Bahia de Todos os Rocks 2010!
segunda-feira, 29 novembro 2010 - postado por fabiocascadura
Dia 23 de novembro, uma terça à noite, fui à cerimônia de entrega do Prêmio Bahia de Todos os Rocks 2010. Na edição anterior, de 2008, o Cascadura recebeu os prêmios de Banda do Ano e Melhor Clipe, por “Mesmo Eu Estando do Outro Lado”, dirigido por Zeca de Souza e Luis “Mingau” Guilherme.
O Prêmio é uma ideia muito legal do pessoal da PutzGrillo!, jovem produtora local, e visa a premiar a produção do rock baiano, além de criar uma oportunidade de congraçamento entre todos que participam desse mercado.
Esse ano, não tivemos indicação, não concorremos em nenhuma categoria. Nosso lançamento dentro do período julgado (2009-2010) foi o DVD Efeito Bogary e não há categoria em que ele se enquadre (além de o conteúdo dessa obra já ter sido avaliado). Porém, além de vários amigos estarem participando como concorrentes, acho de grande relevância prestigiar a festa.
Aconteceu no Teatro Casa do Comércio, mesmo lugar da cerimônia da primeira edição. Foi uma premiação justa com muitos trabalhos importantes sendo apontados aos troféus (que é uma brincadeira bem sacada com uma “figa”) e com a participação de boa parte dos que circulam pelos espaços da chamada cena alternativa soteropolitana. A falta, na minha opinião, está justamente aí: é preciso chegar ao interior da Bahia, onde há boa produção também.
Do mesmo modo, gostaria de ver ali outras possibilidades para além do rock, como o reggae e a música eletrônica, que, se não estão alinhados esteticamente, têm muito que contribuir para o crescimento e a circulação dessa orientação cultural. Enfim, o Prêmio Bahia de Todos os Rocks pode, daqui para frente, dar uma contribuição ainda maior ao panorama artístico da cidade e do estado, chamando à adesão uma gama maior de artistas e estilos.
No mais, foi uma felicidade ver o reconhecimento e o carinho de todos que estavam lá com gente como Messias, que recebeu o prêmio de “Música do Ano” por sua “Resilience”; como Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta (houve um pequeno incidente que acabou dando mais charme à apresentação deles, que também concorriam à “Música do Ano”: a guitarra de Edinho não funcionou e ele, como não podia tocar, cantou e dançou. Foi sensacional!); bacana o prêmio de “Músico Destaque” para Morotó, que, ao meu ver, sempre será indicado (na ausência do premiado, quem acabou indo buscar o troféu foi seu parceiro de Retrofoguetes, Rex, que também concorria na categoria. Foi engraçadíssimo vê-lo lá! Rex é um cara muito espirituoso e inteligente. Deveria inclusive ser cotado para apresentar as próximas edições).
A banda Quarteto de Cinco levou o prêmio “iBahia Garage Band”, o que a credencia a participar do Festival de Verão 2011; o videoclipe vencedor foi o da Teclas Pretas (talvez a concorrência mais acirrada do Prêmio); Silvis Rodrigues ganhou como “Designer do Ano” e Luciano Matos, pelo blog El Cabong, levou “Mídia do Ano”. Merecidíssimo o prêmio para “Frascos, Comprimidos e Compressas”, de Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta: “Disco do Ano”! Bem como para “Banda do Ano”, que foi a Vivendo do Ócio (eles fizeram um 2010 fantástico, trazendo adimiração e orgulho a todos nós que curtimos o som deles), e o “Show do Ano”: Paulinho Oliveira, que aniversariava naquela noite.
Na 1ª edição, o prêmio mais aplaudido foi o que foi oferecido ao pessoal d’Os Panteras, batizado de “Dinossauro Referência” (parêntese: acho o nome desse prêmio muito feio. Poderiam escolher um título melhor, menos pseudopomposo. Talvez bastasse “Referência Rock”… Mas Dinossauro Referência é feio demais…). Nessa edição, este prêmio coube ao comunicador, radialista e agitador cultural Valdir Serrão, o Big Ben!
Antes de mais nada, a homenagem é mais que merecida: Valdir Serrão é um cara que tem sua marca na história do rock local. Com cinco ou seis anos de idade, lembro do programa que ele tinha na TV Itapoan, o “Som do Big Ben”, e depois escutei mil outras histórias de suas iniciativas para divulgar o rock’n’roll, o reggae e outros estilos por aqui (tem aquela famosa lenda de que, em 1969 ou 70, ele teria colocado “Voodoo Chile”, de Jimi Hendrix, para tocar em seu programa na rádio e durante a execução choveram telefonemas perguntando por que a estação estava fora do ar…). Enfim, o prêmio é mais que merecido. Só achei que a produção do vídeo de apresentação não foi a contento. Tem que ter mais cuidado ao expor uma figura pública, tanto mais quando vamos homenageá-la.
No mais, espero que daqui pra frente o Prêmio Bahia de Todos os Rocks só cresça, contribuindo para tornar ainda mais visível o resultado do esforço de quem trabalha pela música na Bahia.
Parabéns aos indicados, aos premiados, aos organizadores… Enfim: Parabéns!






