#AleluiaCASCADURA, o documentário

segunda-feira, 19 novembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

Sessões de gravação, depoimentos dos envolvidos, cenas de shows e imagens da cidade de Salvador – matéria-prima fundamental do trabalho – contam como foi construído o Aleluia, quinto disco da banda de rock CASCADURA, no documentário #AleluiaCASCADURA.

Dirigido por Fábio Cascadura, cantor, guitarrista e compositor da banda, ao lado de Léo Monteiro, o documentário revela os bastidores da produção e apresenta falas do quarteto responsável por ela – Fábio Cascadura, Thiago Trad (baterista), andré t (produtor) e Jô Estrada (coprodutor) –, além de alguns dos parceiros do processo: Letieres Leite e Gabriel Guedes (Orkestra Rumpilezz) e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Momentos no estúdio, incluindo de participações especiais, como a da cantora Pitty, também se somam a registros da primeira vez que as novas canções foram apresentadas ao público, durante os quatro shows do projeto Sanguinho Novo, em janeiro de 2011, no Pelourinho. Tudo isto ilustrado por mostras de uma Salvador que não se estampa em capas de revista, mas que está no cotidiano dos seus cidadãos: justamente aquilo que serve como principal fonte de inspiração do Aleluia, um disco totalmente dedicado à capital da Bahia.

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Se o rock morreu, esqueceram de enterrar

domingo, 18 novembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

CASCADURA e Vivendo do Ócio fazem show em Salvador

Encontrando-se mais uma vez na cidade natal destas grandes representantes do rock da Bahia e do Brasil, CASCADURA e Vivendo do Ócio fazem a festa Se o rock morreu, esqueceram de enterrar no dia 2 de dezembro (domingo), a partir das 18 horas, no Burburinho Music Bar (Pituba). Parceiras de longa data, as bandas voltam a dividir o palco apresentando os shows das turnês de seus recentes lançamentos: o álbum Aleluia, do CASCADURA, e O Pensamento É um Ímã, da VDO, dois dos mais festejados discos brasileiros do ano, ambos finalistas da categoria Melhor Disco da edição 2012 do Video Music Brasil (VMB), da MTV Brasil.

“Vai ser muito bom voltar a dividir o palco com a Vivendo do Ócio. Somos amigos, parceiros. Já escrevemos canções juntos e o Jajá, vocalista da VDO, participou da faixa O Delator, de nosso disco Aleluia. Sou grande fã deles, eles formam uma banda com muita personalidade”, opina Fábio Cascadura, cantor, guitarrista e compositor do CASCADURA, também formado por Thiago Trad (bateria), Du Txai (guitarra), Cadinho (baixo) e Nielton Marinho (percussão). Fábio ainda comenta: “Será nossa primeira vez no Burburinho e lá é um espaço interessante para mostrarmos o show do Aleluia, que vem ganhando novas formas a cada apresentação. Teremos muitas e boas surpresas nessa noite!”.

Quase seis meses sem fazer show em Salvador e a Vivendo do Ócio demonstra a ansiedade em relação ao evento: “Tocar em Salvador é sempre massa e matar as saudades da galera junto com uma das bandas da Bahia que mais curtimos vai ser muito foda”, diz Jajá Cardoso, vocalista e guitarrista da banda, que se completa com Luca Bori (baixo e vocal), Davide Bori (guitarra) e Dieguito Reis (bateria), atualmente radicados em São Paulo. A capital paulista, aliás, já testemunhou edições desta festa que tem como fundamento a valorização do rock brasileiro, contando com a participação das bandas Sugar Kane e Vespas Mandarinas. Em Salvador, o evento se fortalece com a junção ao projeto CASCADURA +, iniciativa de reunião de artistas do rock da Bahia em eventos promovidos pelo CASCADURA.

Aleluia do CASCADURA Com lançamento virtual em 8 de maio passado, o Aleluia, quinto disco do CASCADURA, álbum duplo com 22 faixas, já alcançou 12 mil downloads e pode ser baixado gratuitamente aqui. Após a incursão virtual, o disco, em formato físico, acaba de chegar às lojas, num lançamento do Garimpo Música, selo fonográfico independente da produtora baiana Cada Macaco no seu Galho.

Assim como o Bogary (2006), este novo trabalho é produzido por andré t, coproduzido por Jô Estrada e foi gravado no estúdio t, na capital baiana. O resultado traz o conceito viável que justapõe a personalidade artística do grupo, num diálogo com as mais diversas esferas da cidade de Salvador. O Aleluia se destaca, ainda, pela participação de grandes nomes da música brasileira, tais como o maestro Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Siba Veloso, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabriel Guedes, Paulo Rios Filho e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Há também composições em parceria entre Fábio Cascadura com Nando Reis, Ronei Jorge e Beto Bruno (Cachorro Grande) – os dois últimos ainda cantaram junto com Fábio as canções.

Elogiado por público e crítica, o Aleluia foi um dos cinco finalistas da categoria Melhor Disco da 18ª edição do Video Music Brasil (VMB), da MTV Brasil. A turnê de divulgação do álbum foi iniciada em julho e já passou por cidades da Bahia (Vitória da Conquista, Camaçari, Feira de Santana e Juazeiro, além da própria capital), São Paulo e Brasília, dentro do Festival Porão do Rock. O trabalho também gerou um documentário, intitulado #AleluiaCASCADURA, lançado na internet, através do Portal da MTV Brasil (www.mtv.com.br), no dia 19 de novembro (segunda-feira).

O Pensamento É um Ímã da Vivendo do Ócio – Formada por quatro rapazes do Centro Histórico de Salvador (Jajá Cardoso no vocal e guitarra, Luca Bori no baixo, Davide Bori na guitarra e Dieguito Reis na bateria), a Vivendo do Ócio lançou no começo de 2012 o seu segundo disco, O Pensamento É um Ímã (Deck/Vigilante, 2012), que foi indicado na categoria de Melhor Disco no VMB 2012 da MTV Brasil.

Um show intenso, com muita energia, que transita e mistura ritmos da música brasileira, é o que se encontra nas apresentações de divulgação do álbum. As influências de ritmos nativos estão ganhando cada vez mais força no desenvolvimento do grupo, influências essas que ficam mais nítidas neste mais novo trabalho da banda.

Com um circuito forte na bagagem de shows pelo Brasil e fora dele, a banda, na turnê com O Pensamento É um Ímã, já rodou os quatro cantos do país por mais de 30 cidades, e almeja, assim como foi com o Nem Sempre Tão Normal (Deck, 2009), levar a outros lugares do mundo toda vibração do melhor da nova geração do rock brasileiro. O repertório conta com as músicas que já estão na boca da galera – Nostalgia (indicada na categoria Melhor Música no VMB 2012), Silas e Radioatividade –, além de sucessos do primeiro disco, como Fora, Mônica, Rock Pub Baby, Dilema, entre outras.

Se o rock morreu, esqueceram de enterrar
Com: CASCADURA e Vivendo do Ócio
Quando: 2/12 (domingo), 18 horas
Onde: Burburinho Music Bar (Rua Piauí, 140 – Pituba)
Quanto: R$ 20 (1º Lote), R$ 25 (2º lote), R$ 30 (na porta)
Pontos de venda:
Lojas Colomy Brother Co.
- Rio Vermelho: Rua Oswaldo Cruz, 222
- Vilas do Atlântico: Av. Praias de Itapoã, s/n, Lj 04
Lojas Foxtrot
- Piedade: Rua Direita da Piedade, 55
- Shopping Bela Vista
- Shopping Salvador Norte

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CASCADURA lança documentário sobre o Aleluia no Portal da MTV

segunda-feira, 12 novembro 2012 - postado por assessoria de imprensa

No média-metragem #AleluiaCASCADURA, banda revela parte do processo criativo de seu quinto álbum

Sessões de gravação, depoimentos dos envolvidos, cenas de shows e imagens da cidade de Salvador – matéria-prima fundamental do trabalho – contam como foi construído o Aleluia, quinto disco da banda de rock CASCADURA, no documentário #AleluiaCASCADURA. Assim como o álbum, que está disponível para download gratuito aqui no site (clique para baixar), o filme, que tem duração de 30 minutos, será lançado na internet, através do Portal da MTV Brasil (www.mtv.com.br), no dia 19 de novembro (segunda-feira).

Dirigido por Fábio Cascadura, cantor, guitarrista e compositor da banda, ao lado de Léo Monteiro, o documentário revela os bastidores da produção e apresenta falas do quarteto responsável por ela – Fábio Cascadura, Thiago Trad (baterista), andré t (produtor) e Jô Estrada (coprodutor) –, além de alguns dos parceiros do processo: Letieres Leite e Gabriel Guedes (Orkestra Rumpilezz) e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Momentos no estúdio, incluindo de participações especiais, como a da cantora Pitty, também se somam a registros da primeira vez que as novas canções foram apresentadas ao público, durante os quatro shows do projeto Sanguinho Novo, em janeiro de 2011, no Pelourinho. Tudo isto ilustrado por mostras de uma Salvador que não se estampa em capas de revista, mas que está no cotidiano dos seus cidadãos: justamente aquilo que serve como principal fonte de inspiração do Aleluia, um disco totalmente dedicado à capital da Bahia.

“Decidimos fazer o documentário para poder passar um pouco mais da nossa perspectiva sobre o processo criativo que levou à realização do Aleluia. Enquanto gravávamos, registrávamos de diversas formas as sessões lá no estúdio t. As vezes éramos nós mesmos que capturávamos as imagens. Muita gente faz isso hoje… O resultado é um filme pensado para a internet, para ser visto e compartilhado livremente pelas pessoas, e que tem a intenção de complementar o discurso de alinhamento da obra com a Cidade do Salvador”, resume Fábio Cascadura.

O documentário #AleluiaCASCADURA integra o projeto vencedor do edital Apoio à Produção de Conteúdo em Música, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que financiou a realização do álbum Aleluia. O filme será posteriormente também exibido em alguns espaços de Salvador, como parte das ações de divulgação do disco.

O disco Aleluia Com lançamento virtual em 8 de maio passado, o Aleluia, álbum duplo com 22 faixas, já alcançou 12 mil downloads e pode ser baixado gratuitamente aqui. Após a incursão virtual, o disco, em formato físico, chega às lojas nesta segunda quinzena de novembro, num lançamento do Garimpo Música, selo fonográfico independente da produtora baiana Cada Macaco no seu Galho.

Assim como o Bogary (2006), este novo trabalho é produzido por andré t, coproduzido por Jô Estrada e foi gravado no estúdio t, na capital baiana. O resultado traz o conceito viável que justapõe a personalidade artística do grupo, num diálogo com as mais diversas esferas da cidade de Salvador. O Aleluia se destaca, ainda, pela participação de grandes nomes da música brasileira, tais como o maestro Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Siba Veloso, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabriel Guedes, Paulo Rios Filho e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio). Há também composições em parceria entre Fábio Cascadura com Nando Reis, Ronei Jorge e Beto Bruno (Cachorro Grande) – os dois últimos ainda cantaram junto com Fábio as canções.

Elogiado por público e crítica, o Aleluia foi um dos cinco finalistas da categoria Melhor Disco da 18ª edição do Video Music Brasil (VMB), da MTV Brasil. A turnê de divulgação do álbum foi iniciada em julho e já passou por cidades da Bahia (Vitória da Conquista, Camaçari, Feira de Santana e Juazeiro, além da própria capital), São Paulo e Brasília, dentro do Festival Porão do Rock.

Sobre o CASCADURA – Rock da Bahia desde 1992O nome CASCADURA reflete uma das mais respeitadas trajetórias dentro da música popular que se faz na Bahia. Comemorando 20 anos de estrada, é uma referência do rock nacional, indicação respaldada por público, artistas e crítica Brasil afora. Com cinco discos lançados (#1, 1997; Entre!, 1999; Vivendo em Grande Estilo, 2004; Bogary, 2006; e Aleluia, 2012), diversas participações em eventos de grande importância e uma sólida lista de conquistas alcançadas pelo valor de sua obra, o CASCADURA tem também entre seus títulos o DVD Efeito Bogary, um documentário-musical pioneiro no cenário do rock independente baiano.

O CASCADURA é formado por Fábio Cascadura (voz e guitarra) e Thiago Trad (bateria), dupla que conduz a banda há dez anos, ao lado de Du Txai (guitarra), Cadinho (baixo) e Nielton Marinho (percussão). Fábio é membro-fundador do CASCADURA e autor de todas as canções da sua discografia – parte delas, em parceria com outros companheiros desta história. Suas letras e melodias o fazem ser apontado como um dos mais destacados compositores de sua geração, assinando músicas obrigatórias da produção do rock brasileiro contemporâneo.

Documentário #AleluiaCASCADURA
Direção: Fábio Cascadura e Léo Monteiro
Produção: Thiago Trad
Realização: Piano Forte e Garimpo Música
Duração: 30 minutos
Lançamento:
19 de novembro de 2012 (segunda-feira)
Pelo Portal da MTV Brasil: www.mtv.com.br

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Bahia de Todos os Rocks 2010!

segunda-feira, 29 novembro 2010 - postado por fabiocascadura

Dia 23 de novembro, uma terça à noite, fui à cerimônia de entrega do Prêmio Bahia de Todos os Rocks 2010. Na edição anterior, de 2008, o Cascadura recebeu os prêmios de Banda do Ano e Melhor Clipe, por “Mesmo Eu Estando do Outro Lado”, dirigido por Zeca de Souza e Luis “Mingau” Guilherme.

O Prêmio é uma ideia muito legal do pessoal da PutzGrillo!, jovem produtora local, e visa a premiar a produção do rock baiano, além de criar uma oportunidade de congraçamento entre todos que participam desse mercado.

Esse ano, não tivemos indicação, não concorremos em nenhuma categoria. Nosso lançamento dentro do período julgado (2009-2010) foi o DVD Efeito Bogary e não há categoria em que ele se enquadre (além de o conteúdo dessa obra já ter sido avaliado). Porém, além de vários amigos estarem participando como concorrentes, acho de grande relevância prestigiar a festa.

Aconteceu no Teatro Casa do Comércio, mesmo lugar da cerimônia da primeira edição. Foi uma premiação justa com muitos trabalhos importantes sendo apontados aos troféus (que é uma brincadeira bem sacada com uma “figa”) e com a participação de boa parte dos que circulam pelos espaços da chamada cena alternativa soteropolitana. A falta, na minha opinião, está justamente aí: é preciso chegar ao interior da Bahia, onde há boa produção também.

Do mesmo modo, gostaria de ver ali outras possibilidades para além do rock, como o reggae e a música eletrônica, que, se não estão alinhados esteticamente, têm muito que contribuir para o crescimento e a circulação dessa orientação cultural. Enfim, o Prêmio Bahia de Todos os Rocks pode, daqui para frente, dar uma contribuição ainda maior ao panorama artístico da cidade e do estado, chamando à adesão uma gama maior de artistas e estilos.

No mais, foi uma felicidade ver o reconhecimento e o carinho de todos que estavam lá com gente como Messias, que recebeu o prêmio de “Música do Ano” por sua “Resilience”; como Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta (houve um pequeno incidente que acabou dando mais charme à apresentação deles, que também concorriam à “Música do Ano”: a guitarra de Edinho não funcionou e ele, como não podia tocar, cantou e dançou. Foi sensacional!); bacana o prêmio de “Músico Destaque” para Morotó, que, ao meu ver, sempre será indicado (na ausência do premiado, quem acabou indo buscar o troféu foi seu parceiro de Retrofoguetes, Rex, que também concorria na categoria. Foi engraçadíssimo vê-lo lá! Rex é um cara muito espirituoso e inteligente. Deveria inclusive ser cotado para apresentar as próximas edições).

A banda Quarteto de Cinco levou o prêmio “iBahia Garage Band”, o que a credencia a participar do Festival de Verão 2011; o videoclipe vencedor foi o da Teclas Pretas (talvez a concorrência mais acirrada do Prêmio); Silvis Rodrigues ganhou como “Designer do Ano” e Luciano Matos, pelo blog El Cabong, levou “Mídia do Ano”. Merecidíssimo o prêmio para “Frascos, Comprimidos e Compressas”, de Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta: “Disco do Ano”! Bem como para “Banda do Ano”, que foi a Vivendo do Ócio (eles fizeram um 2010 fantástico, trazendo adimiração e orgulho a todos nós que curtimos o som deles), e o “Show do Ano”: Paulinho Oliveira, que aniversariava naquela noite.

Na 1ª edição, o prêmio mais aplaudido foi o que foi oferecido ao pessoal d’Os Panteras, batizado de “Dinossauro Referência” (parêntese: acho o nome desse prêmio muito feio. Poderiam escolher um título melhor, menos pseudopomposo. Talvez bastasse “Referência Rock”… Mas Dinossauro Referência é feio demais…). Nessa edição, este prêmio coube ao comunicador, radialista e agitador cultural Valdir Serrão, o Big Ben!

Antes de mais nada, a homenagem é mais que merecida: Valdir Serrão é um cara que tem sua marca na história do rock local. Com cinco ou seis anos de idade, lembro do programa que ele tinha na TV Itapoan, o “Som do Big Ben”, e depois escutei mil outras histórias de suas iniciativas para divulgar o rock’n’roll, o reggae e outros estilos por aqui (tem aquela famosa lenda de que, em 1969 ou 70, ele teria colocado “Voodoo Chile”, de Jimi Hendrix, para tocar em seu programa na rádio e durante a execução choveram telefonemas perguntando por que a estação estava fora do ar…). Enfim, o prêmio é mais que merecido. Só achei que a produção do vídeo de apresentação não foi a contento. Tem que ter mais cuidado ao expor uma figura pública, tanto mais quando vamos homenageá-la.

No mais, espero que daqui pra frente o Prêmio Bahia de Todos os Rocks só cresça, contribuindo para tornar ainda mais visível o resultado do esforço de quem trabalha pela música na Bahia.
Parabéns aos indicados, aos premiados, aos organizadores… Enfim: Parabéns!

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“Meu Precioso”, da Vivendo do Ócio

segunda-feira, 18 outubro 2010 - postado por fabiocascadura

Quando esteve conosco no estúdio, para gravar a sua participação na canção “O Delator”, do Aleluia, Jajá Cardoso falou que estava para sair um novo clipe da Vivendo do Ócio.

Ele tinha nos contado que o vídeo foi gravado em Londres, onde estiveram há alguns meses para um show no Brazilian Day, sob a direção do talentoso Rafael Kent, fotógrafo que começa a se destacar dirigindo vídeos.

Falou também da sua satisfação em ter realizado esse projeto e que, a despeito do pouco tempo para a captura das imagens, o resultado estava ficando bom.

Bem, eles acabaram de disponibilizar esse clipe na internet e nós temos que concordar que ficou lindão!

Parabéns aos amigos da Vivendo do Ócio, ao chapa Rafael Kent pelo resultado excelente. Um vídeo que dá gosto de ver, com uma trilha que dá gosto escutar!

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Vivendo no Aleluia

terça-feira, 14 setembro 2010 - postado por fabiocascadura

Já falei sobre a Vivendo do Ócio aqui antes. Comentei sobre a amizade que existe entre nós e sobre minha sincera adesão à proposta da banda dentro do rock, sobretudo no panorama que temos no Brasil.

Vou seguir:
A Vivendo do Ócio propõe rock de verdade – não é banda Ki-Suco, toda colorida. E rock bom assim é coisa da Bahia! E a Bahia deve se orgulhar deles! E outros devem respeitar a Bahia por isso… Assim, guardei uma música buscando a interferência do som deles.

Eu escrevi uma canção tendo como tema o famoso dedo-duro. Tem em todo lugar: pra dar com a língua nos dentes, pra difamar e caguetar (conhece esse verbo? Vem do substantivo alcaguete – delator). Estou falando do fofoqueiro. Quem não conhece um grande fofoqueiro? Quem não é fofoqueiro que atire a primeira pedra. Na Bahia, então… Quase uma instituição onipresente. Jorge Amado, João Ubaldo, Gregório de Mattos… Todos trataram do assunto, que por sinal é riquíssimo e pode inspirar comédia e tragédia.

Veja bem: não estou falando do olho-gordo, o que deseja o que não lhe pertence (ainda que um pecado possa estar impelindo o outro), para esse tema teremos um espaço específico no Aleluia. Eu falo do próprio: o delator!

Veio um riff, uma insinuação de soul music, rhythm’n’blues. Pusemos tudo aos cuidados do rock. “O Delator” é uma música assim: muito pop! E Lady Gaga é o fim do mundo, música pop vem dos Beatles, dos Beach Boys…

Eu tive a ideia de contar com a voz de nosso amigo Jajá Cardoso, da Vivendo do Ócio. O timbre do Jajá é muito peculiar. Você escuta e imediatamente identifica que é ele quem canta. Não sei como, mas ele canta numa região de “médios” que consegue se sobressair em qualquer volume, sob qualquer mixagem. Além disso, ele sabe cantar.

Por coincidência, Vivendo do Ócio estava de passagem pela Bahia. Fizeram um belo show na capital, no Pelourinho (Largo Tereza Batista), e uma apresentação, que soube, memorável num festival em Morro de São Paulo. Seria uma oportunidade e tanto para termos a presença dele gravando a sua voz… Porém, não o tínhamos convidado ainda e nem tínhamos gravado a base da dita canção.

Perguntei a andré t o que faríamos. Ele:
“Simples! Gravamos a voz dele antes da base da música!”… Simples?

Ele lembrou que durante o período de pré-produção e testes do Aleluia, havíamos registrado um beat de bateria para essa música. Foi num esquema teste mesmo e, escutando depois de um certo tempo, percebemos que estava um pouco lento. andré propôs que acelerássemos esse andamento. Ok… Como?

Ele mexeu em seu equipamento, fez umas mágicas tecnológicas lá e, tal qual seu cargo propõe, produziu uma bateria para servir de referência na gravação da voz. Mas entenda: não se trata de uma bateria mecânica, eletrônica, tocada pelo computador. É uma bateria de verdade, que foi executada por Thiago Trad, que somente teve de ser “acelerada”. Você pode pensar: “Ah, com computador, qualquer um faz isso”… Em algum tempo, te mostrarei a dita bateria e farei a proposta: “Faça uma igual…”.

Bom, tínhamos a bateria… Restava saber se teríamos o nosso cantor.

Aí, você, que não é menino nem nada, pensa: “Poxa! Se o Fábio Cascadura se deu ao trabalho de chegar até aqui com esse texto, é porque eles conseguiram o Jajá. Lógico!”.

Ok… Conseguimos, sim.
O convidei por telefone e ele, sangue bom que é, aceitou numa boa. Marquei com andré para a sexta-feira (as sextas-feiras estão definindo muita coisa nesse disco. Não à toa, ele se chama Aleluia!). Seria um dia após o show da banda do Jajá. Gravar num dia seguinte a um show não é brincadeira. Mas aí é que tá: existem os artistas de verdade e os frescos maquiados… Jajá mostrou que é artista e sabe do ofício de cantar.

Nosso assistente de produção, Jorginho Falcão, foi buscá-lo, e eles chegaram ao estúdio t pontualmente no horário combinado. Mostramos a ele a demo que havíamos feito no andamento original. Depois, mostramos com o andamento alterado e ele abriu um sorriso dizendo: “É assim que vai ficar, né?!”. É!

Ainda tínhamos que gravar uma guitarra e um baixo-guia para essa “base”, ou playback, como queiram. andré, magistralmente, concluiu essa tarefa. Vá lá: não foi tão magistralmente, mas na velocidade que ele gravou os dois instrumentos podia até ter deixado mais alguns errinhos que estava plenamente perdoado.

Fomos para a sala de gravações: eu e Jajá. Cantamos juntos, numa experiência que raramente tenho. Passamos uma, duas, três vezes. andré observou algumas pronúncias inadequadas e algumas divisões a serem corrigidas. Foi.

Depois de uns seis takes, as vozes para a canção estavam prontas! Ouvimos todos: andré, eu, Jajá, Thiago Trad (que chegou bem no começo da gravação propriamente dita) e Jorginho Falcão.

Agora que temos a voz pronta, vamos partir para a construção do arranjo. Um caminho inverso. Nunca fiz isso, nunca vi ninguém fazer. Acho que vou adorar. Quem sabe a bateria, que geralmente é gravada primeiro, não fica para a última sessão? Nos faltará mixar antes da gravação… Será? Hahahaha!!!

Bem, mas além de sua voz fantástica e sua energia incrível, Jajá nos deixou mais duas coisas: a prova de que ele é um cara humilde e pronto para aprender – nos ensinando muito nesse seu modo tranquilo de ser, numa trilha onde fama e grana são consequência de um trabalho bem feito, como o que a Vivendo do Ócio faz – e a impressão de que já não é mais o moleque que cantava nas matinês da Boomerangue: Jajá é gente grande.

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Segue o baba!

terça-feira, 31 agosto 2010 - postado por fabiocascadura

Desde que os conheci, quando ainda disputavam as seletivas do Gas Sound, tipo de “battle of the bands” de alcance nacional, promovido por uma marca de refrigerante, fiquei entretido pelo estilo, pelo som e pelo carisma dos Vivendo do Ócio.

Foi Thiago Trad quem me falou deles a primeira vez. Mas o contato entre nós foi estabelecido por Luciano Matos, jornalista, quando trabalhávamos no programa Jam Session Rock, na rádio A Tarde FM – ele como redator e eu, como comentarista, aqui em Salvador.

O programa era semanal e era praxe haver uma entrevista com quem estivesse fazendo algo interessante. Esse papo rolava sempre por telefone. Justamente por terem passado da 1ª etapa do dito concurso, Luciano os recomendou como entrevistados daquela edição do JSR.

Foram três perguntas que fiz ao Jajá, cantor do grupo. Sinceramente, nem conhecia a música deles… Até ali. O cara (pra mim, um garoto) foi bem tranquilo em suas respostas. Depois, botamos no ar uma música de uma demo que o próprio Luciano nos trouxe. Não tava bem gravada, mas tava ali e dava pra tocar… Pela simpatia, acabei anotando o nome mentalmente e decide observar. Lembro que eles fizeram um show, numa matinê na Boomerangue (uma casa de shows daqui da cidade, que fechou recentemente), logo depois desse papo. Mas a agenda do CASCADURA nesse tempo e a minha preguiça me impediram de ir.

Pela imprensa, soube que eles seguiram bem no tal festival e chegaram à final. Fiquei sinceramente feliz.

Não lembro se antes ou depois disso, convidamos eles para o lançamento de um projeto que havíamos idealizado: o Sanguinho Novo! Como o CASCADURA sempre teve a política de tocar com outras bandas mais novas, num intercâmbio onde trocávamos tudo, e essa prática acabou gerando, para nossa honra, uma demanda de bandas querendo tocar com a gente, decidimos criar um momento, uma festa dedicada a essa atividade – da mesma forma que criamos o Cascadura’s Private Hell (para os essenciais shows em “inferninhos”) e o Laboratório Acústico do Dr. Cascadura (onde experimentamos possibilidades sem uso de tanta eletricidade/plug)…

O Sanguinho Novo é uma festa em que convidamos bandas/artistas mais novos, mas com uma trajetória bacana, e onde podemos chamar a atenção das pessoas para a necessidade da doação de sangue… Sim! Consideramos isso um verdadeiro ato cidadão! Mais adiante, abordaremos essa festa em especial, deixe-me voltar aos Vivendo do Ócio…

Para a primeira edição dessa festa, os convidamos. Ali os assistimos, os ouvimos e eu, ao menos, me tornei um grande fã da banda. A vibe foi tão boa que decidimos até fazer outro show juntos, o que ainda não aconteceu… Mas, dali, eles seguiram, ganharam o Gas Sound, gravaram um disco de estreia muito bom, foram morar em Sampa e enfim…

No momento que decidiram partir para São Paulo, resolveram fazer um show de despedida e me convidaram para cantar uma música nesse espetáculo. O palco seria o mesmo onde havíamos nos encontrado anteriormente: Boomerangue.

Para participar desse show, fui convidado a ensaiar no estúdio que a banda tinha, ou tem, no bairro do Santo Antônio Além do Carmo. Estudei a vida inteira no Barbalho, bairro vizinho àquele lugar. Tudo ali me era muito familiar e foi uma viagem e tanto chegar ao estúdio passando por entre as ruas estreitas da região.

Bem recebido (lógico! Os caras são muito camaradas!), tivemos um ensaio fantástico! A minha participação foi passada umas três vezes: “Break on through”, dos Doors. Tudo foi muito fácil! Eles me contaram seus planos para a ida à nova experiência e me vi um pouco neles, quando cerca de cinco anos antes rumei com o CASCADURA para lá também… Me despedi e fui: de volta pra casa. “Até o domingo!”

Caminhava no fim de tarde pelas mesmas ruas estreitas que haviam me levado ao estúdio. Passei perto dos postes enferrujados (velhos, mas muito característicos do bairro) e percebi a chegada de uma centelha de ideia: um riff! Andei uns cinco minutos solfejando a sequência de notas que formava o riff e logo veio também a ideia da melodia a ser cantada… Uepa!

Tirei o celular (meu companheiro e salvaguarda! Quantas melodias deixei de perder, graças a ti?!) do bolso e pus a cantarolar, a meia voz: riff, melodia da voz… era tudo. Ainda tenho arquivado esse momento. Cheguei em casa e aprimorei o que tinha criado. Tinha uma carga ao mesmo tempo familiar e nova. Tinha rock, mas queria pular fora disso, ou chamar algo diferente para a roda.

“E se… Não, nããão!” – foi a primeira resposta à minha percepção de qual novidade aquele riff parecia propor… Pagodão?

Eu já havia pensado na maluquice que poderia ser justapor uma coisa e outra. Ok… O Fantasmão pôs guitarra no pagode… Achei sui generis. Não gostei por crer exagerado, apesar de aplaudir a tentativa e a busca de algo novo. Mas ficou feio, na minha opinião. Gostei mais do que fez o Sam Hop com seu “Ser negão é massa”.

Mas e se subvertermos o ritmo de lá? Se o trouxermos até cá e lhe dermos contornos daquilo que conhecemos? Vamos lá… Levei a ideia adiante em minha cabeça, depois em minhas demos caseiras, até que a apresentei ao Professor t. andré adorou o desafio.

Trouxe uma letra que desfazia do que desfaz: o famoso “olho gordo”:

“Segue o baba
Esse sonho é meu
São meus passos, meus freios
Peru-de-fora, olho gordo”

… e tá dando nisso:

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