A Volta do Private Hell’s Club

segunda-feira, 13 maio 2013 - postado por fabiocascadura

O CASCADURA volta aos palcos de Salvador com um dos seus projetos de maior sucesso: CASCADURA. A festa terá lugar no Dubliners Irish Pub (Praia da Paciência, 255 – Rio Vermelho), dia 18.05 (sábado), a partir das 23 horas.

Esse é um evento que marcou não só a carreira da banda, mas também o cenário rock soteropolitano: durante a divulgação do álbum Bogary, entre 2008 e 2009, a banda se apresentou em uma temporada semanal num bar no bairro da Barra. Eram noites concorridas, onde os amantes do estilo podiam encontrar a banda apresentando todo o repertório de sua longa e conceituada trajetória num clima de “inferninho rock’n roll”.

Eram noites divertidas! Lembro de muita gente que começou a frequentar os shows do CASCADURA ali… A moçada comparecia em peso pra curtir, se encontrar… Foi importante porque nos aproximou ainda mais das pessoas. O Private Hell’s é um dos projetos que mais me entusiasmam e acho que surte um efeito positivo em todo mundo que nos acompanha.” – comentou o vocalista Fábio Cascadura.

O momento para a volta deste projeto não poderia ser mais apropriado: em fase de divulgação de seu mais recente disco, o álbum duplo “Aleluia”, a banda segue recebendo reconhecimento pela obra e mais motivada a reafirmar sua identidade roqueira com um disco tão plural e representativo, fato recentemente retificado publicamente por Caetano Veloso: “É um disco de responsa, que todos os amantes de rock deveriam ouvir”, afirmou sobre o “Aleluia” na sua coluna para o jornal O Globo, em 10.02.2013 . Veloso, aliás, fez questão de ir ao mais recente show da banda para levar seu abraço.

Nesta nova edição, o endereço mudará da Barra para o Rio Vermelho e o local escolhido foi o Dubliners Irish Pub, já tradicional ponto de encontro do rock da cidade, localizado na Praia da Paciência, 255 – Rio Vermelho. Nada mais apropriado para uma esta que tem como conceito relacionado à cultura rock’n roll. Os 100 primeiros expectadores a comprar o ingresso na porta do evento ganharão de brinde um exemplar original do célebre CD Bogary!

Festa CASCADURA Private Hell’s Club
Local: Dubliners Irish Pub (Praia da Paciência, 255 – Rio Vermelho)
Data: 18.05 (sábado)
Horário: 23h
Ingresso: R$ 15 (preço único)
Info: 71 9957-4653 / 9925-6263

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Aleluia é indicado à mais um prêmio: Dynamite 2013!

segunda-feira, 13 maio 2013 - postado por fabiocascadura

Mais uma indicação á prêmio de melhores da música brasileira veio para dar ainda mais destaque ao Aleluia.
Dessa vez foi o Prêmio Dynamite 2013, que com 10 anos de existência dá destaque aos principais lançamentos de artistas independentes no Brasil. O mesmo é uma realização do site Revista Dynamite.

Curiosamente, neste prêmio, o disco foi classificado na categoria Melhor Álbum POP! O que nos trás uma certa surpresa e ao mesmo tempo uma alegria: o CASCADURA sempre foi identificado como uma banda de rock e como tal, sempre esteve indicado às categorias relacionadas ao estilo, ver o Aleluia indicado numa categoria como “pop” é mostra da amplitude estética à qual a banda se propôs ao realiza-lo.

Agora, você que admira e curte o som do CASCADURA, pode ir no link e votar no Aleluia para Melhor Álbum POP, no Prêmio Dynamite 2013!

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Efeito Bogary na integra no Youtube

sexta-feira, 01 março 2013 - postado por fabiocascadura

Documentário pioneiro no rock baiano agora disponível na plataforma de audiovisual da internet

Em 2009 o CASCADURA lançou o DVD Efeito Bogary, contendo um documentário de mesmo nome que narrava a trajetória de construção, lançamento e divulgação do emblemático álbum Bogary (2006). Ainda é possível encontrar no DVD Extras contendo demos, clipes e outras curiosidades relacionadas ao “disco do galo”.

Agora é possível ver livremente o documentário, que foi dirigido por Renato Gaiarsa e Rodrigo Luna pelo Youtube. Nele todos encontraram a história do Bogary sendo contada por depoimentos dos membros da banda, do produtor andré t e de gente como Pitty, Ronei Jorge, Rodrigo Lima (Deadfish), Nando Reis e Lobão, Luiz Cesar Pimental, Felipe Machado (Viper), Ricardo Cruz, Luciano Mattos, dentre outros.

O doc tem a duração de 56 minutos e foi o primeiro lançamento comercial de um DVD por uma banda independente baiana.

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Cascadura no Studio62

quinta-feira, 28 fevereiro 2013 - postado por fabiocascadura

De passagem por São Paulo, a banda aproveitou para participar do projeto pessoal de fotógrafo baiano radicado na capital paulista

A sala de um apartamento no Centro de São Paulo serve de estúdio. O numero do imóvel é 62 de uma rua transversal a famosa R. Augusta. Ali mora e trabalha o fotografo Rafael Kent e é lá que ele realiza um projeto que vem ganhando cada vez mais atenção na internet: o Studio 62. Por ele já passaram nomes como a cantora Ana Cañas, o cantor Max de Castro, o compositor Ivo Mozart e o líder do grupo Exaltasamba, Péricles. Logo virão participações de Negra Li e outros.

Essa semana foi ao ar pela página oficial do projeto no Facebook a performance do CASCADURA. Com a passagem da banda por São Paulo para cumprir agenda de shows e divulgação do novo CD, “Aleluia”, Kent resolveu convida-los.

Numa formação reduzida, sob o apoio de um violão e um mini-kit de bateria, Fábio Cascadura e Thiago Trad apresentaram três canções: duas de seu repertório autoral – “Juntos somos nós”, do Bogary (2006) e “Soteropolitana”, do recém-lançado “Aleluia” – e ainda um cover. As músicas foram sendo sugeridas na hora da gravação e por motivos óbvios “Soteropolitana” foi incluída, afinal, é o tema do mais novo vídeo clipe da banda. Já “Juntos somos nós”, acabou sendo incluída casualmente e o próprio mentor do projeto, Rafael Kent, na página oficial do projeto, depõe sobre esta música e sua relação com o grupo baiano: “O CASCADURA foi uma das bandas que mais ouvi nos primeiros anos em São Paulo, tempos MUITO difíceis, exclusivamente pela solidão e pela mudança repentina de casa, de ambiente e de referências. Naquela época estava saindo do “Vivendo em grande estilo” ,que quase furou o disco de tanto ouvir, e ia todos os dias nas bancas saber quando que o álbum novo, o grande Bogary, iria ser lançado (na época, na revista OUTRA COISA), perdi as contas de quantos nãos eu recebi do jornaleiro até que um dia ele tinha chegado. Foram músicas que me acompanharam por todo esse período, que me faziam me sentir mais perto de casa (ou ex-casa como preferir) e supriam a minha saudade natural na época…”.

Kent nasceu no Rio de Janeiro, mas é baiano desde os 4 anos de idade. Em 2004, se mudou para Sampa. Depois de muita busca, se descobriu fotografo e trabalhou com nomes como Nação Zumbi, Seu Jorge, Fresno, Vivendo do Ócio e outros. Atua na publicidade e dirigindo clipes de artistas brasileiros e de outros países. Vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de audiovisual voltado para a música e certamente é dos nomes mais promissores dessa área no Brasil.

Veja aqui como ficou a versão para “Juntos Somos Nós”:

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Turnê #AleluiaCASCADURA em São Paulo e Florianópolis

terça-feira, 19 fevereiro 2013 - postado por fabiocascadura

Cascadura segue apresentando o show do novo álbum no sul/sudeste do Brasil

Em mais uma etapa na trajetória de divulgação do álbum Aleluia, o CASCADURA retorna à capital paulista, onde se apresentará no Studio SP (R. Augusta), dia 22.02 (sexta). Na sequência, dia 23.02 (sábado), toca pela primeira vez em Florianópolis/ SC, no Green Park (Estrada da Joaquina).

Essas apresentações fazem parte da programação do projeto Intercenas Musicais, da Maquinário Produções (Salvador/BA), que tem levado artistas locais a circular em diversas cidades da Bahia e capitais outros estados. Através dessa iniciativa, o CASCADURA já passou por Itabuna, Feira de Santana e Juazeiro e agora parte para levar o show #AleluiaCASCADURA às cidades do sul/sudeste do Brasil.

Em cada noite a banda terá a oportunidade de mostrar o repertório do novo disco no palco que contará também com os elogiados shows de Curumim e Lucas Santanna, em São Paulo. Em Florianópolis, haverá também apresentação do grupo Abayomi.

O álbum Aleluia foi lançado no final de 2012 e vem sendo apontado como um dos melhores lançamentos desta temporada, tendo recentemente recebido o clipe da canção “Soteropolitana”, dirigido pelo baterista Thiago Trad e que, seguindo a orientação do disco, mostra em imagens e som traços do cotidiano da Cidade do Salvador. Totalmente filmado no bairro do Engenho Velho de Brotas, na capital baiana, é também uma homenagem ao fotografo e etnógrafo Pierre Fatumbi Verger. Esta música foi eleita pela Revista Rolling Stone Brasil como uma das 25 Melhores Músicas de 2012.

As apresentações começarão às 22 horas e os ingressos custarão R$ 17 (promocional) e R$ 30 em São Paulo e R$ 20 e R$ 10 (Meia) em Florianópolis.

Serviço:

#Aleluia CASCADURA no INTERCENAS MUSICAIS
São Paulo/SP – CASCADURA, Curumim e Lucas Santanna
Local: Studio SP (R. Augusta)
Data 22.02 (sexta)
Horário: 22 horas
Ingressos: R$ 17 (promocional) e R$ 30

Florianópolis/SC – CASCADURA, Lucas Santanna e Abyomi
Local: Green Park (Estrada da Joaquina)
Data: 23.02 (sábado)
Horário: 22 horas
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (Meia)

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CASCADURA + Velotroz, no Pelô!

quarta-feira, 26 setembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

Dia 28.09 (sexta), vamos apresentar o nosso novo show, que já começa a rodar o Brasil dentro da Turnê #AleluiaCASCADURA, no Largo Tereza Batista (Pelourinho). Será a primeira oportunidade para os soteropolitanos apreciarem as muitas novidades que já foram apresentadas em Vitória da Conquista, Camaçari, Brasília/DF e São Paulo/SP. Vamos lá, Salvador!

A apresentação terá, como lastro central, parte do repertório do disco Aleluia, recentemente indicado como Melhor Disco no VMB 2012 (MTV Brasil) e que tem como tema a própria Cidade da Bahia. Assim, simbolicamente, será o primeiro encontro entre a banda, a obra e sua inspiração! Além disso, será a estréia em palco do novo parceiro do grupo: o percussionista Nielton Marinho, que veio para dar maior fidelidade aos elaborados arranjos do Aleluia, onde a já notória veia roqueira da banda se justapõe às possibilidades ritmicas da terra.

Ainda, além de canções do novo álbum (duplo), o CASCADURA também executará algumas das mais conhecidas músicas que lançou ao longo de sua carreira, já que neste ano a banda completa duas décadas em atividade. Será ao mesmo tempo, uma celebração à sua carreira e uma exposição de sua nova abordagem.

Mas, a noite ainda contará com a presença marcante da banda Velotroz, uma das mais interessantes da nova safra da música feita na Bahia. Performáticos e poéticos, eles celebram em apresentações elétricas o melhor da música, conjugando rock, MPB, psicodelía, tropicalismo… Ano passado, venceram o festival Desafio das Bandas, promovido pelo Grupo A Tarde e estão em processo de preparação do seu primeiro disco. A dobradinha já foi um grande sucesso, quando às duas bandas se juntaram no mesmo Largo Tereza Batista, numa das quatro apresentações do Projeto Sanguinho Novo, em 2011!

Mas, entre essas atrações, o som ficará a cargo da DJ Carol Morena, já conhecida da noite soteropolitana com seu set infalível, tocando em festa concorridas da city, como A Bolha.

Enfim, você tem muitos motivos para não perder essa festa. É chegar cedinho, pois os portões abrem às 20h e os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente nas Lojas Foxtrot (Piedade, Shopping Salvador Norte e Shopping Bela Vista): R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Assista o convite para esta noite incrível!

Serviço:
Show: CASCADURA + Velotroz (part. DJ Carol Morena)
Onde: Largo Tereza Batista (Pelourinho)
Quando: 28 de setembro (sexta)
Hora: 20h (abertura dos portões)
Preço: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Vendas antecipadas nas Lojas Foxtrot (Piedade, Salvador Norte Shopping e Shopping Bela Vista)
Contato: 71 8167 7885

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Com novo show, CASCADURA retorna ao Porão do Rock

quarta-feira, 12 setembro 2012 - postado por fabiocascadura

Como parte da Turnê #AleluiaCASCADURA, que já segue rodando algumas cidades do Brasil, o CASCADURA fez uma memorável apresentação no Festival Porão do Rock, no último dia 08, em Brasília/DF. Foi a segunda noite de shows que teve além deles os americanos do Kyuss Lives!, o Sepultura, Viper e os conterrâneos Vivendo do Ócio.

Aliás, o cantor Jajá Cardoso, da VDO, participou do show do CASCADURA cantando “O Delator”, música que interpreta em dueto com Fábio Cascadura no álbum Aleluia.

Dentre tantos momentos emocionantes da apresentação, ficou marcada a estreia nacional do novo parceiro de palco do grupo: Nielton Nascimento, percussionista convidado a estar com a banda para dar ao novo show o requinte e a vibração dos arranjos contidos no disco. O resultado parece ter sido aprovado pelas mais de 10 mil pessoas presentes no Complexo de Ginásios Nilson Nelson, onde aconteceu o evento.

“Foi uma experiência sensacional retornar ao Porão. Ficamos felizes em rever a galera de Barsília e ela nos recebeu muito bem, cantaram conosco, muito carinho entre todos. Foi emocionante. Além disso a estrutura estava bem legal. Queremos voltar o quanto antes…”, comentou Fábio Cascadura.
O Porão do Rock é um dos mais representativos festivais do Brasil,e sta foi a sua 15ª edição e a segunda da qual o CASCADURA participa. A 1ª foi em 2005.

Abaixo um texto reproduzido a partir do site do próprio festival comentando a performance do CASCADURA no PDR 2012 e a reação do público que lá estava.

Valeu, Brasília! Valeu, Porão!

“Vinte anos de carreira não é pra qualquer bandinha de garagem. Os baianos do Cascadura, ícones do rock baiano e referência nacional, sabem bem como fazer música boa e influenciar uma geração de músicos, tais como a Pitty e Vivendo do Ócio. A sonoridade da banda consegue transformar poesia em rock’n'roll, mantendo riffs de guitarra enérgicos e batidas potentes. Fábio Cascadura, com sua performance arrebatadora, chama a galera para curtir e celebrar a música brasileira, arrancando gritos de ode dos fãs mais incondicionais.

O trabalho apresentado no PDR Festival é baseado no mais novo disco, Aleluia, disponível para download gratuito no site oficial da banda. Alguns hits bem conhecidos também fizeram parte do set list, tais como “Mulher de Roxo” e “Queda Livre”. Uma participação mais que especial foi a de Jajá Cardoso, vocalista do Vivendo do Ócio, na música “O Delator”.
“Crueldade existe em todo o lugar, mas aqui se propaga o amor e o rock’n'roll!”, avisou Fábio Cascadura, num momento de inspiração. Na música “Não posso julgar ninguém” a banda assistiu a plateia cantar junto.

Por Adriana Cruxen”

Link para postagem original do texto acima

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Discursos do rock and roll

quarta-feira, 13 julho 2011 - postado por fabiocascadura

Li este texto que segue abaixo no blog da minha amiga Paula Berbert. De tão bem escrito, sensato e pertinente, resolvi divulgá-lo com mais afinco e pedi permissão a ela para replicá-lo aqui.

É uma excelente reflexão sobre Salvador, a Bahia, a música, o rock e as diversas gerações que transitam nesse contexto todo. Com cuidado e respeito, Paula trata de uma série de questões que creio relevantes e nos traz uma luz bacana… Porque, como disse Ronei Jorge, precisamos sair da caverna…

Boa leitura!

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O Dia Mundial do Rock está chegando.
As entrevistas e perguntas de como é fazer rock em Salvador também.
Esta é minha homenagem ao momento em que a mídia baiana nos dá mais esmola.

Depois da cerimônia de entrega de troféus da 2ª edição do Prêmio Bahia de Todos os Rocks, em novembro passado, cujo palco reproduzia algo similar a um ambiente de furna, Ronei Jorge, entre os diversos e merecidos elogios feitos ao evento, comentou algo assim: “Eu mexeria no cenário. Precisamos sair da caverna”.

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Recentemente, uma aluna do curso de jornalismo da Universidade Federal da Bahia solicitou uma entrevista com o Cascadura – no caso, Fábio Cascadura e eu – para integrar a grande reportagem que iria fazer como Trabalho de Conclusão de Curso. O tema: a relação das bandas underground de rock de Salvador com redes e mídias sociais, comparando as estratégias de divulgação na década de 1990 com as de hoje, com o uso da internet.

O pedido, por e-mail, era evidentemente lúcido, respaldado, bem escrito, seguro. Inclusive, ela indicou uma lista de outras pessoas a quem também entrevistaria – lista que demonstrava que ela estava sabendo muito bem quem podia dar depoimentos importantes sobre a pauta. Messias Bandeira e Ednilson Sacramento, por exemplo. Uma proposta bacana, de onde deve sair (ou já ter saído) boa coisa.

Eu e Fábio nos disponibilizamos prontamente – mas, em minha resposta afirmativa, eu me intrometi e falei de um ponto primário do trabalho dela: que a definição “bandas underground” tem em si uma carga preconceituosa delicada. Disse que achava que partir do princípio de que estaria falando de “undergrounds” já tendenciaria o desenvolvimento da pesquisa para uma avaliação “menor”. Esta não deveria ser uma definição a priori, creio eu. Pedi que ela reavaliasse o rótulo, especialmente por se tratar de um projeto de comunicação – e, ainda que haja uma definição formal e acadêmica para “underground” que não tenha este caráter, fato é que a representação social desta expressão é negativa. Não se pode escapar do senso comum quando a pauta está na comunicação. Não se pode descuidar do discurso num caso assim. Eu justamente questionaria o termo referido pelas fontes. Por que underground? Precisamos deixar de ser subterrâneos.

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Fico feliz de ver a música independente ser pautada na Academia. Tem sido frequente. Vira e mexe, me aparece um trabalho centrado em temas relacionados a isso. Sempre na área de comunicação. Me parece ótimo que estejam discutindo. Que proponham entender como funciona esta engrenagem, que problematizem. Tenho impressão de que se forem formados comunicólogos com visão menos folclorizada do que é “fazer rock na Bahia” poderemos esperar uma atuação mais competente dos profissionais em relação à diversidade das mais diversas linguagens artísticas.

Também recentemente, alunos de jornalismo da Faculdade Social me enviaram umas questões para uma matéria. As perguntas todas giravam em torno das mazelas. Por exemplo, algo assim: “Quais as maiores dificuldades das bandas do cenário alternativo? Como assessora de imprensa destas bandas, quais as suas principais dificuldades?”.

E eu respondi que a produção artística é uma atividade que, como todas as outras, tem suas dificuldades. E as dificuldades são diversas, não localizadas em um ponto específico. E isto não tem a ver só com as bandas independentes, mas com um contexto social como um todo. Assim como é difícil abrir uma empresa e fazê-la tomar seu espaço no mercado, é também difícil engatar uma carreira na música. E no teatro. E na dança. E no circo. E nas artes visuais. E no cinema. Enfim. Não é privilégio nosso. Acho que insistir no discurso de “como é difícil!” é complicado. Não são só os roqueiros baianos que têm desafios na vida. Precisamos abandonar nosso complexo de vira-lata.

Também disse que, aliás, estas próprias questões poderiam ser por mim apresentadas como uma das principais dificuldades que encontro como assessora de imprensa de bandas independentes: este tratamento de que se trata de um trabalho exótico, heróico, inusitado. A grande mídia não consegue fazer uma entrevista com uma banda de rock aqui sem perguntar “como é fazer rock na Bahia?”, como se isto fosse impressionante, uma escolha desconexa, rebelde, improvisada, desajustada. Não é: é um trabalho sério, executado por pessoas competentes, respeitado pela crítica nacional e por um público crescente. Espero que um dia a grande mídia deixe de reforçar certos estereótipos e ignorar determinadas produções. Espero um dia ver um personagem de novela que goste de rock não estar sempre usando roupa preta e sendo a figura esquisita do folhetim. Espero não ver mais o Fantástico fazer uma matéria de roqueiros (devidamente excêntricos) versus pagodeiros (devidamente felizes) – e chamando Nando Reis, uma das fontes entrevistadas, de ex-roqueiro (ele não é mais mau, não canta mais Bichos Escrotos, é ex-roqueiro, óbvio). Este estranhamento sem reflexão devida é um desserviço.

É claro que sei que a Bahia tem suas limitações para todas as expressões de arte e para todos os estilos de música. E que é também um estado que por muitos anos investiu na consagração de uma monocultura musical, relacionada ao sistema do Axé, e que isto se reflete na dimensão do espaço midiático e na possibilidade de atingir públicos mais diversos. Mas também acho que tudo isto, no entanto, tem, a olhos vistos, sido paulatinamente superado por ações de fomento à diversidade cultural e, especialmente, pelo trabalho incessante de artistas comprometidos com a arte que produzem.

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Mês passado, participei de uma banca avaliadora de um Trabalho de Conclusão de Curso que se propunha a realizar uma grande reportagem sobre a música independente da cidade: um trabalho de pesquisa visivelmente exaustiva, que, com certeza, arrancou muito suor de suas autoras. Teria sido excelente se não fosse um detalhe: a delimitação do tema. “Música independente de Salvador”, na prática, virou “rock consumido pela classe média jovem frequentadora do Rio Vermelho”. Sim: elas indicaram que iriam falar da música independente da cidade e ignoraram as periferias, os outros universos soteropolitanos, o arrocha, o samba, o rap, o heavy metal… Música independente é um conceito grande demais. Salvador é um espaço enorme (e até o Rio Vermelho também: todo mundo já viu os sambões que acontecem em Dinha? O chorinho do São Jorge? Os shows de MPB e bossa nova que rolam no Sesi? E o que está dentro do Twist, da Padaria, do Salvador Dali?). A ambição de abarcar toda a realidade deste tema só poderia ter sido frustrada.

É óbvio que demarcar um estilo musical, um espaço geográfico e um público seria não apenas mais eficiente, como também recomendável – claro, pesquisas precisam de focos bem definidos. Não haveria mal nenhum em adentrar só neste cenário se esta tivesse sido uma escolha consciente, ponderada, descrita, justificada. O problema era achar que retratar a história de 20 e poucas bandas do rock riovermelhense era dar conta da proposta.

Também é comum rotularem este pedaço da cidade e da produção musical soteropolitana como a representação do “cenário alternativo”. Alternativo a quê? Para quem? No meu entendimento, há duas variáveis bastante relevantes no uso desta expressão. Vejamos:

1) Dizer-se “alternativo” é se colocar num lugar menor. Há uma via principal e há a alternativa? Não corroboraria isso. Até porque, considerando que assim seja, não haveria uma alternativa, e sim várias. O rock, sozinho, não é cena alternativa de um lugar.

2) Dizer-se “alternativo” é se colocar num lugar maior. É dar-se um título de poder indevido, pretensioso, que conota uma ideia de caminho da salvação. “Somos a alternativa” soa como “somos diferenciados”: vocês, do mainstream – pobres mortais alienados –, lá; nós, alternativos – espertos conhecedores do mundo –, cá.

À pergunta final de um dos trabalhos acadêmicos citados, “Como você define o público axé e o público rock?”, eu respondi: “Nego-me aos estereótipos. Há gente de todo tipo nestes dois públicos, e há muita gente que faz parte de ambos. Não reforçamos as secções”. É caduca esta conduta. Caduca e pedante. Não há público melhor ou pior; não há mérito ou alienação intrínseca a público algum. Precisamos parar de nos sentir diferentes – no bom ou no mau sentido – e querer dar prateleiras pra todas as coisas da vida.

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Estou ficando velha e chata, não tenho mais a mesma paciência de estar em ambientes com pessoas de quem eu quase poderia ser mãe, serelepes na descoberta do mundo e das noitadas roqueiras de classe média. Talvez por isso mesmo – por estar velha e chata –, não tenho gosto pela maioria dos trabalhos da chamada “nova geração” do rock de Salvador. (Lembremos que a música independente e até mesmo o rock da capital baiana estão bem além dos shows do Rio Vermelho e da Barra. A nova cena destes bairros não é uma nova cena da cidade.) Não que sejam ruins. Não tenho nenhum superpoder atômico que me dê o direito de dizer o que é bom, o que não é. Mas eles não “falam” comigo. É, de fato, um processo protagonizado e consumido por gente mais jovem, que está chegando nos palcos e nas plateias para ocupar seus merecidos espaços. A fila anda.

Me vale dizer, porém, que respeito o que esta galera anda fazendo: o mérito da união de forças, da programação superativa, dos eventos promovidos, do público por eles conquistado, do profissionalismo. Estão fazendo barulho, chamando atenção, aparecendo na mídia, formando novos técnicos (as bandas estão criando equipes de trabalho de verdade), produzindo o tempo todo. E tudo isto, até onde sei, é novidade: sair do limbo da reclamação, de que na Bahia não tem isso e aquilo, para a ação; interromper o discurso de que, no dito limitado espaço existente, é impossível concorrer com “os grandes”; ignorar as perseguições e encarar com dignidade as patrulhas. Sem medo de errar, de amadurecer, de construir uma história. Fazendo mais que falando. Precisamos aplaudir o que é de merecimento, reconhecer o novo e ver isso se refletir nos discursos sociais e midiáticos.

Bora nessa.

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“Aleluia! em gestação: obra quer dialogar com a cidade”

terça-feira, 08 fevereiro 2011 - postado por assessoria de imprensa

Este é o texto na íntegra da matéria “Aleluia! em gestação: obra quer dialogar com a cidade”, assinada pelo jornalista Chico Castro Jr., publicada na edição de hoje, 8 de fevereiro de 2011, do jornal A Tarde (Caderno 2+, página 4).

Não importa quantas presepadas e onomatopeias infantis ainda sejam inventadas daqui até o Carnaval: o verão de 2011 ainda será lembrado como o momento em que o “ensaio” de uma banda do rock local concorreu de igual para igual com os dos artistas do mainstream. No mês de janeiro, as quatro datas da temporada 2011 do projeto Sanguinho Novo, do Cascadura, tiveram excesso de público.

No último domingo do projeto, no dia 30, milhares de pessoas compareceram ao Pelourinho. Claro, depois que entraram 1,2 mil, lotação oficial do Largo Teresa Batista, os portões foram fechados e a multidão que não entrou, foi para casa, com fome de Cascadura.

“Foi muito legal ver toda aquela mobilização em torno de bandas que supostamente não têm público”, observa Fábio Cascadura. “Deu muito mais gente do que imaginávamos. O que acontece é que existe uma orientação cultural em Salvador de que o rock não tem público, que é a ‘terra do axé’. Aí, o que aconteceu? A própria grande mídia, que tá assim de gente ‘do rock’, não foi lá cobrir. Só o jornal A TARDE e a TVE”, constata.

Estereótipo do “baiano feliz”
Passado o furacão de quatro domingos no Pelourinho, a banda volta a se concentrar no estúdio t para concluir as gravações do 5º álbum de carreira, Aleluia!.

É um projeto ambicioso. Será um álbum duplo, com cerca de 30 faixas, muita percussão de terreiro de candomblé (Fábio é devoto) e participações muito especiais: Pitty, Jajá (Vivendo do Ócio), Orkestra Rumpilezz, Siba (rabequeiro, ex-Mestre Ambrósio) e Gabi Guedes (mestre de percussão, tocou dez anos com Jimmy Cliff, entre outros).

Na quinta-feira passada, a banda e seus produtores (e membros honorários) andré t. e Jô Estrada receberam A TARDE no estúdio, para proceder às gravações do dia e também mostrar um pequeno preview do que vem por aí no álbum Aleluia!.

“O disco gira em torno de Salvador”, diz Fábio. Se o último disco, Bogary (2006) foi criado com um olhar um pouco mais distante, durante um período que a banda passou em São Paulo, neste, o processo foi inverso. “Você está aqui, curtindo a praia, mas também sentindo o cheiro de mijo”, avisa.

A ideia é que o disco seja uma espécie de documento, uma tradução do momento (tétrico, diga-se de passagem) por que passa esta cidade: “Salvador está precisando urgentemente de uma virada histórica. É uma cidade de 500 anos que ainda mantém hábitos medievais. Você tem os senhores feudais encastelados, o populacho e lixo, muito lixo nas ruas”, vê.

“Se você pegar aqueles livros de Jorge Amado escritos nos anos 1930, 40, você percebe que os problemas de Salvador que ele aponta estão a mesma coisa, senão pior”, acrescenta o guitarrista e co-produtor Jô.

Uma coisa parece bem clara: a banda (e não só eles) está de saco cheio do estereótipo do “baiano feliz”. “As pessoas aqui se contentam com migalhas”, opina Thiago Trad, bateria.

“A gente não vende fitinha do Senhor do Bonfim”, acrescenta Jô. Já Fábio acha que é hora de “questionar qual é o papel do artista neste momento. Essa coisa de reis, rainhas, gênios. Todo mundo é gênio aqui? Mas para que serve isso? Qual o benefício que isso traz para a cidade? Qual o benefício que esse modelo de Carnaval trouxe”?, questiona.

Stones da Cidade Baixa: disco tem som de concepção bem ambiciosa
Em termos sonoros, pelo que foi mostrado na audição exclusiva para A TARDE, o quinto álbum do Cascadura deverá ter uma das concepções mais ousadas dos últimos tempos em termos de fusão sonora na música popular brasileira.

Imagine que Mick Jagger e Keith Richards são baianos e nasceram na Cidade Baixa. Agora, imagine que, formados os Rolling Stones soteropolitanos, eles estão no estúdio, ensaiando seu rock‘n’roll encharcado de rhythm‘n’blues.

Ao fundo, ouve-se a percussão pesada e cheia de espiritualidade de um terreiro de candomblé ali perto.

Surpreendentemente, as duas instâncias sonoras (a banda de R&B e a percussão afrobaiana) se entrelaçam em perfeita harmonia. É como se uma luz se acendesse, e de repente, esses elementos começassem a fazer total sentido juntos.

Pé no primeiro disco
“Algumas músicas têm um pé lá no primeiro disco (Dr. Cascadura, 1995). Aquela coisa meio Stones, só que, agora, misturada com essa percussão que a gente quer mostrar”, descreve Thiago Trad.

Claro, rock com percussão existe não é de hoje. Do guitarrista Santana, passando por Barão Vermelho à Nação Zumbi, existem muitos exemplos. O negócio é ver como o Cascadura fez sua própria versão do estilo.

Faixa com Orkestra Rumpilezz ganha riff de guitarra e deixa Letieres Leite feliz
Em uma das faixas, To Your Head, ouve-se um majestoso arranjo de sopros e percussão: é a Orkestra Rumpilezz, do maestro Letieres Leite. Na tarde da visita ao estúdio, a banda se preparava para adicionar um riff de guitarra à faixa. Jô, empunhando uma Danelectro barítono (instrumento de braço mais longo e afinação mais grave), toca o riff várias vezes. Diz para andré: “Eu quero aquele veneninho”. Qual um cientista, ele começa a mexer nos botões dos compressores de áudio. “Tente de novo”, diz andré. Jô toca o riff novamente e entra em êxtase. Depois, toca o riff de Back in Black (AC/DC) e cai na risada. “Velho, já foi”, encerra o produtor. “No dia que Letieres veio aqui, ele entrou direto, nem falou nada. Foi lá e gravou. Quando saiu, tava todo mundo de cara aqui”, lembra andré. “Depois que a gente gravou, tava todo mundo calado. Aconteceu alguma coisa” lembra Letieres. “Fiquei feliz com o resultado”.

1ª AUDIÇÃO: ALGUMAS FAIXAS DE ALELUIA!
Colombo Introdução lembra o clássico White Rabbit (da banda Jefferson Airplane). Linda faixa, terá solo de rabeca de Siba.

Peru de Fora (título provisório) “A maioria das coisas que você acha que é teclado, na verdade, é guitarra”, diz Jô. Ao timbre cavernoso, logo se adicionam percussões infernais. “É o pagode do inferno”, avisa Fábio.

O Delator Na linha Senhor das Moscas (do Bogary): pesada, acelerada, com participação excelente de Jajá (Vivendo do Ócio).

Soteropolitana Um tratado sobre a cidade e seu povo, já nasceu com jeito de hino. Letra épica e histórica para uma pegada stoneana (se Jagger & Richards fossem nativos do Bonfim). Inacreditavelmente bela.

Cordeiro Com percussão monstra de Gabi Guedes e o dedo na ferida: “Ninguém me convidou / mas aqui é minha casa / sou eu que levo soco / e você que vai no meio”.

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Sanguinho Novo 2011: SUCESSO!

segunda-feira, 31 janeiro 2011 - postado por fabiocascadura

Pensamos num projeto que reunisse um público médio de 1000 pessoas por apresentação. Nos surpreendemos com a procura: foram mais de 5 mil pessoas que viram os shows do Sanguinho Novo, nos quatro domingos em que ele aconteceu, durante o mês de janeiro de 2011, no Largo Tereza Batista (Pelourinho. Salvador/BA). Sendo que muita gente ficou do lado de fora.

Na noite de encerramento, a fila alcançava a Catedral Basílica, no terreiro de Jesus. Para quem não conhece o sítio do Centro Histórico de Salvador, isso corresponde a quase 1 quilometro de fila serpenteando pelas ladeiras de pedra do Pelourinho!

Gente de toda origem, de toda cor, de todas as “tendências”… Um público fantástico, não somente por seu numero, mas especialmente por seu comportamento.
Ver toda essa multidão se juntar para ver as bandas “da terra”, cantar suas canções (as vezes, dançar mais que cantar, como foi o caso do show da banda instrumental Vendo 147), foi um ponto muito especial dessa realização.

O CASCADURA procurou unir pessoas em torno da produção cultural alternativa (roqueira ou não) soteropolitana para lembrar essas mesmas pessoas de suas responsabilidades civis. O tema escolhido foi a doação voluntária de sangue.

Mas existem intenções que excedem essas duas abordagens. O que pretendemos de verdade é fazer com que a cidade tome conta da cidade: demos essa pequena contribuição e esperamos que outros se disponham a fazê-lo também.

Cremos que, para além do entretenimento, o artista pode trazer outras provocações úteis para as platéias. Foi uma felicidade receber o retorno positivo de quem foi, ao menos uma única das quatro etapas do Sanguinho Novo, quanto a proposta que fizemos.

A disposição das bandas convidadas em colaborar foi algo espetacular.

Além de subirem ao palco com grande profissionalismo, proporcionando ainda mais brilho a todo evento com apresentações acima da média, Velotroz, Maglore, Dubstereo e a já citada Vendo 147, mostraram a força de uma nova geração do rock soteropolitano. Trouxeram novas canções, novas propostas, novo vigor e reafirmando o dinamismo de um panorama que não cessa em produzir. Aliás, a escolha dessas bandas teve como critério principal a produção desses jovens artistas. Todos arregaçam as mangas e se põem a trabalhar para divulgar a sua arte, sem esperar qualquer solução cair do céu ou reclamar das dificuldades no caminho.
Dificuldades existem para serem suplantadas. É possível! O Sanguinho Novo mostrou isso. Nos identificamos com essa atitudes e por isso decidimos convidá-los e reuni-los nesse evento. A despeito do velho questionamento sobre o “espaço” do rock em Salvador, o Sanguinho também mostrou onde ele está: no coração das pessoas!

As pessoas! As pessoas que estavam na platéia deram um outro show à Salvador.

Quatro fins de tarde de domingo, entrando pela noite! Todas com a praça lotada, em sua capacidade máxima. Duas delas, a primeira e a última, com uma fila enorme a espera de uma chance para entrar, com os shows já em andamento. Nenhum incidente. Nada! Nenhuma briga, nenhum caso de violência… Nada! Somente a convivência pacifica. Certo que, alguns se assustam quando a galera mais “vigorosa” dança seu pogo no centro da platéia, parecendo estar brigando, numa dança que já é tradição no seio do mundo do rock. No meio daquele bolo afoito, só entra quem tem disposição. Como se diz na Bahia: “Se não agüenta a vara, peça cacetinho!”. No mais, todos a seu modo e de uma maneira muito democrática, se divertiram. Tenho muito orgulho do público que segue o CASCADURA e não canso de dizer isso. É uma grande conquista!
Assim, concluímos o Projeto Sanguinho Novo, lavados de alegria, emoção e êxito. Esse é um mérito nosso, da nossa equipe (reunimos um time fantástico que com grande competência soube lidar com cada detalhe para que o resultado fosse o que foi: um sucesso), dos parceiros, do público e dos que apostaram na possibilidade de um evento diferente, novo. Sanguinho Novo! Porque a música circula e se renova…

foto por Léo Monteiro (Projeto Sanguinho Novo. 30.01.2011)

Tenho muito que agradecer, em nome do CASCADURA, pelos momentos de alegria que dividimos lá no Largo Tereza Batista. Tudo isso nos fortalece e nos trás ainda mais disposição para por em prática os novos projetos que temos.
Muito obrigado a todos!

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