “Olha, gente… Ficou ótimo! A performance e a interpretação estão prontas. Mas o pessoal da captura de vídeo (Spencer) pediu para repetir porque faltou filmar alguma coisa. Pode ser?” Não é algo que seja muito confortável… Pitty muito sensivelmente me perguntou se tudo bem pra mim e eu disse que “sim”… Lá vamos nós outra vez.

Eles voltaram como num bis, mandaram uma para reaquecer e então viria mais uma versão de “Sob o Sol”: Pitty canta a primeira estrofe, eu entro no refrão e… alguma coisa acontece no meu coração e nós dois erramos os nossos trechos da letra e essa nova tentativa ficou na tentativa mesmo… Pena! Fiquei pensando se aquilo comprometeria o resultado final.

Logo todos estavam confraternizando numa festa improvisada no camarim. Todos celebrando o êxito na realização desse projeto. Ao final, chamei Spencer e ele disse: “Cara a sua participação arrepiou! Ficou muito bom! As vozes de vocês dois… Blá, blá, blá…”. Aí, eu falei: “Legal, man… pena que não capturou direito, né? Foram poucas tomadas?”. Ele respondeu meio espantado: “Oxe… capturamos direito, sim! Filmamos tudo! Peguei todos os closes que imaginei…”. E eu: “Ô?! E por que você pediu para refazermos a minha parte?!”. Aí, ele arremessou: “Foi tão bonito que eu queria ver de novo!…”

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Fábio Cascadura participa do novo DVD de Pitty

sábado, 11 dezembro 2010 - postado por assessoria de imprensa

Cantor faz dueto com a conterrânea na música “Sob o Sol”, em gravação ao vivo que acontece em 18 de dezembro no Circo Voador (RJ)

Lançado em 2009, o disco “Chiaroscuro”, de Pitty, depois de ter gerado o DVD “Chiaroscope”, com o making of das gravações, agora vai render um registro ao vivo. O show a ser realizado no próximo dia 18 de dezembro (sábado), no Circo Voador, no Rio de Janeiro, pretende ecoar o conteúdo deste álbum que é um marco na carreira da cantora. Neste momento especial, Fábio Cascadura, líder da banda baiana Cascadura, estará presente: ele vai cantar com Pitty a canção “Sob o Sol”, uma composição feita pela própria dupla.

Parte do DVD “Chiaroscope” e do compacto de “Me Adora”, que será vendido exclusivamente no dia do show no Circo, em vinil de cor especial (variações de preto e branco), “Sob o Sol” é a primeira criação em conjunto dos amigos – uma realização que concretiza o encontro de dois dos mais importantes nomes do rock da Bahia.

Além de Fábio Cascadura e da banda oficial (o guitarrista Martin, o baixista Joe e o baterista Duda), o novo DVD vai contar com a participação do tecladista Brunno Cunha (Caixa Preta) e de Hique Gomez (Tangos e Tragédias), que toca violino em “Água Contida”. Segundo Pitty, este será um trabalho “mais roots, diferente do anterior, com uma pegada mais direta, inclusive privilegiando lados B da minha carreira”, explica.

“Sob o Sol” – Na casa de Pitty, Fábio Cascadura cozinhou um caruru para um jantar de festa – e foi lá que, entre um assunto e outro, surgiu a conversa de escreverem juntos. “Pitty é minha amiga há bastante tempo, mas nunca havíamos cogitado a possibilidade de fazer uma canção juntos”, conta Fábio, também em referência ao fato de que, além de terem compartilhado a cena musical baiana na década de 1990 e de terem dado seguimento sólido ao rock local, os músicos que integram as duas bandas (a de Pitty e o Cascadura) têm histórias costuradas: Thiago Trad, baterista do Cascadura, tocou com Pitty no Inkoma; e Martin Mendonça, Joe e Duda Machado já passaram pelo Cascadura.

“Naquela noite, conversamos sobre Salvador, suas possibilidades, reais alegrias e mazelas… Aí, ali mesmo, ao redor da mesa, nos propusemos, quase que simultaneamente, a escrever algo falando disso”, lembra Fábio. Alguns meses depois, a ideia foi posta em prática e eles fizeram um rock misturado com bolero. “Criei o riff a partir do desejo de compor um bolero mesmo. Virou um rock com embalo ‘abolerado’. Ou seria um bolero pesado?”, ele tenta definir.

Na letra, a capital da Bahia, tão bem conhecida por ambos, se apresenta em suas riquezas e tristezas – sobretudo na relação de descaso que há para com ela e a desfaçatez de quem deveria ter o compromisso de torná-la uma cidade mais justa para os que aqui vivem. Fábio resume: “Salvador definha a olhos vistos, sem que nem mesmo nós, soteropolitanos, tomemos a frente para colocá-la numa condição menos indigna… Ao menos para que ela não fique tão só”.

“Sob o Sol” foi gravada nas sessões do álbum “Chiaroscuro”. Não entrou no disco, mas apareceu no DVD “Chiaroscope”, chegando ao público e aos shows da turnê de Pitty. Foi esse público que tornou a canção relevante de fato. “Agora, toda essa trajetória vem desaguar na minha participação na gravação do DVD, o que é uma honra para mim. Há da minha parte uma alegria enorme pela canção ter chegado a esse destaque. E, antes de mais nada, esta será uma celebração ao lado de grandes e bons amigos”, conclui Fábio.

SERVIÇO
SHOW: PITTY – GRAVAÇÃO DO DVD
Quando:
18 de dezembro (sábado), 21 horas
Onde: Circo Voador (Rua dos Arcos, S/N, Lapa – Rio de Janeiro/RJ)
Quanto: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia)
Vendas: www.ingresso.com

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