Um convite feito pelo pessoal do marketing do Grupo A Tarde me colocou novamente em contato com o projeto Desafio das Bandas – novamente porque, em sua 1ª edição, o CASCADURA participou com duas apresentações especiais no evento.
Dessa vez, eu passei para o posto de Mestre de Cerimônias da jornada que pretende escolher uma dentre tantas bandas iniciantes no cenário musical soteropolitano. A proposta do Desafio das Bandas é revelar talentos.
Isso de fato aconteceu na 1ª edição: a banda vencedora foi a Maglore, que hoje faz uma trajetória muito bacana, já com seu álbum de estreia, “Veroz”, construindo um caminho bonito.
Mas, além da proposta de apresentar cada eliminatória que acontece no Groove Bar, além da grande final, onde sairá a vencedora da disputa, fui chamado para apresentar um show especial com composições minhas: seria um show solo de Fábio Cascadura. Inédito!
Chamei para o apoio dois camaradas da minha mais alta estima, dois grandes amigos: Thiago Trad, que todo mundo sabe quem é, e Ivan Oliveira, um dos melhores baixistas de rock que conheço, que já fez parte do CASCADURA e da Úteros em Fúria.
Ensaiamos um repertório onde constavam composições que escrevi e acabaram sendo gravadas por outros artistas amigos (“Não É Só uma Noite”, por Endy; “Coração de Maria”, pelo Aguarraz, e “Sob o Sol”, parceria minha com Pitty, gravada por ela mesma), outras inéditas mesmo, como “Colhendo Tempestades”, que escrevi em parceria com o brother Thedy Corrêa, do Nenhum de Nós, numa leva que ainda teve a balada “Pequena”, que agora consta no novo disco da banda gaúcha, “Contos de Água e Fogo” (2011). Nunca tinha mostrado essa canção antes…
Não poderia apresentar minha coleção de canções sem citar as que fazem parte do vasto repertório do CASCADURA. Assim foram “Sexta-Feira” (a música mais antiga que escrevi e ainda toco), “12 de Outubro”, “Não Posso Julgar Ninguém”, “Mesmo Eu Estando do Outro Lado” e outras. Guardei um espaço para uma música que não é minha, mas faz muito a minha cabeça: “Anything that’s Rock’n Roll”, de Tom Petty. E encerramos com “Queda Livre”.
Foi uma experiência única e deu pra matar um pouquinho da saudade de subir num palco e cantar com a moçada. Aliás, o público foi sensacional: muito carinhoso, respeitoso e participativo. Agradeço a essa gente que vai de coração aberto tornar a festa ainda mais bonita.
Depois que desci, deixei o palco para a moçada da Maglore, aquela banda que começou no mesmo Desafio das Bandas há dois anos e que hoje segue crescendo por seus méritos e talento: todo mundo cantando junto! Bonito!
O Desafio ainda segue, com suas bandas concorrentes e seus convidados em shows especiais.
A próxima eliminatória será neste domingo, 8 de maio, Dia das Mães, lá no mesmo Groove Bar (Barra), e promete ser tão bacana quanto às anteriores. A casa abre às 15 horas e o ingresso custa R$ 5, mais 1 quilo de alimento não-perecível.
sexta-feira, 21 janeiro 2011 - postado por fabiocascadura
Como se diz na gíria: 2011 chegou chegando! Veio com o projeto Sanguinho Novo, onde apresentamos um novo show, inserindo músicas inéditas que farão parte do Aleluia, numa proposta de dividir o palco com bandas mais novas e de trabalho relevante no cenário musical soteropolitano, e ainda chamar atenção para a necessidade da doação voluntária de sangue.
As duas primeiras etapas das quatro do projeto foram de grande sucesso. Na primeira, fomos surpreendidos por um número muito maior do que imaginávamos de pessoas interessadas em participar dessa ação: algo em torno de 2 mil pessoas ficaram de fora da estreia no Largo Tereza Batista, sendo que a lotação oficial do espaço do pelourinho é de 1.200.
Como as acomodações do camarim da praça são bem pequenas, decidimos nos aquartelar numa pousada que fica ali perto. E de lá vimos e ouvimos a Dubstereo agitar a massa numa proporção que ainda nos era desconhecida. Claro que somos admiradores da trajetória e da obra desse jovem projeto, que dá uma identidade ultracontemporânea ao painel musical de Salvador. Claro que acompanhamos suas ações e que conhecemos seu potencial. Mas eles se superaram. Um monte de gente cantava boa parte das músicas por eles apresentadas, a plenos pulmões, com toda empolgação. Memorável! Somos agradecidos à Dubstereo por sua adesão ao Sanguinho Novo. Queremos muito reviver essa parceria. Aguardem!
E chegou a nossa hora! A multidão ainda esperava a chance de entrar. Atravessamos a rua estreita e muito cheia até chegarmos ao portão de entrada. Subimos as escadas e esperamos ser chamados pelo mestre de cerimônias Tiago Moura (também conhecido como Tiago “Curto Circuito”, nome do seu programa de rádio). Ao som de “Hooked on a feeling”, do Blue Swede, entramos para tocar.
O show foi, antes de tudo, uma catarse. Um desabafo da saudade! Nossa e dos nossos fãs. Estamos falando de exatos 12 meses de ausência dos palcos. Corremos com canções do Bogary, do Vivendo em Grande Estilo e quatro das tantas que virão compor o Aleluia, dentre as quais a própria canção título, “O Rei do Olhar”, “O Delator” (da qual já falamos aqui e que no disco contará com a participação especial de Jajá Cardoso, da Vivendo do Ócio) e “O Tempo Pode Virar”, que encerra parte importante da apresentação.
Além das novas canções, o novo show vem com os novos colaboradores, andré t, Jô Estrada e Du Txai, e com eles um novo comportamento, onde nos revezamos por entre guitarras, baixo e teclados, para suprir as necessidades dos arranjos que desenvolvemos. Isso trouxe nova cara e vitalidade para canções antigas como “Wendy”, onde passei a tocar baixo, além de cantar, e andré toca teclado.
A praça estava realmente lotada. O público empolgado. Dançava, agitava, cantava emociandamente conosco, emocionando-me! Mas com todas as coisas que fez, comportou-se de modo exemplar! Ali, não houve um único incidente. E que siga assim. Saímos de alma lavada pela espera, pelo trabalho executado, pelo esforço, nosso e de nossos parceiros e equipe.
Porém, ainda tínhamos muito o que fazer nos dias seguintes. Como falei: 2011 chegou chegando! E ao passo que vamos desenvolvendo o Sanguinho Novo, nos pusemos de volta ao Aleluia.
Enquanto nos preparávamos para realizar o segundo show, dessa vez dividindo o palco com a excelente Vendo 147 na abertura, recebemos duas figuras que vieram para contribuir com toda a abordagem que pretendemos em nosso novo álbum: os artistas plásticos Izolag e Ananda Nahu. Com eles, embarcamos num tipo de aventura pela arte visual: produção frenética, injeção de cores e muitas surpresas saltando aos nossos olhos. Eles vieram conceber e produzir as ilustrações da capa do disco e essa é uma matéria que trataremos com o cuidado devido aqui.
Não bastando, ainda em paralelo, realizamos um encontro no estúdio com outro artista que trouxe sua incisiva colaboração. Essa pessoa veio ajudar-nos a contar uma das histórias mais importantes do Aleluia e que, sem ela, talvez não teríamos como fazer… Aguardem mais novidades.
quinta-feira, 06 janeiro 2011 - postado por fabiocascadura
Esse é mais texto de apresentação. Parece que estamos de fato começando uma nova fase porque tenho abordado, por diversos motivos e de diversas formas, apresentações sobre tudo que cerca a carreira do CASCADURA.
Antes de apresentar quem devo, aqui, queria falar sobre um aspecto muito particular da banda: sua formação. Começamos há quase 19 anos e quando se inicia um projeto sempre pensamos e desejamos ter a permanência dos que contribuem com ele. Desejamos seguir fazendo música com aquele mesmo grupo… Pelo resto dos dias. Quase nunca isso é possível.
Se você me pedir para falar o nome de bandas de sucesso que atravessaram carreiras duradouras com as mesmas formações, juro que não me lembrarei de muitas. Na verdade, só me vem à memória o ZZ Top!
“E o The Police?” – Acabou!
“Paralamas do Sucesso!” – Vital comprou uma moto…
Enfim, nem os Rolling Stones… Nem os Beatles conseguiram manter o mesmo séquito durante toda a sua existência como grupo (Pete Best e Stu Stutcliff que o diga).
“Ah! Nesses casos sai um, sai outro… Mas com o Cascadura é demais!”…
Pois é… Já fui grilado com isso e não sou mais. E parece que grande parte dos que acompanham a nossa carreira também.
A alternância de colaboradores na formação do CASCADURA acabou por tornar-se uma característica da banda. Tivemos a oportunidade de ter conosco gente de toda origem, formação, com as mais diversas perspectivas e ambições artísticas. E creia: isso é bom! Esse processo nos faz reinventarmos! Nos faz reaprendermos a ser nós mesmos em diversas possibilidades… Entendeu?… Bom, vou seguir…
Mas esse preâmbulo todo vem para justamente apresentar aqueles que subirão ao palco do Largo Tereza Batista conosco, na programação do projeto Sanguinho Novo. Apresentar é forma de dizer, porque você certamente já os conhece:
andré t
Quem acompanha o CASCADURA sabe da relação estreita entre nós e o nosso produtor, que, por sinal, também faz parte do NÓS! Trabalhamos juntos desde 2002, quando realizamos um EP Promo, comemorativo de 10 anos de carreira (naquele disquinho estavam canções como “Não Posso Julgar Ninguém”, “Retribuição” e “Queda Livre”), e, a partir desse passo, começamos a trilhar uma parceria que já conta com os discos “Vivendo em Grande Estilo” e “Bogary”, além do DVD “Efeito Bogary”.
andré estuda piano desde os sete anos de idade, é músico por vocação, quase um sacerdote da canção! Amante do bom rock (Queen, Beatles, Genesis…), ele já trabalhou com gente de todas as orientações estéticas possíveis: de Carlinhos Brown a Bestiário, passando por Retrofoguetes, Messias, Nancyta e os Grazzers.
No estúdio t, estamos nos desafiando, juntos, na construção do “Aleluia”, próximo álbum do CASCADURA. E foi lá que surgiu a proposta de experimentarmos tocar juntos, em palco. Algo que ainda não havíamos feito.
O Professor t, como o chamamos, é chegado a um desafio e, em geral, os domina com seu talento e bom gosto. Temos a sorte de contar com ele para o Sanguinho Novo tocando baixo e teclados.
Jô Estrada
Eu conheci esse cara como o virtuoso guitarrista da lendária banda soteropolitana de hard rock Dead Easy, no começinho dos anos 1990. Logo depois de tê-lo visto em ação nos palcos da cidade com esse trio, que fez parte do nascimento de todo o circuito que se construiu naquela década, eles partiram para novas experiências no Rio.
Na capital fluminense, a banda encerrou as atividades e Jô seguiu se apresentando como músico de apoio e session man dos estúdios de lá. Na virada para a década passada, ele voltou a morar na Bahia e nos reencontramos. Jô me influenciou naquele momento me apresentando coisas como Queens of the Stone Age e o disco “Shangrila-Dee-Da” (Stone Temple Pilots). Beatlemaníaco, chegamos a tocar juntos em alguns projetos para homenagear nossa banda favorita, também com Thiago Trad na bateria.
Mas nossa parceria mais bem sucedida até aqui foi mesmo a sua participação como guitarrista e coprodutor no “Bogary”. Sabe as guitarras e baixo de “Senhor das Moscas”? É ele quem toca! Sabe o solo de guitarra 12 cordas em “Juntos Somos Nós”? É a mesma criança tocando! O corinho em “O Centro do Universo”? Ele ta lá também. Sua contribuição ao “Bogary” foi definitiva. E de tão espontânea e prazerosa que foi a sua presença no estúdio, decidimos repetir a dose nesse novo trabalho, o “Aleluia”!
Recentemente ele esteve morando em São Paulo e lá deu seguimento ao seu projeto pessoal Lacme, com quem lançou um disco, também produzido por andré t, chamado “Reverse”. Agora, ele vem trazer ao show do CASCADURA algumas das suas qualidades: maestria na guitarra, voz precisa e carisma. Jô é, acima de tudo, um cara muito divertido e bom amigo.
Du Txai
Ele veio da Índia! Mentira! Ele veio de Porto Seguro mesmo. E quem o trouxe foi Jô.
Du é um cara tímido que conhecemos muito recentemente. Somente depois que ele estava ensaiando conosco, há algumas semanas, é que o ligamos à banda Suinga, que tanta atenção vem conquistando das pessoas nessa temporada. Du é o baterista desse grupo.
O fato é que, pianinho, o cara nos conquistou, por sua discrição musical e sua precisão no instrumento. Ainda de quebra ele canta muito bem: afinadíssimo! Filho de músico, ele tem muito que mostrar ainda. Sua trajetória está só no começo. Logo todos constatarão o que digo: Du Txai tem tudo para se destacar como o músico mais completo de sua geração! Quem for ao Sanguinho Novo terá a oportunidade de tomar contato com as qualidades desse guitarrista.
No mais, estaremos eu e Thiago Trad, no impulso de sempre!
quarta-feira, 05 janeiro 2011 - postado por fabiocascadura
Quando pisarmos no palco do Largo Tereza Batista, no Pelourinho, na estreia do projeto Sanguinho Novo, estaremos dando início a uma nova etapa em nossa carreira. Será a abertura de um novo processo com novos colaboradores no palco, novo repertório, nova abordagem artística… Não sei se tudo isso estará tão evidente para os que a nós assistirem. Mas, certamente, esse momento trará novas emoções a todos.
Ainda não posso definir muito bem que emoção é essa que nos toma agora. Há uma ansiedade pairando no ar. Temos tomado cuidados com detalhes dentro do show que estamos montando e ensaiando arduamente em estúdio. Mas tem também uma curiosidade imensa em saber a opinião daqueles que realmente importam para o CASCADURA: os fãs!
Somos conscientes de que esse é um reencontro aguardado, por nós e pelos fãs, há um ano. O show mais recente do CASCADURA deu-se em 30 de janeiro de 2010! Foi a despedida da turnê do Bogary. Depois disso, como todos já sabem, entramos em estúdio para a gravação do Aleluia. Como o disco ainda não foi lançado, essa não é a turnê referente a ele. É sim a realização de um dos projetos que temos e pelo qual nutrimos grande carinho, por sua motivação social e artística.
Não quero entregar o jogo antes da hora. A surpresa é ingrediente fundamental no sucesso do que nos propomos a fazer. Mas todos podem ir à apresentação de estreia do Sanguinho Novo certos de que uma história inteira será contada ali e a aurora de um novo CASCADURA também lhes será apresentada. Também é da nossa vontade mostrar um repertório diferente a cada apresentação, que ocorrerá na programação do projeto, a cada domingo até o final do mês de janeiro.
Em paralelo à realização do Sanguinho Novo, estaremos dando continuidade à parte mais aguda das gravações do Aleluia. Nesse mês, entraremos em estúdio com muitas novidades: gravações de arranjos, participações especiais de amigos… Acabamento! Tudo isso será detalhado aqui ao passo que for acontecendo e quem vier aqui acompanhará essa história.
Assim, o Verão, que agora se faz imponente em seu calor sobre a Cidade da Bahia, será muito atarefado para nós, do CASCADURA.
sexta-feira, 31 dezembro 2010 - postado por fabiocascadura
2010 vai chegando ao fim e eu não estou aqui para fazer retrospectiva. Quero pensar para frente!
Nesse ano, demos um tempo dos palcos e voltamos ao estúdio, para realizar uma nova obra: o Aleluia! Ainda estamos no processo de construção dessa nova história, com novas abordagens e novas perspectivas dentro do som que fazemos. Entraremos em 2011 buscando sua conclusão, porém, antes mesmo de chegarmos ao final desse trabalho, já tornamos a abraçar a nossa profissão de fé: tocar ao vivo.
2011 vem com promessas de renovação e com o nosso projeto Sanguinho Novo, logo de cara, em seu ventre. Já estamos ansiosos com a possibilidade de mostrar nosso novo show, com um novo CASCADURA. Mas o CASCADURA de sempre também estará lá, motivado pela comunhão que se manifesta em nossas apresentações, com a participação da gente que nos acompanha e pela qual seguimos produzindo. Não fosse essa moçada, nenhum sentido haveria em escrever canções, ensaiá-las, pensá-las, gravá-las e tocá-las. É o turbilhão de emoções da experiência do show que nos dá combustível para continuar e isso só é possível porque há quem acredite no valor do que oferecemos.
Por isso, só posso agradecer a todos que se mantiveram atentos, nos incentivando e nos cobrando, nesse ano de 2010. Agradecer aos fãs, ao fã-site Portal Cascadura, à nossa equipe, aos nossos parceiros,… Enfim, aos que nos auxiliam de toda forma. Percebemos a força do que temos criado através do interesse de quem observa e aguarda o desenrolar da nossa carreira. Nesse 2010, mesmo sem termos lançado nada, sem o CASCADURA ter feito apresentações, aparentemente o número de nossos “seguidores” parece ter aumentado. Com a honra que isso nos traz, vem também o aumento da responsabilidade com o que fazemos e com o que faremos. Podem crer que lembramos disso a cada instante e só posso agradecer a confiança. 2011 vem para fazer-nos testemunhar um novo passo.
Ao subirmos no palco do Largo Tereza Batista, no Pelourinho, em alguns dias, retomaremos um encontro há muito esperado e estaremos também presenciando um novo encontro de novos artistas que estão fazendo muito pela música em nossa cidade e para o resto do país: Vendo 147, Velotroz, Maglore e Dubstereo correspondem a uma parte do que há de mais novo nesse panorama atual da música feita em Salvador. Entre si e com o CASCADURA, elas têm em comum a característica de buscar interagir com o cotidiano e a realidade da Soterópolis, não satisfeitas em descansar após qualquer conquista, seguindo sempre em movimento… Por isso nos identificamos com elas, por isso elas estarão conosco no Sanguinho Novo.
Há uns dias tivemos um encontro, lá mesmo no Pelourinho, entre representantes de todos os grupos participantes e o que se viu foi uma troca de ideias e informações, uma comunhão geral e uma disposição de fazer desse momento algo único para os que lá estiverem. Lembrando que, ao lado da música e da festa, o Sanguinho Novo propõe também chamar atenção para a necessidade da doação voluntária de sangue, para a importância de oferecer uma oportunidade de vida a quem precisa, nas horas mais críticas…
Que esse instrumento, que o blog A Ponte, siga nos conectando, até quando ele nos servir nesse propósito. Desejamos aprimorar ainda mais nossos canais de comunicação. Isso é enriquecedor!
Então, venha 2011! Venha cheio de possibilidades e certo que te enfrentaremos, confiantes e plenos de coragem, como temos feito sempre.
Cantor faz dueto com a conterrânea na música “Sob o Sol”, em gravação ao vivo que acontece em 18 de dezembro no Circo Voador (RJ)
Lançado em 2009, o disco “Chiaroscuro”, de Pitty, depois de ter gerado o DVD “Chiaroscope”, com o making of das gravações, agora vai render um registro ao vivo. O show a ser realizado no próximo dia 18 de dezembro (sábado), no Circo Voador, no Rio de Janeiro, pretende ecoar o conteúdo deste álbum que é um marco na carreira da cantora. Neste momento especial, Fábio Cascadura, líder da banda baiana Cascadura, estará presente: ele vai cantar com Pitty a canção “Sob o Sol”, uma composição feita pela própria dupla.
Parte do DVD “Chiaroscope” e do compacto de “Me Adora”, que será vendido exclusivamente no dia do show no Circo, em vinil de cor especial (variações de preto e branco), “Sob o Sol” é a primeira criação em conjunto dos amigos – uma realização que concretiza o encontro de dois dos mais importantes nomes do rock da Bahia.
Além de Fábio Cascadura e da banda oficial (o guitarrista Martin, o baixista Joe e o baterista Duda), o novo DVD vai contar com a participação do tecladista Brunno Cunha (Caixa Preta) e de Hique Gomez (Tangos e Tragédias), que toca violino em “Água Contida”. Segundo Pitty, este será um trabalho “mais roots, diferente do anterior, com uma pegada mais direta, inclusive privilegiando lados B da minha carreira”, explica.
“Sob o Sol” – Na casa de Pitty, Fábio Cascadura cozinhou um caruru para um jantar de festa – e foi lá que, entre um assunto e outro, surgiu a conversa de escreverem juntos. “Pitty é minha amiga há bastante tempo, mas nunca havíamos cogitado a possibilidade de fazer uma canção juntos”, conta Fábio, também em referência ao fato de que, além de terem compartilhado a cena musical baiana na década de 1990 e de terem dado seguimento sólido ao rock local, os músicos que integram as duas bandas (a de Pitty e o Cascadura) têm histórias costuradas: Thiago Trad, baterista do Cascadura, tocou com Pitty no Inkoma; e Martin Mendonça, Joe e Duda Machado já passaram pelo Cascadura.
“Naquela noite, conversamos sobre Salvador, suas possibilidades, reais alegrias e mazelas… Aí, ali mesmo, ao redor da mesa, nos propusemos, quase que simultaneamente, a escrever algo falando disso”, lembra Fábio. Alguns meses depois, a ideia foi posta em prática e eles fizeram um rock misturado com bolero. “Criei o riff a partir do desejo de compor um bolero mesmo. Virou um rock com embalo ‘abolerado’. Ou seria um bolero pesado?”, ele tenta definir.
Na letra, a capital da Bahia, tão bem conhecida por ambos, se apresenta em suas riquezas e tristezas – sobretudo na relação de descaso que há para com ela e a desfaçatez de quem deveria ter o compromisso de torná-la uma cidade mais justa para os que aqui vivem. Fábio resume: “Salvador definha a olhos vistos, sem que nem mesmo nós, soteropolitanos, tomemos a frente para colocá-la numa condição menos indigna… Ao menos para que ela não fique tão só”.
“Sob o Sol” foi gravada nas sessões do álbum “Chiaroscuro”. Não entrou no disco, mas apareceu no DVD “Chiaroscope”, chegando ao público e aos shows da turnê de Pitty. Foi esse público que tornou a canção relevante de fato. “Agora, toda essa trajetória vem desaguar na minha participação na gravação do DVD, o que é uma honra para mim. Há da minha parte uma alegria enorme pela canção ter chegado a esse destaque. E, antes de mais nada, esta será uma celebração ao lado de grandes e bons amigos”, conclui Fábio.
SERVIÇO
SHOW: PITTY – GRAVAÇÃO DO DVD
Quando: 18 de dezembro (sábado), 21 horas Onde: Circo Voador (Rua dos Arcos, S/N, Lapa – Rio de Janeiro/RJ) Quanto: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia) Vendas:www.ingresso.com
terça-feira, 16 novembro 2010 - postado por fabiocascadura
Depois de um voo que fez, desde São Paulo, duas paradas, em Brasília/DF e Fortaleza/CE, completando mais de seis horas de viagem, chegamos à “Cidade do Sol”: Natal, Rio Grande do Norte. Por isso o nome do festival: DoSol!
Voo demorado é aquilo… Numa cadeira espremida, durante o processo de implantação da nova política da companhia que, para baratear a passagem, passou a vender as refeições durante a viagem: tudo certo! Sou a favor disso, mas R$ 4 numa garrafa d’água é um pouco demais. A água desce com gosto de sal… Até fazermos o check-in no balcão, seria uma única parada, em Recife, achávamos. No “Boa tarde!” do comandante, ficamos conhecendo essa rota de pinga-pinga… Vá lá. Tudo certo se as comissárias não estivessem com a cara amarrada… sempre!
Eu tenho 1,92 metro de altura. Boa parte disso é perna… Cadeirinha espremida é tortura pra mim. Por seis horas, então… Let’s rock! O que deu um toque pitoresco à tudo foi a presença do famoso Comissário Ronald, que assumiu o comando do serviço de bordo a partir de Fortaleza, e que nos brindou com uma inesquecível e original explicação das normas de segurança do voo.
A produção do evento, na 7ª edição esse ano, é bem experimentada. Chegamos ao aeroporto e eles lá estavam para nos receber.
Quando estive com o CASCADURA, em 2008, para tocar nesse festival, fiquei em um hotel próximo ao centro da cidade e perguntei como chegaria à Praia de Ponta Negra, muito famosa. Pela distância da qual estava, acabei não conhecendo o lugar. Nem bem entrei na van e perguntei: “Onde fica Ponta Negra?”. Me responderam que o nosso hotel ficava em frente a essa praia! “Ponto para nóis”!
Vista do hotel da Praia de Ponta Negra (Foto por Nicolau Gomes)
Nos instalamos e fomos jantar. Logo mais, iríamos à 1ª noite do festival, que teria a apresentação dos AMP, de Recife, e do pessoal do Love Bazukas, junção entre Chuck Hipolitho, dos Vespas Mandarinas, e os caras do Black Drawing Chalks (GO), que tocaram no DoSol Bar. Ambos os shows foram muito bons. Sai de lá com o ouvido apitando e algumas cervejas na cabeça. Fui dormir, porque o sábado prometia. E acordei cedo (8 horas, de pé!) para aproveitar o dia.
Fomos à praia, eu, Chuck, Thadeu, Mauro e Mike, esses últimos acompanhados das namoradas, e lá encontramos os amigos Fabrício Nobre, do MQN (GO) e da Abrafin, e sua esposa, que se juntaram ao nosso sombreiro. Por lá, passaram muitos dos que se apresentariam à noite, dentre eles o Márcio do Mechanics (GO) e o Dennis, Black Drawing Chalks. Com tanto goiano em Natal, eis que surge um carrinho vendendo camarão com a estampa “Camarão Goiano”. Foi solicitado. Mas Goiás produz camarão?!
Que temperatura, a da água de Ponta Negra! Sensacional! Você tem vontade de ficar lá e pronto… E o sol expressava o calor nas mais altas casas, justificando o nome da cidade. Um calor diferente do de Salvador.
Com o banho de mar, perdemos a hora do almoço que o evento banca para os participantes. E em festival indie é assim: TUDO TEM HORÁRIO. Perdeu? Tchau!… Fomos então a um restaurante que fica ao lado do hotel. Caro, mas muito bom! Comemos… camarão. Delicioso. O detalhe é que havíamos comido isso na noite anterior e durante a estada na praia. Quando voltei ao quarto para uma soneca revigorante, sofri um “mini-piriri-cagancha”… Mas nada demais para um intestino forjado a azeite de dendê, por anos a fio…
Antes de subirmos ao quarto, quando passávamos pela porta do hotel, ouvimos um miado com sotaque de “S.O.S.”. Um segurança do hotel, em frente a um carro branco, falou: “É um gato que entrou no motor desse carro… Tá aí desde cedo, miando, e não consegue sair…”. Chuck, entre o indignado e o assombrado, perguntou por que ele não tinha feito nada para tirar o bichinho. Deitou-se no chão, pôs a cabeça embaixo do carro e foi aventurar-se a resgatar o felino. Eu pensei: “Vamos lá!”, e o imitei. Sem sucesso, tentamos arrancá-lo dos ferros. Só depois que subi, frustrado por não ter conseguido, Chuck e Thadeu o tiraram de lá, numa verdadeira operação resgate: “We can be heroes!”.
Chegamos à Rua Chile, no bairro da Ribeira (olha as semelhanças com Salvador de novo), onde rola o Festival. Um palco maior fica montado no “Armazém”, casa que deve abrigar umas duas mil pessoas. O menor fica no próprio DoSol Bar, na mesma rua. Foi onde o CASCADURA tocou em 2008. O show “Vespas Mandarinas + Fábio Cascadura” estava marcado para às 22h30, no palco do “Armazém”, mas, para minha alegria, acabou sendo transferido para o palco menor, no DoSol Bar. Gostei demais de ter tocado lá.
Chegamos com nossos instrumentos e ficamos aguardando a multidão se acomodar para levá-los ao camarim. Enquanto isso, conheci o Nevilton, cantor/compositor/líder da banda homônima. Cheio de energia, dando bons e seguros primeiros passos no universo independente brasileiro, vem conquistando o apreço da mídia, dos colegas e do público que o viu. Humilde e falante, Nevilton pareceu–me uma figura legal, autêntica e muito própria. Nos veremos novamente, muito em breve…
Reencontrei o amigo Esdras Nogueira, sax barítono dos Móveis Coloniais de Acaju (DF), banda que faz o trabalho mais consistente que tenho visto nos últimos anos, rodando o Brasil com seu show festivo e lançando bons produtos no mercado. Começamos a alinhavar uma possível colaboração mútua (mais detalhes, em algumas semanas, aqui mesmo). Autoramas, Cabruêra (com um show que hipnotizou a audiência), Superguidis, muita gente lá…
Cerca de 40 minutos para subirmos no palco, já com os instrumentos no camarim e em meio à correria reinante, fomos convidados para uma entrevista ao vivo via web. Acho que foi a única vez em que não falei numa ocasião assim e fiquei muito feliz com isso… Nos reunimos num círculo juntamente com Fabrício Nobre, que passava por lá na hora e demos aquela energia para o show: palco!
Os Vespas Mandarinas começaram espetacularmente com a sua “Sem Nome”, e o público reagiu bem. Seguiram com “Live Wire”, petardo do 1° disco do AC/DC. E assim continuaram até que Chuck falou: “Fabão!”. Subi ao palco energizado pelo que eles já haviam tocado.
Chuck disse: “Espero que vocês gostem de punk rock…”, e deu a indicação para que eu puxasse a canção a seguir. Fui com tanta sede ao pote que disse “Ok, vamos lá!” e, ao invés de tocar “Rosemary”, escolhida para ser a primeira música da minha participação, engatei “Ele, o Super-Herói”! Oh, não! Oh, sim! Errei feio… Mas o clima era de muita partilha, muita entrega, fui perdoado pelos olhares de Mike, Mauro, Chuck e Thadeu, que sorriram e pararam para recomeçarmos…
“Rosemary”, “Retroceder” (da qual esqueci a harmonia e com a qual mais me diverti ali no palco, a única coisa que fiz foi dançar e fazer pose de “guitar hero”), “Mesmo Eu Estando do Outro Lado” (com uma galera cantando junto), “O Inimigo” (sem dúvida a mais impactante música do repertório), “Ele, o Super-Herói” (finalmente, no lugar certo…) e “Rádio Blá”, num clima rock steady/ska/Stones/festa geral, deu o enlace final dessa apresentação. Todos dançando, todos dançaram… Descemos numa confraternização sincera. Recebemos o abraço de todos e o aplauso da moçada.
Pode não ter sido o melhor show do festival e nem era pra ser. Mas certamente foi o show onde todos se encontraram: banda, convidado, público e organização em torno do sincero amor à música. Valeu, Vespas Mandarinas! Valeu, DoSol! Até a próxima.
O Festival DoSol, um dos mais importantes do país, que acontece há dez anos em Natal/RN, anunciou sua grade para este ano. Dentre as atrações, está o show de lançamento da banda paulistana Vespas Mandarinas, formada por ex e atuais membros de bandas como Ludov, Forgotten Boys e Banzé!, que vai contar com a participação de Fábio Cascadura.
O convite surgiu a partir do curador do Festival, Anderson Foca, que assistiu a um ensaio dos Vespas, onde eles tocaram a canção “O Centro do Universo”, do álbum Bogary, do CASCADURA. Ali, o produtor potiguar imaginou, em um show, a “união dos mais talentosos compositores de rock do Brasil”: Mauro Motoki (Ludov), Thadeu Meneghini (ex-Banzé!), Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys) e o cantor do CASCADURA, Fábio.
Para essa apresentação especial, serão ensaiadas canções do disco de estreia do Vespas Mandarinas, prestes a ser lançado (e que também tem a participação de Fábio Cascadura na parceria de composição com Chuck Hipolitho na canção “Cuide dela”, e cantando na música “O Inimigo”, da qual também participam outros ícones do rock brasileiro como Pitty, Fabrício Nobre e Khoala, do Hateen), e músicas do CASCADURA.
O show acontece na segunda noite do Festival, dia 6 de novembro.